O Barquinho Cultural

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Mostrando postagens com marcador John Lennon. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Cliff Richard

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


Cliff Richard é um cantor pop inglês, nascido Harry Rodger Webb em 14 de outubro de 1940, em Lucknow, Índia.

Tocou em bandas de skiffle (estilo de música que mistura folk music com jazz e blues, tocada com instrumentos rudimentares, popular nos EUA nos anos 20 e revivida na Inglaterra no pós-guerra) durante sua juventude no norte de Londres.

Mais tarde, acompanhando por uma banda que se tornou conhecida como Shadows (antes denominada Drifters), mudou-se para o rock and roll.

Apelidado "Elvis Presley inglês", foi a maior estrela no meio musical britânico antes do surgimento dos Beatles.

Em 1958, gravou o seu primeiro sucesso, "Move It", considerado por John Lennon (1940-1980) o primeiro rock britânico gravado.

Atuou também em filmes voltados ao público adolescente, como "Young Ones" (1961, diretor Sidney J. Furie) e "Summer Holiday" (1962, direção Peter Yates).

Converteu-se ao cristianismo em 1965, passando a tocar uma música mais pop. Foi nomeado cavaleiro (sir) pela Coroa britânica em 1995.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Ben E. King


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


"Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza,
auxílio sempre presente na adversidade.
Por isso não temeremos,
ainda que a terra trema
e os montes afundem no coração do mar,
ainda que estrondem as suas águas turbulentas
e os montes sejam sacudidos
pela sua fúria." (Salmo 46, vs. 1 a 3)

No começo de 1961, Benjamin Earl Nelson, nome de batismo de Ben E. King, lançou aquela que se tornaria uma das canções mais gravadas da história mundial (fala-se em 400 versões, incluindo a de 1975 de John Lennon).

"Stand by Me" (King, Jerry Leiber e Mike Stoller) ganhou o primeiro lugar das paradas nos EUA em maio daquele ano, feito reproduzido novamente em 1986 quando a música foi tema de filme de mesmo nome (no Brasil 'Conta Comigo'), dirigido por Rob Reiner, com River Phoenix, de quem Milton Nascimento era fã e amigo, morto em 1993 aos 23 anos.


Segundo King, o título da música é derivado e inspirado por uma canção gospel escrita por Sam Cooke e J. W. Alexander chamada "Stand by Me Father", daí a referência aos versículos 2 e 3 do Salmo 46 na letra.

A música se tornou símbolo de resistência e solidariedade durante o Movimento dos Direitos Civis dos negros nos Estados Unidos (1954-1968), por sua mensagem de amor e união, bem no espírito do lema atual "Ninguém larga a mão de ninguém".

Talvez por isso, foi cantada por um coral negro na cerimônia de casamento do príncipe Harry, neto da rainha Elizabeth II, com Meghan Markle, filha de mãe negra e pai branco.



segunda-feira, 29 de novembro de 2021

George Harrison: Um gigante entre gigantes



Hoje, 29/11/2021, 20 anos da morte de George Harrison, que divide com John Lennon o posto de meu Beatle preferido. O cara morreu com 58 anos, 2 a menos do que tenho hoje, o que é estranho... 

Por que George está ao lado de Lennon em minhas preferências? Poxa, o cara era a guitarra solo da maioria dos hits dos Fab Four - afinal, foi admitido na banda porque sabia mais acordes dos rockões da época que John e Paul. O cara só apresentava música foda e, talvez por isso, não ganhava tanto espaço assim nos álbuns.

Ele introduziu os amigos ao universo indiano, à meditação transcedental, e 'otras cositas más'. O que acumulou nesse tempo todo e não pôde aproveitar ele rasgou no álbum triplo "All Things Must Pass", em 1970. Depois, fez parceria com, vejam só, Bob Dylan ('I'd have you anytime'). Organizou, em 1971, o Concert for Bangladesh, megashow beneficente antes de Live Aid (1985) e USA for Africa (1985 também).

Foi o primeiro Beatle a vir ao Brasil (1979), se bem que não para tocar, mas para ver uma corrida de Fórmula 1, uma de suas paixões. Em 1988, ele formou o que se convencionou chamar de superbanda com Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty, os Traveling Wilburys.

Em 1970, o single "My Sweet Lord" apareceu lá na loja de discos de meu pai e eu caí de quatro, literalmente; antes, ou depois, não me lembro, veio "Mother", de Lennon... Tá, "Another Day", de McCartney, e, depois, "It Don't Come Easy", de Ringo, também fizeram minha cabeça, eu que já pirara com o álbum "Abbey Road", que, vejam só, traz dois dos maiores sucessos de Harrison: "Something" e "Here Comes The Sun".

Mas algo em "Mother" e "My Sweet Lord" me pegou de jeito. Eu tinha 9, 10 anos, não tinha ideia do que as letras diziam, mas entendi a mensagem para a mãe de Lennon e para Deus de Harrison. Não precisava entender a letra... Isso é arte.

Paul, dizem, era um perfeccionista e ególatra e Lennon, líder um tanto inseguro que, ao lado de Yoko, encontrou um sentido para a vida num ativismo que quase lhe custou deportação dos EUA, o país que amou e que lhe tirou a vida em 1980. Ringo o bom sujeito, sobrevivente de doenças infantis e que, injustiçado, nunca, à época, teve seu valor reconhecido.

George, o tal Beatle quieto, podia não ter a palavra final nas decisões da banda, mas suas intervenções não eram pouca coisa. Basta ver o grande tributo "Concert for George", gravado no primeiro aniversário de sua morte, no qual músicos como Ravi Shankar, Eric Clapton, Jeff Lynne, Billy Preston, Tom Petty, além de seu filho Dhani e os ex-parceiros Paul McCartney e Ringo Starr, prestam justa homenagem ao menino. Fico imaginando se, vivo estivesse, o que Lennon diria ali...

George era um gigante entre gigantes e, se na sombra por opção ou falta de, se abria ao sol quando possível e eternizou lindas obras.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Imagina, 30 anos sem Lennon

Ontem, 8/12, completaram-se 30 anos que um maluco de nome Mark Chapman, sem motivo aparente, disparou quatro vezes contra o ex-beatle John Lennon, que contava com meros 40 anos e um currículo respeitoso na área musical e comportamental.

Morria uma lenda, um músico que formou simplesmente o mais influente grupo de rock de todos os tempos, ultrapassando inclusive as fronteiras do rock.

Como muitos, eu me lembro muito bem o que estava fazendo e onde estava quando soube da notícia. Ouvi em casa e corri para a rua.

Encontrei Cristina na frente da igreja do bairro e ficamos a falar sobre o que acontecera. O mundo era outro, sem internet, Google, orkut, ainda nos informávamos pelos meios tradicionais: rádio, TV, jornal.

Não me lembro em qual desses veículos soube da notícia. Mas me lembro dos noticiários noturnos da TV, mostrando o choque mundial que tinha sido sua morte. Os rádios tocavam sem parar músicas antigas dele e do disco recém-lançado, Double Fantasy, como (Just Like ) Starting Over, Woman, Beautiful Boy, Watching the Wheels - minhas preferidas.

Esse álbum era seu primeiro desde 1975, quando se deu um tempo para curtir o filho que tivera com Yoko, Sean (hoje um músico que adora os Mutantes, rs), tentando reparar o erro que cometeu com o primeiro filho, Julian, com Cynthia, que praticamente não viu crescer dada a febril rotina de superstar.

Foi um momento de grande tristeza, como se tivesse perdido um ente querido, sentimento compartilhado por milhões mundo afora, tenho certeza. Acabava-se, ali, a esperança de os Beatles tocarem juntos novamente, desejo alimentado nos últimos dez anos, desde a separação do grupo.

Eu aprendi a gostar dos Beatles exatamente no ano que eles se separaram. Claro que quando pequeno ouvia as músicas, principalmente pelos serviços de alto-falantes dos parques de diversão, e pelo rádio que minha mãe mantinha o tempo todo ligado enquanto cuidava dos afazeres domésticos. Mas em 1970 tive um contato maior, quando meu pai comprou uma loja que vendia discos.

Na época, começaram a sair os compactos simples de cada um deles, todos com a maçã verde no selo Apple, o que me fez identificar de pronto que se tratavam de singles dos ex-integrantes do grupo. Eram eles Mother, de Lennon; Another Day, de McCartney; My Sweet Lord, de Harrison; e Photograph, de Starr (ou It Don't Come Easy, não me lembro muito bem).

O disco Abbey Road, o último deles a ser gravado (mas lançado antes de Let It Be, gravado antes mas lançado depois), me impressionou muito. Primeiro pela capa, aqueles quatro cabeludos atravessando uma faixa de pedrestes da rua que dá nome ao álbum. Desde então quis ter cabelos compridos, o que fiz por vários anos.

Depois as músicas, belíssimas, surpreendentes, diferentes de tudo que eu ouvira, a começar por Come Together, com aquele som surdo no início, cantada por Lennon. Impacto semelhante eu teria ao ouvir Sgt. Pepper's e por aí vai. Incrível a genialidade da dupla Lennon & McCartney.

Poucos anos depois, saíram duas coletâneas, o álbum azul e o álbum vermelho, com as músicas que só tinham saído em compactos, quando então pude conhecer mais sobre a obra do quarteto. Na verdade, só passei a comprar os discos nos anos 90, quando completei a coleção.

E depois os póstumos Past Masters, Live at BBC e  os três volumes de Anthology, depois os DVDs e os shows de Paul. Enfim, contam-se aí 40 anos de admiração a essa grande banda, que, depois da morte de Lennon, ainda viria a perder, em 2001, o guitarrista George Harrison.

É estranho a gente ver um ídolo morrer. Não vivi a época em que foram-se embora Jimy Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Brian Jones, ( os 4 J do rock), mas imagino que o gosto que a geração deles sentiu foi a mesma que a minha, uma sensação de amargor, como se o mundo deixasse um pouco de ser colorido.

P.S: Olha que coincidência, meu post anterior foi sobre Paul McCartney, e agora John Lennon. Mas, como dizem, nada é por acaso, não é?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Obrigado, paulistas

Foram duas horas de deslocamento no trânsito caótico da cidade, mais de uma hora de espera em uma fila quilométrica, uma hora e quarenta de demora para o início do show, tudo isso sob uma chuva inclemente que, por sorte, deu trégua durante o espetáculo. Mas a epopeia valeu.

O show de Paul McCartney, nesta segunda-feira, 22/11, foi demais. Irretocável. Perfeito é a palavra.

Foi logo atacando de Magical Mystery Tour, do disco de mesmo nome, na fase psicodélica dos Beatles. O público veio abaixo. Marmanjos berrando a plenos pulmões. Garotos que nem eram projetos quando o quarteto se extinguiu estavam em profusão igualmente fascinados pelo artista.

Em seguida veio Jet, já da carreira solo, com o Wings. Delícia de música. Rocão. Aí vem All My Loving, do LP "With The Beatles", de 63. Eu em êxtase, os 64 mil ouvintes em coro. Letting Go é a próxima, do disco solo "Venus and Mars".

Mais Beatles, com a acelerada Got to Get You Into My Life, do excelente "Revolver", um de meus favoritos. Vem depois Highway, que eu não conheço, de um projeto eletrônico dele, Fireman, disco "Electric Arguments", de 2007. Let Me Roll, do "Band On The Run", disco ótimo, mantém o pique.

 The Long And Winding Road, de "Let It Be", abaixa a bola, com Macca mantendo o arranjo de cordas de Phil Spector, odiado por muitos, aqui sendo executado nos teclados.

1985, também de "Band On The Run", reacende a galera, seguida de Let'em In, uma canção muito gostosa do mesmo disco. My Love, feita em homenagem à primeira mulher, Linda, é momento romântico. Ele diz, em português, que a fez para sua gatinha Linda. Simpático.

Mais Beatles: I'm Looking Through You, de "Rubber Soul", início da fase psicodélica dos Fab Four, com sua capa enigmática. Aí vem Two Of Us, de "Let It Be", dueto com John, executada com maestria e para me deixar de cabelos em pé.

Blackbird, só ao violão, divino, uma das canções mais lindas dele. Na sequência, Here Today, homenagem ao amigo John Lennon; Bluebird, também do Wings; Dance Tonight, de 2007; e Mrs. Vanderbilt, ótima balada também do "Band".

Volta aos Beatles, com Eleanor Rigby, de "Revolver", arrasador. Depois vem a homenagem a George Harrison, com Something, inicialmente no ukelelê, instrumento havaiano de quatro cordas, depois com a entrada da banda em alta performance, igual à execução no excelente DVD "Concert for George", em que seus amigos lhe prestam homenagem.

Depois Sing The Changes, também do projeto "Fireman"; Band On The Run, com suas três partes distintas, de levantar defunto. Aí vem Ob-la-di Ob-la-da, do "White Album", canção simpática com um pianinho delicioso e oportunidade para a galera entoar o coro.

Mais cacetada, agora com outra do "White", Back In The USSR. Depois vem outra de minhas favoritas do "Let It Be", I've Got a Feeling, em que Paul rasga a voz e, incrível para um homem de 68 anos, não arranha.

Paperback Writer, com solo maravilhoso de guitarra, single de 1966. A Day In The Life, do fenomenal "Sgt. Pepper's", é simplesmente uma das músicas mais sensacionais que conheço; ele a emenda com Give Peace a Chance, manifesto pacifista de Lennon.

Let It Be, do álbum homônimo, é a próxima, sempre uma audição inesgotável. Aí vem o momento bombástico, com Live And Let Die, trilha de filme do 007, com direito a explosão de fogo no palco e show pirotécnico. Catarse absoluta, arrebatador, só se viam faces maravilhadas, a minha inclusive.

Hey Jude foi outro momento para a plateia, enfeitiçada, fazer coro no na-na-na-na. Neste ponto, ele se despede de mentirinha, porque vem o bis com Beatles direto na veia, sem dó: Day Triper, Lady Madonna e Get Back.

Mais uma despedida de mentira e o segundo bis, começando com Yesterday, uma das canções mais regravadas do mundo; Helter Skelter, um rock totalmente fora do padrão beatle, novamente mostrando que os anos parece que não passaram para ele; Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, a segunda parte, e The End, com riffs de espantar. Aí foi o fim mesmo.

Um show memorável, com um Paul simpaticíssimo, arrasando no português, cantando e tocando muito. Para ficar na memória para sempre. Obrigado, Paul.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os cinco de Balibó

Assisti neste sábado, 23, ao filme Balibó, de Robert Connolly, integrante da 34ª Mostra Internacional de cinema. O filme conta a história do assassinato de cinco jornalistas - dois britânicos, um neozelandês e dois australianos, a serviço de dois canais de TV australianos - que estavam em Balibó cobrindo o conflito entre as forças do Fretilin - movimento de independência do Timor Leste - e os militares da Indonésia, que logo em seguida invadiriam e dominariam o pequeno país por 25 anos. Com o desaparecimento dos jornalistas, o então ministro de Relações Exteriores e futuro presidente e prêmio Nobel da Paz José-Ramos Horta (Oscar Isaac) contata o jornalista australiano Roger East (Anthony LaPaglia) pedindo que ele investigue o que houve com os jornalistas e conte a história de seu país. Relutante em princípio, East acaba assumindo a tarefa e se envolve na história, indo até as últimas consequências, não apenas como repórter. É um filme impactante, forte, e que aborda uma questão que não é vista com frequência nos jornais.  Impressionou-me muito, porque, apesar de que, quando trabalhava no PT, dar sempre notícias sobre o Timor, não tinha noção do alcance do conflito. Os acontecimentos narrados expõem a crueldade das forças indonésias, longe de respeitar os preceitos da Convenção de Genebra. A morte dos jornalistas foi durante todo esse tempo atribuída pelos invasores como fruto do fogo cruzado entre o Fretilin e os militares, ou seja, morreram por culpa deles mesmo. Investigações posteriores trouxeram à luz a verdade: foram barbaramente assassinados, sem razão aparente. Claro, quando se trata de guerra não podem surpreender histórias como essa, mas o filme consegue levantar a questão para que não se banalizem os crimes de guerra, assim como não se pode banalizar nenhum tipo de violência. Foi um filme difícil de se ver, que duvido que entre em circuito comercial depois da mostra.

Paul, a maratona - Poxa, como tem gente com dinheiro neste país! Os shows do Paul McCartney, dias 7 de novembro em Porto Alegre e 21 e 22 em São Paulo, tiveram os ingressos esgotados praticamente no mesmo dia em que foram postos à venda na internet e nas bilheterias. Eu entrei no site do ingresso.com à 0h38 do dia 15 de outubro e, apesar de as vendas terem começado à meia-noite, já não havia mais bilhetes para a pista premium, que custava R$ 700! Tentei de manhã pelo telefone, e só caía a ligação em todas as tentativas. A compra no site era para quem possui cartões Visa e American Express, porque o Bradesco está patrocinando o evento. Então na segunda, 18, fui na porta do estádio do Pacaembu, onde estava havendo a venda geral. Mas havia uma fila que ia da praça Charles Miler à bilheteria do tobogã, mais de um quilômetro adiante, acho, pode até ser mais. Desisti, pois não podia perder horas de sono ali, e ouvi no rádio relatos de gente que estava na fila havia oito horas e nem estava perto do guichê. À noite, soube que haveria show também no dia 22 - até então era certo que haveria apresentação apenas no domingo. Fui correndo ao site e, surpresa, não tinha mais disponibilidade de pista premium, de R$ 700!! Como tem gente abonada nesse mundo, viu. Acabei optando pela pista comum, sujeito a ser espremido por hordas de fãs alucinados como eu. Bem, pelo menos estarei nessa terceira visita do Paul, já que, por sei lá que motivos, não me lembro mais, não fui na segunda. A primeira, claro, foi inesquecível. Confesso que Macca não é meu beatle preferido, antes dele vêm, nessa ordem, John Lennon e George Harrison, mas é um beatle, e é um cara muito eficiente, bom melodista e, bem, vai tocar muitas músicas dos Fab Four, o que me garante a diversão.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os garotos de Liverpool

Vi no cine Reserva Cultural, onde assisti a A Flor do Deserto (post abaixo), trailer do filme O Garoto de Liverpool, uma cinebiografia de John Lennon, com estreia prevista aqui em 1º de outubro. Vou assistir, com certeza, mesmo que não se revele um bom filme. Desde Os Cinco Rapazes de Liverpool (Backbeat, 1994) e Imagine (idem, 1988) não via no cinema algo sobre os Fab Four, minha banda preferida e ponto final. Os Cinco trata dos primeiros anos dos Beatles, ainda sem Ringo, com Pete Best na batera e Stu Stucliff no baixo, e para exatamente quando o grupo experimenta o primeiro sucesso. Imagine é um filme em homenagem a Lennon. Tem bastante cenas históricas, mas se concentra na carreira solo dele e se encerra, claro, com seu assassinato. Espero que esse novo filme seja mais completo e dê mais informações sobre a carreira da banda. Eu estava com 19 anos quando Mark Chapman matou Lennon, conversava com a amiga Cristina no saguão da igreja de meu bairro quando não me lembro quem falou da morte dele. Naquela época, apesar de gostar dos Beatles - uma paixão cultivada já na infância -, estava meio assim com a música estrangeira, influência do padre antiamericano, e não tinha nada de Beatles nem de nenhum de seus membros. Mas o rádio tocava toda hora músicas do disco Double Fantasy, último de Lennon e o primeiro após autorreclusão de cinco anos. Eu gostei muito das principais músicas do álbum, em especial de Woman e (Just Like) Starting Over. Anos depois fui ver Imagine, já com todos os discos da banda comprados. O filme é muito bom, um documentário bem interessante. Mas o melhor mesmo é The Complete Beatles, que achava o  máximo até conhecer Anthology, uma coleção de três CDs duplos e oito fitas de vídeo (depois seis DVDs) que passou na Globo e aos quais eu gravei - depois comprei os DVDs, claro. Ali está um material realmente inédito, mas não completo, porque sempre haverá algo mais a ser lançado. Minha relação com os Beatles é de idolatria pura, sem nenhum ranço de crítica. Ouços as músicas deles o tempo todo, comprei dois exemplares da nova edição de seus discos oficiais (acho que vou comprar todos, sei lá). Leio e vejo o que posso sobre e fui ao show do Paul McCartney no Maracanã em 1990. Não sou um beatlemaníaco fanático, portanto não faço loucuras, mas acho que gosto da banda pela qualidade de seu trabalho, pela musicalidade e pela beleza das melodias. Espero que o filme faça justiça à grande pessoa que foi Lennon.