O Barquinho Cultural

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Caterina Valente

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

A cantora, violonista, atriz e dançarina Caterina Valente (1931-2024) visitou o Brasil pela primeira vez em abril de 1961. Nascida em Paris, filha de italianos, era à época um dos nomes mais proeminentes da música pop europeia. Cantava em italiano, francês, alemão, espanhol e até em português.

No Brasil, cantou no Teatro Record, na rua da Consolação, em São Paulo, onde se apresentou todas as noites durante seis dias seguidos. Nos sábados e domingos, Caterina se apresentou em dois horários diferentes e fez mais algumas apresentações extras no restaurante Fasano.

Foi uma das maiores divulgadoras da bossa-nova na Europa no começo dos anos 1960. Seu vídeo no YouTube com Dean Martin (1917-1995) cantando "One Note Samba" (Samba de Uma Nota Só, de Newton Mendonça e Antônio Carlos Jobim) teve mais de 11 milhões de visualizações, segundo seu site oficial.

A cantora esteve também no Rio de Janeiro (sem cantar) e o "Diário de Notícias" relatou assim a visita, sob a manchete:

Catarina Valente viu bossa-nova e gostou: vai gravar na Europa!.

Revelando ser apreciadora da música brasileira, especialmente do gênero bossa-nova, Caterina Valente, 'a mulher mais musical do mundo', estêve, ontem à tarde (19 April 1961), no Copacabana Palace, contando as peripécias de sua longa vida de artista, que se inciou aos 5 anos de idade, quando acompanhava seus pais em tournées artísticas pela Europa.

Ela retornou ao Brasil em junho de 1968 para duas apresentações em São Paulo. Em 1979, esteve novamente aqui, quando foi produzido o documentário "Caterina Valente apresenta música brasileira", no qual ela canta com Luiz Bonfá (1922-2001) - com quem gravou um LP em 1963 -, Sebastião Tapajós (1943-), Tom Jobim (1927-1994), Vinícius de Moraes (1913-1980), Gilberto Gil (1942-), Edu Lobo (1943-), Quarteto em Cy, MPB-4, Clementina de Jesus (1902-1987), Luiz Gonzaga (1912-1989), Martinho da Vila (1938-), Dorival Caymmi (1914-2008)e Waldir Azevedo (1923-1980).

Morreu em 9 de setembro de 2024 em Lugano, na Suíça.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Carlos Galhardo

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Carlos Galhardo (1913-1985), nascido Catello Carlos Guagliardi em Buenos Aires, foi um dos principais cantores da Era do Rádio (anos 1940 a 1950 no Brasil).

A família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha 1 ano de idade.

Na juventude, exerceu o ofício de alfaiate, tendo trabalhado com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera. Em casa também cantava canções italianas e árias de ópera.

Teve sua primeira oportunidade em 1932, quando foi ouvido por Francisco Alves (1898-1952), Mário Reis (1907-1981) e Lamartine Babo (1904-1963) em uma reunião social, quando o aconselharam a tentar o rádio. Fez um teste e foi contratado pela gravadora RCA Victor.

Em 1933, lançou seu primeiro disco com as marchas "Você não gosta de mim", dos Irmãos Valença, e "Que é que há", de Nelson Ferreira.

Foram, ao longo da carreira, 303 discos de 78 rpm. Gravou inúmeras marchas carnavalescas.

Nos anos 1960 foi perdendo audiência, com a chegada da bossa-nova e a ascensão da televisão.

Em 1983, fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin (1940-), dedicado ao compositor Antônio Nássara (1910-1996).

Em 1961, a RCA Victor lançou o LP "Evocação", com várias regravações de sucessos de Galhardo lançadas antes em singles, entre elas "Favela", de Roberto Martins e Valdemar Silva, gravada por ele em 1939 e por Francisco Alves três anos antes.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

João Gilberto

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


"João Gilberto" foi o terceiro LP solo gravado pelo baiano de Juazeiro. Lançado em 1961 pela Odeon, sucede "Chega de Saudade" (1959, Odeon) e "O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960, Odeon).

As 12 faixas alternam o acompanhamento de Walter Wanderley e seu conjunto e a orquestra conduzida por Tom Jobim.

Traz dois clássicos de Dorival Caymmi ('O Samba da Minha Terra' e 'Saudade da Bahia), o hit "O Barquinho" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), duas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes ('Amor em Paz' e 'Insensatez'), duas de Carlinhos Lyra e Vinícius ('Você e Eu' e 'Coisa Mais Linda') e obras de outros autores como Geraldo Pereira ('Bolinha de Papel'), Marçal e Bidê ('A Primeira Vez'), Lauro Maia ('Trem de Ferro') e Nelcy Noronha ('Presente de Natal').

A faixa escolhida fecha o disco e inaugura um estilo que o acompanharia a vida toda depois: ele acompanhando-se apenas pelo violão. E que violão!

"Este seu Olhar", de Tom Jobim.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Aline Maly mostra sua bossa em “Me Diz”

Primeiro CD da cantora e compositora paulistana será lançado dia 20/11 

Ela começou a cantar aos 7 anos; aos 10, primeira composição
A cantora e compositora Aline Maly começou a cantar aos 7 anos de idade no coral da igreja que frequentava. O pai apresentava programas religiosos no rádio, de modo que a música era uma constante em sua casa.

Tomou gosto pelo cantar e, depois de participar de vários corais, aos dez anos começou a compor. A primeira música composta foi “Raio de Sol”, completada três anos depois. O talento se impôs de vez e ela não parou mais de compor.

Estudou canto no Senac e teoria musical na Ordem dos Músicos. Tem composições gravadas por vários artistas, de vários estilos, do gospel ao sertanejo. Suas preferências musicais são Diana Krall, Stevie Wonder, Caetano Veloso, Jorge Vercillo e, claro, bossa nova.

Depois de participar de vários grupos, fazendo backing vocal, partiu para a carreira solo. Cantou em teatros – outra de suas paixões – e na casa de espetáculos Estrada Mix. E agora está lançando seu primeiro CD, totalmente autoral, “Me Diz”.

Gravado nos estúdios Hiper Show e no ER, de Catanduva (interior de São Paulo), a produção, independente, tem alguns arranjos de Elton Ricardo, músico radicado em Catanduva. Aline é acompanhada por uma banda só de meninas: Lilia Garcia (violão), Lilian Rodrigues (piano), Beatriz Lima (baixo), Si Medeiros (percussão), Daniela (bateria) e Anna Araujo (violino). “Eu sempre achei bonito  mulheres tocando; e eu me sinto muito bem com elas”, diz.

As músicas de Aline Maly expõem sua paixão pela música, especialmente a bossa nova, e as letras surgem de conversas suas com amigas sobre o cotidiano, as impressões sobre as coisas da vida. E falam de amor, desamor, entrega, espera. O clima é todo bossa nova, tanto nos arranjos como na forma de cantar, suave, levemente rouca às vezes.

CD é todo autoral (fotos: Divulgação)
Mesmo antes de lançar seu CD, o clipe de “Me Diz” – que dá nome ao disco -, postado no YouTube e no Facebook, a tornou conhecida mundialmente, tendo sido visto no Japão, Canadá, Argentina. “Um mês depois de ser postado, comecei a dar entrevistas e receber convites e, em pouco tempo, cheguei a 5 mil amigos no Facebook”, afirma. O clipe tem já mais de 10 mil visualizações no YouTube.

Aline começa a agenda de shows de divulgação do CD em janeiro. Além do disco físico, o trabalho estará disponível nas plataformas digitais. “Estamos ensaiando as músicas com a banda e, como é só de meninas, quanto melhor estivermos preparadas, melhor, porque é uma banda só de meninas, o que se destaca, por isso temos que tocar muito bem, as músicas têm que soar de forma muita perfeitas, para que saiam bem bonitas mesmo”, explica.

É esperar para ver.

Enquanto isso, abaixo o clipe de “Me Diz”. Outras canções podem ser curtidas em sua página no YouTube: