O Barquinho Cultural

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sábado, 12 de agosto de 2017

Peça discute a violência sexual contra a mulher

Espetáculo “Nunca mais... Coração de mulher” fica em cartaz aos sábados no teatro Maria Della Costa até 30/09

A peça “Nunca mais... Coração de mulher” está em temporada até 30 de setembro no teatro Maria Della Costa, no bairro Bela Vista, na capital paulista. As apresentações são sempre aos sábados, às 19h, com ingressos a 50 reais (e 25 a meia-entrada). O espetáculo teve pré-estreia em março deste ano em um teatro no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo, passou por uma sala na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, e está desde o último dia 5 de agosto neste espaço no Bixiga.


O texto de Ilder Miranda trata da violência sexual contra a mulher, de uma forma sensível e contundente, nas palavras de seus realizadores, a Companhia O Tom da Graça. Segundo a diretora do espetáculo, Rita Ivanoff, a personagem, Paula, vítima de violência sexual, “vai em busca de sua autoestima, de sua autoafirmação, de renovar sua capacidade de enfrentar o mundo, de olhar esse mundo de novo com alegria, com prazer, e de tomar sua vida com as próprias mãos”, disse a diretora em entrevista recente.


“Um dos objetivos de trazer um tema pesado como esse é falar mesmo sobre isso. A gente acredita que, quanto mais se falar sobre isso, mais vai deixar de ser um tabu e as pessoas vão conseguir denunciar mais, entender que têm outras pessoas iguais por perto, e que têm uma certa força para lutar por direitos, por leis, e para que a sociedade, de maneira geral, fale mais sobre o assunto”, afirma Rita na entrevista.

De acordo com Lize Nascimento, que divide o palco com Julieta Nóbrega, a peça busca “fomentar a reflexão sobre a cultura do estupro, que atinge homens e mulheres, e buscar o empoderamento feminino a partir dessa reflexão.”

Sinopse:

"O espetáculo Nunca mais...Coração de mulher retrata o universo feminino, propondo uma reflexão sobre a violência sexual contra a mulher, e de forma sensível e tocante, leva o público a interação com a personagem. Paula se desdobra em reflexão e emoções provindas de acontecimentos que deixaram marcas profundas em sua alma. Calou-se por instinto de preservação e, após anos de segredo, surgem memórias carregadas de medo, vergonha, nojo, raiva, prazer e ódio. O que fazer com essas lembranças remotas? Esquecer não é possível. Ciente disso, entre a ferida e a possibilidade da cura, vem a coragem, que surge da fragilidade do coração de uma mulher, fazendo com que a protagonista reviva esse passado sombrio, angariando força necessária para expurgar as dores que a acompanharam silenciosamente por quase toda a vida. É chegada a hora de libertar-se dos fantasmas e angústias com os quais conviveu, empoderar-se e dar um novo significado para sua história."


Espetáculo: Nunca Mais... Coração de Mulher
Todos os Sábados às 19h
De 5 de agosto a 30 de setembro de 2017
Local: Teatro Maria Della Costa - Rua Paim, 72 - Bela Vista, São Paulo
Telefone: (11) 3256-9115
Inteira: R$ 50,00
Meia: R$ 25,00
Duração: 45 minutos
Classificação: 14 anos


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Juliana Lima comemora 20 anos de carreira com show no Parlapatões

A cantora, compositora e instrumentista Juliana Lima comemora os 20 anos de carreira com o show “Aquariana” nesta quarta-feira, 5 de julho, no Teatro Parlapatões. O espetáculo contará com o repertório do disco e DVD homônimos, o mais recente lançado por ela, e canções de seus outros trabalhos, e terá participações especiais de Daniel Pessoa, Val Mulusk, Hosana Bastos, Ana Wick, Helena Elis, Milena Castro e Vagner Bandeira.

A apresentação será às 20h e os ingressos antecipados, a R$ 20, podem ser adquiridos no teatro (Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação), de terça a domingo, de 14h às 22h - informações pelo fone (11) 3258-4449. No dia do show, o preço dos ingressos será R$ 40.


Sobre o evento, diz Juliana Lima: "São 20 anos de trajetória dentro da música, 6 CDS e 1 DVD gravados, muitas parcerias, turnês na Argentina e na Europa! Tantos amigos feitos através dessa bela caminhada! Não tenho nada do que lamentar ou me arrepender, só agradecer por poder ter vivido tanta coisa bacana, e torcer para que eu possa prosseguir fazendo o que amo: cantar, compor, produzir e tocar o coração das pessoas com a música por muitos e muitos anos!”

Juliana Lima nasceu em Santo André (SP) e começou a cantar ainda criança, lançando o primeiro disco, “Procurando um amor”, aos 14 anos, em 1997. Em 2002, grava “Raios de Sol” e, dois anos depois, “Tudo & Mais”. Em 2007, lança “O Dom” e, em 2013, “Aquariana”, com produção do cantor Thiago Varzé, que já trabalhou com músicos como Max Viana, Marcelo Mariano e Pedro Mariano.

“Aquariana” foi lançado em DVD em 2015, captado durante apresentação na casa Ao Vivo Music, em São Paulo. O DVD foi finalizado com recursos obtidos por meio de financiamento coletivo, pela plataforma Catarse.

Com mais de 350 composições realizadas, Juliana Lima fez, em 2014, sua primeira turnê internacional, pela Argentina, tocando em Buenos Aires e La Plata. Em 2016, fez um tour pela Europa, se apresentando em Madri, Dublin, Milão e Lisboa.

Sua música possui uma mistura de ritmos com a característica do povo brasileiro que define as diversas influências recebidas desde a infância (MPB, samba, bossa nova e baião).

Paralelamente à carreira solo, Juliana Lima participa do trio feminino de forró Beijo de Moça, com Cacá Molgora e Ana Wick. O trio acaba de lançar o primeiro CD, com composições próprias.

No vídeo abaixo, Juliana e banda cantam "Aquariana", em show do lançamento do DVD:





Leia mais sobre Juliana Lima nos links:

Juliana Lima lança DVD "Aquariana" com show no Ao Vivo



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sábado, 10 de junho de 2017

Gui Moscardini canta a diversidade paulistana em seu primeiro disco

Cantor e compositor lança “Coisa Boa a Gente Espalha” dia 14/06 em show no Teatro Viradalata


Guilherme Moscardini busca transmitir boas energias em seu primeiro trabalho. (Foto: Gabriel Arruda)
Guilherme Moscardini tem 24 anos, nasceu no bairro da Liberdade e vive no Butantã. Quando garoto, sonhava em ser cineasta, mas, ao ouvir o amigo Ari Oliveira tocar violão, ficou encantado e quis aprender. Não tanto pelo tocar, diz o artista em entrevista ao Blog por Bloga, mas mais pelo fato de o amigo estar tocando uma música própria. “Eu sempre tinha coisa pra falar e não sabia como fazer isso e foi na música que consegui”, conta. Ele tinha 8 anos e o pai “exigiu” que fosse estudar violão erudito – “para aprender direito”.

“Foi uma experiência que me assustou um pouco; não esperava aquilo, queria aprender três acordes e sair tocando. Era muito distinto do repertório que eu conhecia, mas fui gostar muito tempo depois, porque é difícil você falar que não gosta de Debussy [o compositor francês Claude Debussy – 1862-1918], sendo que Debussy é cinema; o cinema foi feito por esses compositores e esses compositores foram feitos pelo cinema”, explica, citando a sua primeira paixão.

Gui conta que logo que começou os estudos do instrumento já saiu compondo suas letras e, em pouco tempo, a criar músicas. Aos 13, 14 anos, já gostando do que fazia, começou a mostrar suas composições. “Meu principal professor foi a composição, a coisa de tentar, errar, buscar as coisas no violão”, define. O disco, diz, tem músicas que ele compôs aos 16 anos, meio sem saber o que estava fazendo, mas com uma complexidade que ele se deu conta  assim que passou a entender melhor de música.

Filho de pai fotógrafo e mãe artesã, sempre escutou muita música em casa. A mãe, carioca, cresceu e aprendeu a sambar na Escola de Samba Salgueiro e, por isso, sempre ouviu muito samba e MPB em casa. O pai também era fascinado por música, só que ele também ouvia Beatles, jazz. O irmão, Felipe, produtor executivo do disco, o apresentou ao forró, ritmo pelo qual acabou se apaixonando. “Tanto que hoje meu mestre, que eu tenho como mentor, é Dominguinhos, o cara que eu mais venero musicalmente”, acrescenta. No ambiente doméstico, ainda, havia a presença de André Busic, que ele chama de “tio de consideração”. Busic foi trompetista da Traditional Jazz Band e é pai dos garotos da banda de rock Dr Sin, Andria e Ivan Busic.

À diversidade rítmica que recebia em casa ele adicionou a multiplicidade de estilos que a cidade de São Paulo oferece e que lhe inspira em suas criações. O disco mistura à música popular brasileira ritmos africanos, bolero, samba, salsa, frevo e outros gêneros. “Quando garoto, ouvia muito rock e um dia escutei o Lenine cantando o ‘Jack Sou Brasileiro’ e aí me deu a sensação de que dá pra juntar… E desde então comecei a procurar coisas semelhantes”, lembra. “Essa coisa de colocar ritmos latino-americanos, africanos veio de dentro de casa também, por minha mãe frequentar várias religiões.”

Sobre a influência da cidade em que nasceu e vive, Gui explica: “Muito dessa variedade do disco, dessa diversidade, é por conta da cidade em que vivo. São Paulo é muito tradicional às vezes, mas, se você prestar atenção, acha muita coisa. Aqui tem muita festa, tem a do Boi na Raposo Tavares, no Morro do Querosene, tem o Maracatu na Heitor Penteado… Tem de tudo aqui, muita riqueza”.

Guilherme tem se apresentado em bares, hotéis, hostels, tocando suas composições e a de outros músicos. Como Marcos Valle, João Nogueira, Gilberto Gil, João Bosco, Chico Buarque, entre outros. É formado em produção musical pela Universidade Anhembi Morumbi e estuda canto popular na Emesp Tom Jobim (Escola de Música do Estado de São Paulo) e ministra aulas de violão na Associação Atlética Banco do Brasil.

Participou em 2012 do programa Sr. Brasil, da TV Cultura, comandado por Rolando Boldrin, de show com Nailor Proveta no Auditório Ibirapuera e do Circuito Municipal de Cultura com o show GilJoão&Chico. Criou a trilha sonora do documentário “Toda Reza”, do Coletivo Urucum, exibido em 2015 no Itaú Cultural, compôs e arranjou canções e trilha sonora da peça musicada “Branca de Neve e Zangado”, dirigida por Mira Haar e com direção musical de Renato Bellini, participação na peça musicada “Livro de Ouro”, com direção de Geraldo Rodrigues, e atuou no espetáculo musical “Miranda por Miranda”, de Stella Miranda e Tim Rescala.



Sobre essas atuações no cinema e no teatro, ele diz: “Compor pra mim é um desafio. Fazer as canções da peça musicada foi uma experiência incrível, nunca imaginei que iria cair em musicais; depois de atuar na peça da Stella Miranda caí mais ainda no backstage fazendo as músicas do ‘Branca de Neve…’. Foi um desafio e uma diversão”.

Ele também participou de festivais de música com abrangência nacional apresentando as canções de sua autoria “Coisa de Garoto” e “Coisa Boa a Gente Espalha”, entre os quais o Festival de Canção de Andradas (MG), Festival Internacional de Cantautores de São Luiz de Paraitinga (SP), Festival da Canção de Mogi das Cruzes (SP), CPV Music Festival (SP), Evento Impulso Apresenta (SP), Sofar Sounds (SP), Palco Museu da Imigração (SP), Auditório Ibirapuera (SP).

A respeito do mercado e espaço para o músico independente, ele vê a necessidade de as pessoas se unirem, como crê que seja no universo sertanejo. “A galera do sertanejo deu muito certo porque eles são muito unidos, é o que me parece, eles se ajudam muito. Acho isso muito legal e no tipo de música que eu faço acho que a galera está começando a criar um pouco de consciência nisso e mesmo no independente a galera está conseguindo trabalhar”, afirma.

“O que eu vejo para o mercado é que acho que tinha que ter espaço para todo mundo. Sertanejo, funk, tem que estar aí, mas tem que ter espaço para todo tipo de música. Infelizmente, ao que me parece, as grandes mídias não estão tão interessadas em divulgar isso ainda, mas acho que, se a própria galera da música se juntar e entender que não é uma rivalidade, que o negócio é de fato se um trabalhar vai ter trabalho para o outro, em algum momento vai acontecer”, acredita.

Nesse sentido, ele demonstra que não se prende às exigências do mercado, seguindo com sua criação independente do que o mundo “mainstream” exige. “Se for falar de algo que não é verdade para mim, ou eu saio da música ou vou fazer outro tipo de trabalho, tipo backstage, que não apareça tanto. Se fosse só pelo dinheiro, então não teria por que aparecer, mas também respeito todo mundo que faz, é trabalho, se a pessoa escolheu aquilo, é a verdade dela, eu acho digno, mas não é a minha verdade. Eu adoraria lotar um estádio, mas eu sei onde estou, no começo.”

E seu trabalho, define, já se revela pelo próprio nome do primeiro disco, “Coisa Boa a Gente Espalha”. “Fiquei bem preocupado quando escolhi porque as pessoas poderiam achar que eu estava querendo dizer que meu som é bom, mas depois vi que fazia todo o sentido essa frase, porque quando mentalizo algo, eu eu mentalizo pelo outro, porque eu sei que quando você estiver bem eu vou estar bem; quando eu tiver pensamentos positivos, eu vou atrair coisas positivas”, crê.

O disco, acrescenta, fala de amor de diversas maneiras, e não propriamente o amor de um casal. “Falo do amor que tenho pela minha mãe, e pode ser o amor que você tem pela sua mãe, e falo de sorrir e o amor já está implícito ali, a própria música que eu fiz pra minha parceira, a Jhessica, ‘Plano Contínuo’, é uma música de projeções, é aquela coisa de você estar ali com seu parceiro mas você não sabe o que vai ser amanhã, mas projeta coisas com aquela pessoa, almeja, e tem o lance da compreensão, de sair de minha visão para poder entender o que o outro está enxergando para a gente entrar em um consenso, aquela coisa que o Gil fala: a curva generosa da compreensão.”

Disco tem colaboração de 23 músicas e participações muito especiais


“Coisa Boa a Gente Espalha”

O trabalho de estreia de Gui Moscardini conta com participações especiais da cantora Assucena Assucena, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira; Renato Braz e Maíra da Rosa. O disco tem 12 faixas, sendo dez delas compostas e arranjadas por Gui Moscardini (‘Quando Entrar’ é assinada por Adriano Girelli e ‘Do Alto do Morro’ é de Raphael Cortezi).

Além das participações vocais, “Coisa Boa a Gente Espalha” teve colaboração de 23 músicos. O baixista Sizão Machado colabora na faixa “Sonho”. Os arranjos foram assinados por Raphael Cortezi e Gui executa o violão em todas as faixas. A dupla também assina produção de todo o disco.

O show de lançamento será no dia 14 de junho, quarta-feira, às 21h, no Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Perdizes). O show terá a participação de Barbara Rodrix. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 20 no site do Ingresso Rápido.

O disco digital está disponível gratuitamente nas principais plataformas de música, como Spotify, Deezer, Apple Music, ITunes Store e YouTube. O disco físico também estará disponível na Livraria Cultura e pela Amazon.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O escritor da Avenida Paulista

O escritor Eduardo Lages convida quem passa pela famosa avenida a conhecer um livro novo todos os dias

Por Patrícia Kawakami

Eduardo busca na Paulista inspiração para as histórias de Jaime
Você já andou pela Avenida Paulista? Se a sua resposta for sim, sabe que, além de ser uma das principais avenidas de comércio da capital, também é um lugar que atrai todos os públicos, proporcionando lazer, diversidade e cultura. Mas você já tentou ficar o dia inteiro, sentado em uma mesa, no meio da calçada, para escrever um livro? O escritor Eduardo Lages (25) viveu essa experiência. Seja sob sol ou chuva,  todos os dias ele vai para a Paulista tirar inspiração para dar vida ao personagem “Jaime”, protagonista de suas histórias.

Parece loucura alguém escrever um livro em uma avenida tão movimentada e barulhenta, mas Eduardo conta que, na verdade, foi assim que conseguiu parte de sua inspiração: “ Tinha muito medo de não conseguir escrever aqui, com muitas pessoas passando e com tanto barulho, mas foi ao contrário, as pessoas passando, o barulho, as situações que vejo aqui, elas ajudam muito a escrever, porque elas trazem uma inspiração que, se eu estivesse trancado em casa, acho que não teria”.

Inicialmente, sua carreira de escritor não começou diretamente na Paulista. Para escrever o seu primeiro livro, “Querido Jaime”, Eduardo escrevia durante os intervalos do almoço na agência onde trabalhava, rotina que durou cerca de sete meses. Após concluir seu livro, passou a vendê-lo na Avenida Paulista, onde começou a escrever o segundo, com uma versão mais ampliada do primeiro.

O primeiro livro conta a história do personagem “Jaime”, um senhor de idade que vive apenas dentro de  casa, sem nunca colocar os pés para fora. Entretanto, chega o dia em que é forçado a sair, e acaba se perdendo pela grande São Paulo.  Com a frase: “ Já conheceu um livro novo hoje?”, Eduardo divulga seu trabalho sem qualquer patrocínio financeiro, tendo contato direto com o seu público.

Todos os dias, faça sol ou chuva, ele está lá
Sobre como é vender seu trabalho de forma independente, Eduardo conta a experiência que vive: “Independência assim ela é relativa, porque a gente sempre depende de alguém, de um prestador de serviços, de alguém que te ajuda (...) Então sou muito grato a todas essas pessoas, por isso não posso falar que sou totalmente independente. Mas em termos de ideia sim, e não teve ninguém financiando o meu trabalho, eu banco tudo sozinho, e foi muito bom (...) Não é só o trabalho de escrever o livro, você tem que editar o livro, tem que diagramar o livro, tem que correr atrás da gráfica, tem que vender o livro. Então é muito mais trabalhoso ser independente, mas é muito mais recompensador também. Eu tenho contato direto com o público, as pessoas que vêm aqui e compram o meu livro depois voltam e me falam o que achou, tudo isso é muito bom.”

Além da divulgação de seu livro na Avenida Paulista, Eduardo também tem projetos para expandir a literatura urbana em outros pontos pela cidade, com novas histórias e novos livros. Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho desse escritor inovador, é só acessar sua página no Facebook, Venha conhecer a história do “ Querido Jaime”!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Aline Maly mostra sua bossa em “Me Diz”

Primeiro CD da cantora e compositora paulistana será lançado dia 20/11 

Ela começou a cantar aos 7 anos; aos 10, primeira composição
A cantora e compositora Aline Maly começou a cantar aos 7 anos de idade no coral da igreja que frequentava. O pai apresentava programas religiosos no rádio, de modo que a música era uma constante em sua casa.

Tomou gosto pelo cantar e, depois de participar de vários corais, aos dez anos começou a compor. A primeira música composta foi “Raio de Sol”, completada três anos depois. O talento se impôs de vez e ela não parou mais de compor.

Estudou canto no Senac e teoria musical na Ordem dos Músicos. Tem composições gravadas por vários artistas, de vários estilos, do gospel ao sertanejo. Suas preferências musicais são Diana Krall, Stevie Wonder, Caetano Veloso, Jorge Vercillo e, claro, bossa nova.

Depois de participar de vários grupos, fazendo backing vocal, partiu para a carreira solo. Cantou em teatros – outra de suas paixões – e na casa de espetáculos Estrada Mix. E agora está lançando seu primeiro CD, totalmente autoral, “Me Diz”.

Gravado nos estúdios Hiper Show e no ER, de Catanduva (interior de São Paulo), a produção, independente, tem alguns arranjos de Elton Ricardo, músico radicado em Catanduva. Aline é acompanhada por uma banda só de meninas: Lilia Garcia (violão), Lilian Rodrigues (piano), Beatriz Lima (baixo), Si Medeiros (percussão), Daniela (bateria) e Anna Araujo (violino). “Eu sempre achei bonito  mulheres tocando; e eu me sinto muito bem com elas”, diz.

As músicas de Aline Maly expõem sua paixão pela música, especialmente a bossa nova, e as letras surgem de conversas suas com amigas sobre o cotidiano, as impressões sobre as coisas da vida. E falam de amor, desamor, entrega, espera. O clima é todo bossa nova, tanto nos arranjos como na forma de cantar, suave, levemente rouca às vezes.

CD é todo autoral (fotos: Divulgação)
Mesmo antes de lançar seu CD, o clipe de “Me Diz” – que dá nome ao disco -, postado no YouTube e no Facebook, a tornou conhecida mundialmente, tendo sido visto no Japão, Canadá, Argentina. “Um mês depois de ser postado, comecei a dar entrevistas e receber convites e, em pouco tempo, cheguei a 5 mil amigos no Facebook”, afirma. O clipe tem já mais de 10 mil visualizações no YouTube.

Aline começa a agenda de shows de divulgação do CD em janeiro. Além do disco físico, o trabalho estará disponível nas plataformas digitais. “Estamos ensaiando as músicas com a banda e, como é só de meninas, quanto melhor estivermos preparadas, melhor, porque é uma banda só de meninas, o que se destaca, por isso temos que tocar muito bem, as músicas têm que soar de forma muita perfeitas, para que saiam bem bonitas mesmo”, explica.

É esperar para ver.

Enquanto isso, abaixo o clipe de “Me Diz”. Outras canções podem ser curtidas em sua página no YouTube:


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Barbara Rodrix dá a cara a tapa em seu novo CD, “Eu Mesmo”

Lançamento do disco será nesta quinta, 17/11, no Itaú Cultural (SP), às 20h, com participação de Ceumar e Tuco Marcondes; a entrada é franca

Filha de Zé Rodrix se redescobre em novo trabalho (fotos: Divulgação)
A voz é quase um sussurro... Quase pueril. “Ouça o silêncio que deixa a alma livre pra cantar”, diz em “Venha”, dela e de Luiza Possi. E é isso: é um disco para se ouvir no silêncio da sala, do quarto, da casa de espetáculos... Enfim: um disco para se ouvir (e sentir) com atenção. Deixar esses quase sussurros penetrarem nos ouvidos, deixar-se envolver pelos arranjos delicados, nobres, minimalistas, intimistas...

Barbara Rodrix se redescobre em seu novo CD, “Eu Mesmo”, que é seu segundo gravado, mas o primeiro lançado efetivamente. O primeiro trabalho, “Ninguém Me Conhece”, foi gravado quando ela tinha 16 anos, com produção de seu pai, Zé Rodrix, mas não foi lançado – porém está disponível na plataforma Soundcloud.

A cantora e compositora acompanhava o pai nas gravações em estúdios desde os 3 anos de idade, mas só mais tarde teve consciência do artista que ele era. Na época, Zé Rodrix estava afastado da carreira de músico – desde a morte de Elis Regina (19/01/1982) – e se dedicava à publicidade. “Eu cantava com ele nos estúdios, mas em casa ele não cantava; mas não posso negar que meu despertar para a música veio da influência do ambiente em que eu vivia, pois cresci no meio musical”, explica Barbara.

A percepção de que música era o que queria fazer vem quando, aos 11 anos, ganha um violão. “Aí eu disse: esse é meu instrumento”, lembra. Foi estudar na Escola Livre de Música (ELM) e já começou a compor. Aos 15 anos, entrou no estúdio com o material que havia composto nesses quatro anos, sob supervisão e produção do pai, e daí saiu “Ninguém Me Conhece”.

Com o pai, que produziu seu primeiro trabalho, quando ela tinha 15 anos

Já o novo trabalho teve um processo diferente. Ela começou a se apresentar na noite, em bares como o Tom Jazz, e montando o repertório a partir de como as músicas funcionavam no palco. Foi também, como ela define, um período de redescoberta. Sem a presença do pai – que morreu em maio de 2009 -, Barbara foi se redescobrindo como compositora, como artista, tomando as rédeas da própria obra, escolhendo os parceiros, decidindo sobre os arranjos. Coisas que a experiência acompanhando Zé lhe valeu muito.

“Esse disco, para mim, tem quase um significado de dar a cara a tapa porque ele todo eu que escolhi tudo, o voto de minerva era meu”, explica, sem deixar de considerar todas as pessoas que estiveram envolvidas nele. “Por isso o nome do disco é ‘Eu Mesmo’, que, além de ser uma música do Paulo Novaes, fiz questão de deixar no masculino porque é um eu mesmo que engloba muito o eu mesma mulher, eu mesmo ser humano, todo mundo que participa do processo, o universo do que eu faço parte. Um processo muito maior e que engloba muito mais gente. Todas as músicas do disco dizem algo que eu quero dizer.”

Novo CD: testado no palco
O CD, predominantemente autoral, traz parcerias com as cantoras Bruna Caram e Luiza Possi - filha de Zizi Possi -, que participa da faixa “É, Foi Você”, além de releituras de duas canções do seu pai: “Eu Não Sei Falar de Amor” e “Olhos Abertos”. Outros parceiros são Ricardo Soares e Elder Braga, além de interpretar “Rãzinha Blues”, de Lony Rosa, e a faixa título, de Paulo Novaes. O disco foi gravado no estúdio Gargolândia e mixado na Trama.

Barbara faz o lançamento de “Eu Mesmo” na próxima quinta-feira, 17 de novembro, às 20h, no Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô -, com entrada franca (os ingressos têm de ser retirados uma hora antes do espetáculo). No show ela estará acompanhada da banda com quem gravou o disco, formada por Breno Ruiz, no piano; Igor Pimenta, no contrabaixo; Fernando Daminelli, na bateria; e Federico Puppi, no violoncelo.  Haverá ainda as participações especiais de Ceumar e Tuco Marcondes.


A seguir, principais trechos da entrevista concedida por Barbara ao Blog por Bloga:

Influências e o despertar para a música:

“Quando nasci, meu pai estava longe da carreira, ele se afastou logo depois que a Elis [Regina] morreu, mas continuava com produções, inclusive com publicidade, e desde criancinha eu cantava com ele em estúdio de publicidade. Difícil dizer se tive influência dele ou não, porque era o meio em que eu vivia, de alguma maneira era o meio artístico, ouvia as músicas dele, mas não via ele cantar em casa, era uma coisa do passado dele; quando ele voltou a compor, foi quando eu comecei, meio que começamos juntos, aos 11 anos, um influenciando o outro. Sempre vivi nesse meio artístico, com os amigos dele, houve uma influência, claro. O despertar foi natural, sempre foi uma criança afinada, a diversão da minha vida era ir ver meu pai gravar, cantar, saía da escola e ia direto para o estúdio e amava aquilo. Sempre tive muita influência em casa, sentava no piano, foi acontecendo aos poucos. Descobri de fato que queria fazer isso da vida quando ganhei um violão, aos 11 anos, e disse: ‘esse é meu instrumento’. Comecei a tocar, fazer as primeiras músicas, meu pai ajudava no violão (que também tocava um pouco). As primeiras músicas eram bem mais infantis, a primeira tinha um refrão que falava: ‘eu quero ser aquilo que ninguém foi/ não quero ser só mais um/ quero simplesmente ser diferente/ incomum’. Existia em mim essa força gigantesca de ser uma compositora, tinha todo esse romantismo de ser artista. Depois comecei a compor mais e são essas que compus dos 11 aos 15 que fazem parte desse meu primeiro disco. Estudava violão na ELM, depois fui estudar canto com a Tatiana Parra, cuja mãe era amiga de meu pai, fomos crianças próximas, apesar de ela ser um pouco mais velha, e hoje estudo canto popular no Emesp [ Escola de Música do Estado de São Paulo].”

Sobre o novo disco:

“Esse disco foi um pouco diferente o processo dele. Começou o disco com shows, fazendo o repertório, vendo o que funcionava, descobrindo de fato o que a gente queria falar, como a gente queria falar. Coincidiu com uma fase de minha vida de redescobrimento. O primeiro disco foi produzido pelo meu pai e a minha carreira artística sempre teve o aval de meu pai, artisticamente, era uma pessoa para quem eu sempre perguntava o que eu poderia fazer, para onde eu poderia ir. Foi um redescobrimento porque agora tenho eu que saber o que faço, como faço, do que eu gosto. Foi um processo longo, que, vendo agora, vejo que começou desde a morte de meu pai. Um processo de composições, de encontrar novos parceiros, porque até então os meus parceiros eram os mesmos de meu pai. Agora era encontrar novos parceiros, o que eu queria dizer, saber se eu achava aquilo bom. Começamos a fazer esses shows e comecei a sentir a segurança de que eu estava no caminho certo, de que era aquilo que eu queria dizer mesmo, com todas as parcerias. Porque eu não faço letras, eu gosto de fazer música. Ou eu faço a música e a mando para alguém que eu acho que tem a cara dela ou eu musico letras. O desafio é encontrar esses parceiros, encontrar essas pessoas, que é muito difícil você encontrar alguém que diga aquilo que você quer dizer, é um encontro de fato, um encontro de mundo, então foi esse o processo.”

Sobre a proposta do disco:

“O nome do disco Eu Mesmo, que, além de ser uma música do Paulo Novais, que é um superparceiro, irmão, e dar nome ao disco, eu fiz questão de deixar no masculino porque é um Eu Mesmo que engloba muito o eu mesma mulher, eu mesmo ser humano, todo mundo que participa do processo, o universo do que eu faço parte. Um processo muito maior e que engloba muito mais gente. Todas as músicas do disco dizem algo que eu quero dizer. Regravei uma música de meu pai, ‘Olhos Abertos’, que a Elis gravou no mesmo disco que tem ‘Casa no Campo’, e poucas pessoas conhecem essa música; eu fiz questão de a gravar porque o recado dela é tão lindo, fala de algo que as pessoas precisam tanto hoje em dia, de amor, de amar umas às outras, independente do amor romântico, amor pelo ser. Foi uma decisão muito difícil de a regravar, porque a Elis a gravou, acho que só tive essa coragem porque é de meu pai.”

Sobre o processo de criação do CD:

“A gente se apresentou bastante antes de gravar, em 2014, no Tom Jazz, e em 2015 entramos em estúdio e gravamos ao vivo, como se fosse um show, todo mundo junto, cada um numa sala, a gente quis se aproximar muito de como o disco foi concebido no palco; como ele tinha sido concebido todo ao vivo, a gente queria que ainda existisse esse frescor, porque de fato o que eu mais gosto na música é o show, porque a música é um ser vivo, está em mutação o tempo inteiro; então cada vez que eu canto uma música ela se ressignifica; o que mais me deixa ansiosa com esse trabalho é subir num palco e fazer ele e fazer, fazer.”

Abaixo, clipe de “É, Foi Você”, dela e Luiza Possi:



Sobre as diferenças entre os dois discos:

“Esse disco, para mim, tem quase um significado de dar a cara a tapa, porque o disco inteiro eu que escolhi tudo, o voto de minerva era meu. Chamei o Breno Ruiz para produzir comigo, as ideias de arranjos eram minhas e ele me ajudou a organizar isso, com seu olhar supercompetente, então não tem nada no disco que eu desgoste ou que eu não tenha escolhido; mesmo sendo ao vivo, tem muitas ideias de arranjo de todo mundo da banda, mas não tem nada que eu não tenha aprovado e que não seja eu. Então para mim é muito dar a cara a tapa: se você não gostou, lamento, é isso que eu tenho para dizer. É um disco que eu fiz exatamente como eu queria. É tudo eu. Lógico que a experiência de ter entrado em estúdio com meu pai sete anos atrás colaborou muito, inclusive profissionalmente, realizar aquilo que está em nossa cabeça de artista, que a gente viaja muito na maionese, fica um negócio. Muito importante para mim, que sou independente, termo de que nem gosto muito, porque a gente é que mais dependente de todos, depende de todo mundo. Mas tem coisas ali que a gente quer, imagina, tipo uma orquestra, o que é impossível, financeiramente, aí você busca chegar ao mesmo lugar de um outro jeito, esse olhar mais prático. E ver também meu pai produzindo valeu muito a experiência. Gravei as vozes ao vivo, não tem nenhuma edição. Então, a experiência de ter estado em um estúdio esse tempo todo, desde os meus 3 anos gravando, com certeza ajudou a fazer isso.”

Sobre sucesso, aceitação:

“Uma coisa que eu ouvi sempre de meu pai: a única maneira de você não agradar ninguém é querer agradar todo mundo. É muito mais fácil você se agradar e eu tenho muito essa consciência. Tenho uma visão de que em algum momento meu público e eu vamos nos encontrar. Eu me agradando, fazendo o que eu gosto, as pessoas que gostam disso vão me encontrar em algum momento, talvez seja mais demorado do que se eu tivesse tocando na Globo, na Nova. Mas acredito que isso vá acontecer em algum momento.”

Como Barbara Rodrix se define:

“Me defino como uma pessoa que não tem mais medo da opinião dos outros. Importante que você acredite e agrade a você mesmo, sem agredir ninguém, sem fazer mal, mas é obvio que a resposta do público alimenta também o lado artístico, não tem ninguém que não goste de elogio, mas prefiro me alimentar de ouvir um elogio de uma pessoa que amou aquilo que eu também amo a ouvir um milhão de elogios de algo que eu não ame.”

Como vê o atual cenário musical:

“Muita gente reclama da cena musical de hoje em dia, mas tenho a sorte de circular num meio musical em que conheço muita gente fazendo coisa muito boa; hoje a internet possibilita isso: a gente conhecer pessoas que não se limitam à grande mídia, pode ir atrás de muita gente que tem feito muita coisa boa; gosto muito de procurar novas coisas e se procurar você acha; tem quem faça coisas ruins, mas que pode ser boa para alguém, é a democracia, o que é ruim para mim pode ser bom para o outro; temos que encontrar outros meios de divulgar o trabalho das pessoas que não se encaixam no quadrado da grande mídia.”


"Eu Mesmo" está disponível na íntegra no YouTube:


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Juliana Lima mescla MPB e rock em novo single, “Bem Mais”

A cantora, compositora, instrumentista e musicoterapeuta Juliana Lima lança o single “Bem Mais”, de sua autoria, com videoclipe disponível na plataforma Vevo e nas plataformas de streaming digital como Deezer, Spotfy, iTunes e Applemusic desde 4 de novembro.

“’Bem Mais’ fala da questão de as pessoas criarem ideias umas das outras e de perto elas não serem nada daquilo que imaginamos, então faço o convite para que se conheça o outro de verdade, e que se descubra coisas que jamais poderíamos imaginar. Tudo isso dialogando com a superficialidade que é o mundo de hoje, onde as pessoas criam as máscaras, e querem passar uma imagem diferente da realidade delas”, define a cantora.

Quem assina a produção é Fernando Quesada, baixista das bandas Shaman e Noturnal, que já produziu artistas como Sepultura, Ira e Fly, unindo dois universos bem diferentes, o rock e a MPB, chegando a um lugar bem mais ousado e instigante.


O clipe conta com a participação do ator e cantor Bruno Caselli, integrante dos Trovadores Urbanos, e é dirigido por Diego da Mata, com produção executiva de Juliana Cranchi. Figurino e maquiagem são assinados por Carolina Domichilli e Val Candido responde pelo hair style. O clipe conta com patrocínio exclusivo de Licota Moda, com o apoio da EM&T e da Escola Oficina.

Curtam o clipe:





Mais sobre Juliana Lima no Blog por Bloga:

Ela tem o dom

Juliana Lima lança DVD 'Aquariana'


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Iucema Suzi: Uma voz romântica de Sergipe

Iucema Suzi canta histórias de vida, amores que se foram e que vêm, expondo seu sentimentalismo (Fotos: Arquivo Pessoal)
A cantora e compositora sergipana Iucema Suzi lança no começo de novembro seu primeiro trabalho autoral, o EP “Em cada nova estação”. Com seis canções, quatro de sua autoria e duas da parceira Iraiane Alves, com melodias e produção de Sergio Silva e Júnior Gonzo, o disco trafega por vários ritmos e estilos, como pop rock, reggae, MPB, sempre temperados pelo romantismo que a caracteriza e por onde ela decidiu trilhar.

Natural da Estância, Iucema começou a cantar profissionalmente aos 18 anos, após perceber, cantando em karaokês e festas, que era isso o que queria da vida. O início se deu em bandas de forró, estilo, no entanto, com o qual não se identifica. “Apesar de ser nordestina, não me vejo como cantora de forró”, afirma. Isso transparecia ao introduzir, em sua interpretação, um pouco de MPB, já adiantando o caminho que iria seguir.
Carreira começou em bandas de forró, mas MPB falou mais alto


O romantismo e o gosto pela MPB vêm de berço. Filha de um saxofonista, que toca na igreja evangélica que frequenta, Iucema cresceu ouvindo boleros em casa e seu coração foi tocado por artistas como Elis Regina, Maysa, Nelson Gonçalves, Rosana, Vanusa. Atualmente, ouve bastante Marisa Monte, Vanessa da Matta, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, o que a fez até pensar em se aventurar pelo axé. Mas novamente a MPB falou mais alto.

“Esse disco segue a linha romântica, com músicas que falam de histórias de vida, canções que tocam a alma, falam de amores que se foram, se perderam, se acharam. Ele transpira romantismo, porque reflete o que sou, uma pessoa muito sentimental, que chora por tudo”, define-se. A veia compositora revelou-se nas poesias que escrevia, mas jogava fora. Até que o amigo Sergio as leu e a incentivou a transformá-las em canções.

“Em cada nova estação” é a música carro-chefe do EP, com letra dela e melodia de Sergio Silva e Júnior Gonzo. Um clipe foi produzido para adiantar o que vem por aí. “No EP a canção estará com arranjo mais completo, com a introdução de mais instrumentos, mas a base é a mesma”, adiana a cantora. Depois de lançado o EP, Iucema pretende trabalhar em sua divulgação nas radios e correr o Brasil apresentando o trabalho. São Paulo, garante, está no roteiro e ela pretende aparecer por aqui em dezembro. Aguardamos ansiosos.

Abaixo, o clipe de “Em cada nova estação”.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Alexandre Vianna faz música com técnica e coração


Pianista gaúcho tem obra autoral e toca com feras da MPB (Divulgação)

Dizem aí que jazz e instrumental são música de velho, ou de quem tem preguiça de interpretar canções. Mas, engana-se quem diz isso, pois apenas instrumentalizar uma música é muito mais do que interpretar vocalmente, é pôr sua alma nela.

É basicamente isso o que o músico de Cachoeira do Sul (RS) Alexandre Vianna faz ao sentar junto ao seu teclado e interpretar melodias excepcionais do jazz e da música popular brasileira.

O gaúcho se formou em composição em 2008, na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – mas em 2003 estudou piano erudito na UERGS - Faculdade Estadual do Rio Grande do Sul. Após graduar-se no Sul, Alexandre se mudou para a capital paulista, onde não parou de estudar, e concluiu o técnico em piano pela Faculdade Souza Lima.

Mas, quem acha que ele só viveu para estudar não está enganado, porém seus méritos foram recompensados, pois já trabalhou junto ou para grandes nomes da MPB, além de seu trio musical, formado por ele ao piano, Rafael Lourenço na bateria e João Benjamin ao contrabaixo. No trio, eles somam suas influências e fazem um som novo, autêntico e autoral, estando sempre em plena evolução, distinguindo entre música e vida, mostrando a forma mais crua para expressar seu ser.

Com Lourenço e Benjamin: soma de influências (Divulgação)
Agora, dentre seus trabalhos realizados, Vianna gravou em 2010 o CD “Gisele de Santi”, da cantora Gisele de Santi, e, neste mesmo ano, fez arranjos e gravou o CD “Senhor do Tempo - Canções Raras de Caetano Veloso”, da cantora Cláudia. Em 2011, também fez os arranjos e gravou o disco "Outros Românticos" da cantora Célia, na qual a música "Nosso Amor" foi tema da novela “Guerra dos Sexos”, da Rede Globo.

Neste mesmo ano, gravou o disco “Eu Voltei”, da veterana Ângela Maria. Em 2012, participou da gravação do CD “A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes” nas vozes de Verônica Ferriani, Célia, Daniela Procópio, Zizi Possi e Ângela Rô Rô. Ainda em 2012, participou do “Festival Ars Brasilis”, promovido pelo Sesi-SP; cujo arranjo para big band ficou entre os dez finalistas.

Entre março de 2012 e abril de 2014 foi pianista (tecladista) e maestro, responsável pela banda do musical “Tim Maia Vale Tudo”. No ano de 2014, fez arranjos e gravou o disco “Só a pessoa sabe o que tem por dentro - Célia e Cassio Scapin Interpretam Cassio Junqueira”.

Em 2015, fez arranjos e gravou o disco "Eternas Canções", do cantor Marcio Gomes, o disco "Aquilo que a gente diz", da cantora Celia e, recentemente lançado pela Biscoito Fino, o disco "A Bossa de Cauby", de Cauby Peixoto.

Atualmente, ele atua como pianista e tecladista nas bandas de Angela Maria, Célia, Márcio Gomes, Maria Alcina, Carol Naine, Telefunkin, entre outros. Também desenvolve seu trabalho autoral com o Alexandre Vianna Trio e Årvoll.

Um artista único, que vai do erudito ao popular em apenas uma tecla, faz música com o coração e energia pura e aberta, visando sempre seus anseios musicais, Alexandre Vianna usa a técnica como complemento da sua obra, mas a verdadeira essência de sua música está na sua alma.


Confira abaixo um pouco do trabalho de Vianna. Mais sobre o músico em seu site:

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Concorrendo ao Grammy Latino, Mariane Fraga ganha o mundo

A cantora, descoberta por Billy Blanco, está concorrendo ao Grammy Latino 2016 em quatro categorias por seu primeiro CD, "História de Amor à Arte", produzido por Luiz Caldas. A cantora vai se apresentar nos dias 22 e 29 de junho na Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho (rua Borges dos Reis, 9), em Salvador, acompanhada de Fernando Vergasta ao violão. Os shows serão às 20h e os ingressos custam R$ 20, com classificação livre

Mariane fecha agenda de shows na Europa
A cantora paulista - radicada há 15 anos em Salvador - Mariane Fraga recebeu a notícia no mesmo dia em que se comemora o “descobrimento” do Brasil. Em 22 de abril passado, o dono da CMA Digital Music, Carlos Amorim, avisou-lhe que o disco dela, “História de Amor à Arte”, vai concorrer ao Grammy Latino deste ano em quatro categorias: melhor artista revelação, melhor álbum, melhor engenharia de gravação e melhor projeto gráfico de um álbum. A 17ª Entrega Anual do Latin Grammy® irá acontecer em 17 de novembro de 2016.

É a coroação e reconhecimento de um ano de trabalho de divulgação do CD nas rádios online, que fez com que o disco fosse conhecido e aceito em várias partes do mundo. Gravado em 2001, “História de Amor à Arte” e sua intérprete foram conquistando espaço na Bahia. Mas faltava, como Mariane diz, alguém “sério” para dar ao trabalho o devido direcionamento.

“Faltava uma pessoa como o selo CMA para direcionar o disco para a coisa certa. Aqui já era conhecido, mas precisava da visibilidade dele mais até que nacional para que ele acontecesse, para que as pessoas começassem a acreditar nele”, diz a cantora. O selo colocou o CD em todas as plataformas existentes – YouTube, Spotify, Rhapsody, Deezer, Google Play etc -, o que o fez visível no mundo todo.

“O pessoal do selo CMA me disse que o disco merecia divulgação em nível mundial porque é um disco de MPB e tem que ser ouvido nas rádios online no mundo inteiro. E, de fato, a Europa aceita a MPB até mais do que a gente. O pessoal da MPB é batalhador, porque cava seu próprio espaço e onde é a terra da MPB não há espaço para ela”, lembra Mariane. Depois, então, da indicação ao Grammy Latino, as coisas mudaram, diz. “O que faz sucesso lá fora as pessoas querem ouvir aqui. Estou sentindo isso.”

Concorrer ao Grammy Latino coroa um ano de trabalho do CMA

O trabalho daqui para a frente será o lançamento do disco. Mariane já está recebendo vários convites para apresentações na Europa, e pretende fechar uma agenda de shows lá fora. Até lá, tem agendadas apresentações na Varanda do Teatro Sesi do Rio Vermelho, em Salvador, nos dias 22 e 29 de junho, acompanhada de FernandoVergasta ao violão.

Sobre a “inversão” de estratégia – lançar o disco primeiro nas rádios online e depois apresentar o CD em shows -, Mariane afirma que é próprio do tipo de trabalho que desenvolve: MPB tradicional, um espetáculo mais intimista. “Porque se é um axé, um forró universitário, é diferente, porque o público hoje no Brasil é voltado para esse tipo de show. O intimista não, ele tem que ser intimista em tudo: tem que sentir o mercado para lançar o produto, é o inverso hoje. A gente tem sentido isso”, esclarece.

E a concepção do show já está montada. “O cenário é composto por quadros de artistas brasileiros, vou recitar Fernando Pessoa, Castro Alves... O disco se chama ‘História de Amor à Arte’ exatamente por isso: para resgatar a nossa arte, a nossa música, os escritores, poetas. Um disco feito com muito amor, com grandes compositores, que está num selo incrível, que preza muito a MPB e a música instrumental.”

O show de lançamento de "História de Amor à Arte" será após as festividades de São João, em  julho, e terá a presença dos seguintes músicos: Nikolas Hatz - guitarrista e violonista, que também toca com Tatau (Araketu) e Chica Fé; Nivaldo Cerqueira - saxofonista e flautista, que toca com Claudia Leitte; Felipe Ferreira - baixista; Denizard Fonseca - tecladista; Sergio Luis Ferreira (Serginho) - baterista. A produção artística do espetáculo é da vocal coach e produtora Hulda Lago.

Trajetória

Brown co-assina uma das faixas do CD (foto: Arquivo Pessoal)
Mariane Fraga nasceu em São Paulo e começou a cantar ouvindo Elis Regina. Neta do ator e jornalista José Fraga, mudou-se para Brasília, onde o avô foi trabalhar como correspondente. Como ele mexia com teatro, nesse ambienta ela viu que gostava era de cantar, não de atuar.

Aos 15 anos de idade, Beto Montenegro, irmão de Oswaldo Montenegro, foi ao colégio Objetivo, de Brasília, onde ela estudava, para fazer uma pré-seleção para um espetáculo e Mariane foi escolhida. “O espetáculo não aconteceu, mas estive com o Beto na concepção toda do espetáculo”, lembra Mariane.

Mais tarde, aos 21 anos, Milton Blanco, sobrinho de Billy Blanco [compositor paraense, radicado desde os anos 1950 no Rio, onde morreu em julho de 2011], a conheceu cantando nos Encontros de Poetas de Brasília, promovido por senadores. “Fui fazer uma apresentação para o senador Áureo de Melo [senador pelo Amazonas entre 1987 e 1995, morto em 21/01/2015], em seu aniversário. Milton me viu cantando e me indicou ao tio Billy, que fui conhecer no Rio, onde ele estava fazendo show com De Athayde, neto de Austregésilo de Athayde [ex-presidente da Academia Brasileira de Letras – ABL, morto em 13/09/1993]”.

Fascinado com sua voz, Billy lhe disse que estava indo para Brasília para se apresentar no Clube do Choro, na Academia de Tênis, em 1999, e perguntou se ela topava ir com ele. Sem titubear, Mariane foi, fizeram três shows e Billy lhe disse que ela não pararia mais, que precisava gravar um disco.

“Aí fui para o Rio, mas lá fui assaltada três vezes em uma semana e desisti de ficar. Disse isso ao Billy, que me indicou a Bahia; era a época em que a Ivete Sangalo estava estourando e o mercado estava todo voltado para lá. Só que eu não cantava axé, e ele me disse que lá ia conhecer o Luiz Caldas, que é o pai do axé e um excelente instrumentista e toca tudo”, recorda a cantora.

Já em Salvador, Mariane entra em contato com um amigo que tocava com Luiz Caldas, com quem fez um teste vocal. “Ele, sabendo que eu tinha cantado com Billy, quis que eu cantasse com ele também. Começamos e ele me propôs a gravação de um disco”. Assim nasce “História de Amor à Arte”.

O disco tem direção musical de Luiz Caldas, que ainda contribui com seis das onze faixas. As demais são compostas por outras feras: Billy Blanco, Carlinhos Brown, Edil Pacheco e Raimundo Sodré. “É um disco bem eclético, tem MPB romântica, chorinho, samba de roda, bossa nova... Não é um CD monótono”, define.


“Isso foi em 2001. De lá para cá, fizemos uma série de shows, mas precisava lançar o CD no mercado, mas os artistas e produtores na época só queriam axé, e, apesar de gostarem do disco, produtores, empresários, investem mais em discos comerciais, que são bons também, e acha que eles estão certos, tem que pensar em seu bolso”, relembra.

“Após correr com o disco em todos os lugares, as pessoas foram gostando e dizendo que precisava colocá-lo nas rádios. Começou a tocar na rádio Educadora, e as pessoas foram descobrindo, mas faltava uma pessoa como o selo CMA”, frisa a cantora.

Com o incentivo do CMA, a história agora começa a mudar para essa guerreira, de voz suave, indiscutível bom gosto para repertório e que o mundo – Brasil incluído – passa agora a conhecer mais de perto. “Então tem que ser isso: se você tem um trabalho bom, insista, estude, acredite, porque tudo tem a sua hora”, diz.

E, paralelo ao trabalho com esse primeiro CD, Mariane já tem em mente um segundo trabalho, este mesclando MPB clássica com música lírica. Ela estuda canto lírico com a coach Hulda Lago – também produtora do show de “História...” –, a quem conheceu no ano passado, quando fazia apresentações com a banda oficial de Cláudia Leitte, que participava do projeto Jazz na Concha. “Sempre estudei. Além de cantar MPB, quis ampliar para o lírico.”

Ou seja: vem música de qualidade por aí. É ficar de ouvidos abertos e esperar...



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Yannick interpreta samurai em busca de vingança em seu novo videoclipe

Por Patricia Visconti, de O Barquinho Cultural

Foto: Kamuky Fotógrafa e Cironak Bruno
O rapper paulista Yannick lançou no começo do mês de junho o videoclipe “Vingança”, de seu primeiro álbum, intitulado “Também Conhecido Como Afro Samurai”, que será lançado oficialmente no dia 3 de setembro.

No clipe, Yannick interpreta a saga do herói Afro Samurai, que busca vingança pela morte de seu pai. A produção fica por conta do beatmaker Paulo Júnior e a direção é de Koji FreeMind.

Assista ao vídeo abaixo:




O novo projeto do músico terá oito faixas, com participações especiais exclusivas de amigos e companheiros de Yannick, como Zorack e Venom, do grupo de rap Ascedência Mista; da cantora Paula Malvar, da banda de rock Vó Tereza; de Keops e Raony, do Medulla; Dieguito Reis, da banda Vivendo Do Ócio, e de Petrus.

O EP é baseado no mangá Afro Samurai, do escritor japonês Takeshi Okazaki, que se tornou um anime mundialmente conhecido. Esse projeto já se encontra disponível em pré-venda, pelo site OneRPM

Confira a playlist do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”

1. Vingança
2. A Maldição da Bandana
3. Afro Vs Justice
4. Luto por Você (ft. Paula Malvar)
5. Jinno
6. Também Conhecido Como Afro Samurai
7. Ressurreição (ft. Keops & Raony)
8. Também Conhecido Como Afro Samurai (ft. Petrus & Dieguito Reis) (Remix)

EP será lançado em 3 de setembro


Para mais informações, acesse os links:

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SoundCloud


Zimbra redige o amor como um artigo de jornal em seu novo single

Zimbra lança dia 23 de junho seu primeiro CD, exclusivamente no canal da banda no Youtube. (foto: Fabrizio Toniolo)
Por Patricia Visconti, de O Barquinho Cultural

Os santistas da Zimbra lançaram na última semana o primeiro single, “O Redator”, que estará presente no novo disco do grupo, a sair no próximo dia 23 de junho. O trabalho estará disponível, com exclusividade, no canal oficial da banda no Youtube.

A faixa, composta por Rafael Costa – voz e guitarra - fala de um amor sobre linhas e parágrafos, na qual as declarações são feitas de forma clara, mas nem tão objetiva assim, ou talvez não tão interessante ao receptor, mas de suma importância à transmissão para o interlocutor, afinal algumas vezes o leitor pode passar os olhos na informação e não se apegar no momento, mas ele regressa assim que o conhecimento fizer falta em sua vida.

Uma música que fala de amor, distância, carinho e cumplicidade, um amor escrito e vivido sobre as linhas de um artigo, sobre a vivência diária da rotina de um apaixonado pela vida e a alma, mas que algumas vezes passa despercebido sem notificação nenhuma de sua existência, mas que mesmo assim persevera e continua logado redigindo seus pensamentos, até que algum dia alguém perceba sua existência.

O novo álbum da Zimbra será lançado no dia 23 de junho exclusivamente para o canal oficial da banda. Com arranjos de Rafael Costa, Pedro Furtado, Vitor Fernandes, Guilherme Goes, produzido, gravado, mixado e masterizado por Lampadinha, co-produzido pelo próprio grupo e André Calvão, áudio pós-produzido por Marcelo Boher e Drum Tech, Lucas Bidran.

Mas, enquanto o CD não for lançado, ouça “O Redator”, primeiro single deste projeto:



Para conhecer mais sobre a Zimbra acesse os links abaixo:

Facebook:

Youtube 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oito Deitado apresenta sua infinidade de sons e inspirações



André e Gabriela descobriram afinidade musical entre eles há quatro meses (foto: Divulgação)
Os gaúchos de Porto Alegre André Arteche e Gabriela Chula se conheceram há pouco tempo para fazer o que eles mais curtem: propagar a arte e expressar a música em suas rotinas diárias. Desde então, formaram a banda Oito Deitado.

O nome (∞  que é o símbolo de infinitoé representativo do estilo que eles apresentam ao público, com gêneros que variam da música popular brasileira ao rock.

André é ator, compositor, cantor e instrumentista, com uma carreira sólida construída na área das artes cênicas. Quando resolveu ampliar e mostrar seus outros dotes artísticos, sua irmã – professora de Gabriela, quando ela cursava Psicologia – disse que sua ex-aluna havia se mudado para o Rio de Janeiro para estudar artes e estava morando próximo ao músico. Desde então, há quatro meses, se encontraram e perceberam que a afinidade musical entre ambos era ímpar e peculiar.

Gabriela, além de estudante de teatro musical no Ceftem (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), tem uma vasta trajetória em festivais de música na capital gaúcha, se apresentando em casas de shows renomadas, como o bar Opinião, o trampolim para que persistisse na carreira.

Junta, a dupla já compôs vasto material, mas eles ainda estudam de que forma vão disponibilizar os trabalhos a seus admiradores e seguidores. Mas, enquanto não decidem, divulgam vídeos musicais, acompanhado apenas por um violão, caso do primeiro single, “A Flor do Jardim”, que traz detalhes e aspirações sobre amor, poesia, natureza e literatura, além, é claro, de expressar cenicamente cada canção exibida.


Em breve eles lançarão novos vídeos no canal oficial a banda no Youtube e também, na página no Facebook.


Confira abaixo o primeiro single da dupla: “A Flor do Jardim”:



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dest_lado celebra com festa lançamento de seu segundo álbum


'99% álcool; 1% inspiração' em cena no Caos Augusta (foto: Patrícia Visconti)

Na última quarta-feira (9/12), a banda de rock autoral e alternativo Dest_lado brindou o lançamento do segundo álbum, intitulado “99% álcool; 1% inspiração”, no Caos Augusta, na região do Baixo Augusta, no centro da capital paulista.

O grupo foi extramente simpático, recebeu cada convidado um a um, agradecendo pela presença e esbanjando carisma, e os próprios integrantes fizeram questão de servir os presentes durante o coquetel que antecedeu o show.

Às dez horas da noite em ponto, a banda subiu ao palco para realizar uma pequena apresentação, com hits já conhecidos pelos seguidores da Dest_lado, fazendo o público cantar cada refrão sem perder o fôlego, além de cantar alguns trechos das músicas do novo disco. 

Uma banda que canta mais do que apenas sobre bebidas e ressacas, mas também a alegria e o entusiasmo da curtição, esbanjando felicidade em cada acorde, melodia, letra e dose, compartilhando com as mais de 130 pessoas que estavam no Caos naquela noite euforia e animação, fazendo a festa em plena metade da semana.

Após a performance do grupo, a festividade continuou sob os comandos do DJ e locutor da Kiss FM, de São Paulo, Rodrigo Branco, que manteve a agitação até pouco mais das duas da manhã, regada a muita Serramalte, Stella Artois e, claro, satisfação, por propagar um som autêntico e exordial, onde a música é trabalhada com prazer e não apenas para vender.

Para conhecer mais sobre o Dest_lado basta acessar site oficial da banda e curtir um som novo, mas com influências do bom e velho Rock n’ Roll.

Confira abaixo um trecho da performance de “Mais Bebida: