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Mostrando postagens com marcador Jeff Lynne. Mostrar todas as postagens
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domingo, 23 de março de 2025

Roy Orbison

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

O texano Roy Kelton Orbison (1936–1988) cresceu imerso em estilos musicais que vão do rockabilly e country ao zydeco, Tex-Mex e blues.

Seu pai lhe deu um violão em seu sexto aniversário e ele escreveu sua primeira música, "A Vow of Love", quando tinha 8 anos.

Formou sua primeira banda aos 13 anos, The Wink Westerners, formada por amigos de escola. Depois ele mudou para The Teen King.

Estudou por dois anos na Universidade do Texas. Após se formar, Roy trabalhava em um campo de petróleo e tocava à noite.

Sua música "Ooby Dooby" chamou a atenção de Sam Phillips (1923-2003), produtor da Sun Records, e o disco foi lançado em 1956.

Em 1958, The Everly Brothers gravam uma música dele, "Claudette", uma de suas primeiras composições e que Roy dedicou a sua primeira esposa.

Depois, assinou com a Monument Records e gravou baladas como "Only the Lonely" e "It's Over".

Um ano antes de a Beatlemania invadir os Estados Unidos, em 1964, os quatro rapazes de Liverpool convidaram Orbison para abrir para eles em sua turnê pela Inglaterra.

À época, aliás, ele foi por duas vezes o número um na Inglaterra com "It's Over" e o seu maior sucesso, "Oh, Pretty Woman", vendendo 7 milhões de discos em 1964.

Perdeu a mulher Claudette em um acidente de moto em 1966 e dois de seus três filhos em um incêndio em 1968.

Na década de 70, não teve destaques na carreira. Sofreu uma operação do coração em 1979, e só foi relançado em 1980, quando conquistou um Grammy pelo seu dueto com Emmylou Harris (1947-) na música "That Lovin' You Fellin' Again", do filme "Roadie", dirigido por Alan Rudolph (1943-).

Em 1986, seu outro sucesso, "In Dreams", fez parte da trilha sonora do filme "Blue Velvet" (Veludo Azul), de David Lynch (1946-2025).

Orbison foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 1987. No ano seguinte, juntou-se a George Harrison (1943-2001), Bob Dylan (1941-), Tom Petty (1950-2017) e Jeff Lynne (1947-) formando os Traveling Wilburys. Em dezembro, porém, morreu de ataque cardíaco.

Entre 1960 e 1965, Orbison teve nove sucessos entre os Top 10 das paradas e outros dez que entraram no Top 40. Entre eles "Crying", lançado em 1961.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Del Shannon

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

"Runaway" é o primeiro single de Del Shannon (1934-1990), lançado em fevereiro de 1961 pela Bell Sound.

Composta por Shannon e o tecladista Max Crook (1936-2020), a música estourou nas paradas logo de cara.

Teve diversas regravações, tanto por Shannon como por outros cantores, Elvis Presley (1935-1977) inclusive, e virou tema da série norte-americana "Crime Story", realizada por Michael Mann (1943-), exibida pela NBC entre 1986 e 1988.

Del Shannon era o nome artístico de Charles Weedon Westover, que acumulou vários sucessos tanto nos EUA como na Inglaterra.

Foi convidado para integrar o projeto Travelling Wilburys - grupo formado em 1988 por George Harrison (1943-2001), Jeff Lynne (1947-), Roy Orbison (1936-1988), Bob Dylan (1941-) e Tom Petty (1950-2017) -, mas recusou, e foi homenageado mais tarde com a gravação de "Runaway!" pelo grupo. Suicidou-se em 1990.


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

George Harrison: Um gigante entre gigantes



Hoje, 29/11/2021, 20 anos da morte de George Harrison, que divide com John Lennon o posto de meu Beatle preferido. O cara morreu com 58 anos, 2 a menos do que tenho hoje, o que é estranho... 

Por que George está ao lado de Lennon em minhas preferências? Poxa, o cara era a guitarra solo da maioria dos hits dos Fab Four - afinal, foi admitido na banda porque sabia mais acordes dos rockões da época que John e Paul. O cara só apresentava música foda e, talvez por isso, não ganhava tanto espaço assim nos álbuns.

Ele introduziu os amigos ao universo indiano, à meditação transcedental, e 'otras cositas más'. O que acumulou nesse tempo todo e não pôde aproveitar ele rasgou no álbum triplo "All Things Must Pass", em 1970. Depois, fez parceria com, vejam só, Bob Dylan ('I'd have you anytime'). Organizou, em 1971, o Concert for Bangladesh, megashow beneficente antes de Live Aid (1985) e USA for Africa (1985 também).

Foi o primeiro Beatle a vir ao Brasil (1979), se bem que não para tocar, mas para ver uma corrida de Fórmula 1, uma de suas paixões. Em 1988, ele formou o que se convencionou chamar de superbanda com Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty, os Traveling Wilburys.

Em 1970, o single "My Sweet Lord" apareceu lá na loja de discos de meu pai e eu caí de quatro, literalmente; antes, ou depois, não me lembro, veio "Mother", de Lennon... Tá, "Another Day", de McCartney, e, depois, "It Don't Come Easy", de Ringo, também fizeram minha cabeça, eu que já pirara com o álbum "Abbey Road", que, vejam só, traz dois dos maiores sucessos de Harrison: "Something" e "Here Comes The Sun".

Mas algo em "Mother" e "My Sweet Lord" me pegou de jeito. Eu tinha 9, 10 anos, não tinha ideia do que as letras diziam, mas entendi a mensagem para a mãe de Lennon e para Deus de Harrison. Não precisava entender a letra... Isso é arte.

Paul, dizem, era um perfeccionista e ególatra e Lennon, líder um tanto inseguro que, ao lado de Yoko, encontrou um sentido para a vida num ativismo que quase lhe custou deportação dos EUA, o país que amou e que lhe tirou a vida em 1980. Ringo o bom sujeito, sobrevivente de doenças infantis e que, injustiçado, nunca, à época, teve seu valor reconhecido.

George, o tal Beatle quieto, podia não ter a palavra final nas decisões da banda, mas suas intervenções não eram pouca coisa. Basta ver o grande tributo "Concert for George", gravado no primeiro aniversário de sua morte, no qual músicos como Ravi Shankar, Eric Clapton, Jeff Lynne, Billy Preston, Tom Petty, além de seu filho Dhani e os ex-parceiros Paul McCartney e Ringo Starr, prestam justa homenagem ao menino. Fico imaginando se, vivo estivesse, o que Lennon diria ali...

George era um gigante entre gigantes e, se na sombra por opção ou falta de, se abria ao sol quando possível e eternizou lindas obras.