O Barquinho Cultural

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Emilinha Borba

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


Emília Savana da Silva Borba (1923-2005), conhecida como Emilinha Borba, nasceu no Rio de Janeiro. Foi uma das intérpretes mais populares da Rádio Nacional e do Brasil no século XX.

Conquistou o título de “Rainha do Rádio” em 1953. Ficou marcada também por uma suposta polêmica com a cantora Marlene (1922-2014), considerada sua “rival”.

Começou menina a se apresentar em programas de auditório e de calouros. Ganhou seu primeiro prêmio, aos 14 anos, na "Hora Juvenil", da Rádio Cruzeiro do Sul.

Cantou também no programa "Calouros de Ary Barroso", obtendo a nota máxima ao interpretar "O X do Problema", de Noel Rosa. Logo depois, começou a fazer parte dos coros das gravações da Columbia.

Com Bidu Reis (1920-2011) formou a dupla As Moreninhas, que durou pouco e seguiu carreira solo, sendo contratada pela Rádio Mayrink Veiga, recebendo de César Ladeira (1910-1969) o título "Garota Grau Dez".

Grava o primeiro 78 rpm em 1939 com o o samba-choro "Faça o Mesmo", de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão, e o samba "Ninguém Escapa", de Eratóstenes Frazão.

Carmen Miranda (1909-1955), de quem sua mãe fora camareira, a leva para um teste no Cassino da Urca, onde começa a se apresentar como crooner.

Em 1941 assina com a Odeon e, em 1942, vai para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, sendo a estrela maior da emissora por 27 anos.

Afastou-se da música por problemas de saúde de 1968 a 1972.

Entre os singles gravados em 1961, "Me Leva Pro Céu" (Fernando Costa e Rossini Pinto), com "Intriga" (Rutinaldo Silva) no lado B, pela Columbia, teve destaque nas paradas.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Carlos Galhardo

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Carlos Galhardo (1913-1985), nascido Catello Carlos Guagliardi em Buenos Aires, foi um dos principais cantores da Era do Rádio (anos 1940 a 1950 no Brasil).

A família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha 1 ano de idade.

Na juventude, exerceu o ofício de alfaiate, tendo trabalhado com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera. Em casa também cantava canções italianas e árias de ópera.

Teve sua primeira oportunidade em 1932, quando foi ouvido por Francisco Alves (1898-1952), Mário Reis (1907-1981) e Lamartine Babo (1904-1963) em uma reunião social, quando o aconselharam a tentar o rádio. Fez um teste e foi contratado pela gravadora RCA Victor.

Em 1933, lançou seu primeiro disco com as marchas "Você não gosta de mim", dos Irmãos Valença, e "Que é que há", de Nelson Ferreira.

Foram, ao longo da carreira, 303 discos de 78 rpm. Gravou inúmeras marchas carnavalescas.

Nos anos 1960 foi perdendo audiência, com a chegada da bossa-nova e a ascensão da televisão.

Em 1983, fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin (1940-), dedicado ao compositor Antônio Nássara (1910-1996).

Em 1961, a RCA Victor lançou o LP "Evocação", com várias regravações de sucessos de Galhardo lançadas antes em singles, entre elas "Favela", de Roberto Martins e Valdemar Silva, gravada por ele em 1939 e por Francisco Alves três anos antes.