O Barquinho Cultural

O Barquinho Cultural
Agora, o Blog por Bloga e O Barquinho Cultural são parceiros. Compartilhamento de conteúdos, colaboração mútua, dicas e trocas de figurinhas serão as vantagens dessa sintonia. Ganham todos: criadores, leitores/ouvintes, nós e vocês. É só clicar no barquinho aí em cima que te levamos para uma viagem para o mundo cultural
Mostrando postagens com marcador Frank Sinatra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frank Sinatra. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Neil Sedaka

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

O cantor, compositor e pianista americano Neil Sedaka (1939-2026) começou na música aos 9 anos de idade, estudando piano clássico.

Aos 16, buscando popularidade no colégio, começou a tocar rock'n'roll e formou o grupo de doo-wop "The Tokens", com o qual gravou dois singles que viriam a ser sucessos regionais.

Mas, quando conheceu o jovem vizinho Howard Greenfield (1936-1986), constituiu uma parceira que vendeu 40 milhões de discos entre 1959 e 1963, segundo informa seu site oficial.

Sedaka e Greenfield se tornaram um dos criadores originais do som “Brill Building” no final dos anos 50 e início dos 60. O "Brill Buiding" era um tipo de subgênero pop da época, identificado com canções para adolescentes, que levou esse nome por causa do edifício homônimo em Nova York onde os produtores Don Kirshner e Al Nevins arregimentavam autores de canções edulcoradas para grupos focados a esse público teen.

O primeiro sucesso de Sedaka foi quando a cantora Connie Francis (1938-) gravou seu "Stupid Cupid", em 1958. Como resultado, Sedaka conseguiu assinar um contrato com a RCA Victor e logo alcançou o topo das paradas com "The Diary", "Oh! Carol", "Stairway to Heaven" (não confundir com a canção homônima do Led Zeppelin), "Calendar Girl", "Little Devil", "Happy Birthday Sweet Sixteen", "Next Door To An Angel" e "Breaking Up Is Hard To Do".

A invasão britânica iniciada em 1964 com The Beatles mudou o panorama musical nos EUA, mas Sedaka conseguiu se manter, compondo para diversos outros artistas, como Frank Sinatra, Elvis Presley, Tom Jones, The Monkees, entre outros.

Sedaka também conseguiu reconhecimento na Inglaterra, chamando a atenção de Elton John, que o contratou para seu selo, Rocket Records, no qual gravou dois álbuns, "Sedaka’s Back", em 1974, e "The Hungry Years", em 1975.

Em 1995, Sedaka parou de compor canções pop e voltou sua atenção para a música clássica. O resultado foi o álbum "Classically Sedaka", onde adaptou melodias clássicas de Chopin, Rachmaninoff, Tchaikovsky, Schummann e Puccini e elaborou letras originais para cada peça.

"I Do It For Applause", de 2016, é o último álbum de estúdio de Sedaka, com doze novas canções.

Em 1961, Sedaka lançou dois LPs, "Circulate" e "Neil Sedaka Sings Little Devil and His Other Hits". O primeiro traz apenas duas músicas dele com Greenfield; as outras são covers, incluindo "A Felicidade", de Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. O segundo é o contrário: são 10 das 12 faixas da autoria da dupla, a maioria lançada anteriormente em singles.

PS: Neil Sedaka morreu nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, aos 86 anos, de causas não reveladas. O cantor foi indicado a cinco prêmios Grammy durante a carreira. Ele foi incluído no Hall da Fama dos Compositores em 1983 e recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

The Marcels

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

The Marcels foi um grupo de doo-wop que surgiu em 1959 na cidade de Pittsburg, Pensilvânia , tendo como fundadores Cornelius Harp, Fred Johnson, Gene Bricker, Ron Mundy, e Richard Knauss.

Em 1961, o grupo estourou com uma versão totalmente nova para a balada “Blue Moon”, composta por Richard Rodgers e Lorenz Hart em 1933.

Nesta nova versão, Fred Johnson (cantor-baixo) inicia a canção dizendo uma frase do tipo “bomp-baba-bomp" e "dip-da-dip”, e o restante cantada em um ritmo acelerado, algo incomum tratando-se de uma balada de um conjunto doo-wop.

A gravação tornou-se o maior sucesso da carreira dos “Marcels”, vendendo mais de 1 milhão de cópias e tornando-se destaque entre as 500 maiores músicas do rock da lista “Rock N Roll Fame’s”. (Fonte: 'Som13').

A canção teve mais de 60 gravações, incluindo Frank Sinatra e Elvis Presley, e é cantada pela torcida do Manchester United, time de futebol da Inglaterra.

O grupo seguiu em carreira, porém sem muito êxito, com várias trocas de integrantes, morte de outros e brigas judiciais depois de se dividir, em 1995, pela marca "The Marcels".



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Maysa

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


"No dia 21 de agosto de 1960, às 17h30, Maysa (1936-1977) convocou a imprensa carioca para uma entrevista coletiva em que anunciaria a boa-nova.

De um dos salões do luxuoso hotel Copacabana Palace, Maysa anunciou que, na rápida passagem pelos Estados Unidos, assinara contrato com empresários norte-americanos, e mais um contrato com a famosa agência e produtora Associated Booking Corporation, para apresentações nos EUA durante um prazo de 3 anos.

O primeiro compromisso seria dali a dois meses, no Blue Angel Nightclub – simplesmente, a mais sofisticada boate de Nova York.

No dia 25 de outubro de 1960, embarcou no Comet da frota da Aerolineas Argentinas, proveniente de Buenos Aires, com destino aos EUA.

Pouco antes da partida, o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), seu fã declarado, fez com que o avião de Maysa aterrissasse na novíssima capital brasileira – Brasília -, onde recebeu Maysa em audiência oficial, cumprimentando-a pela divulgação da música brasileira no exterior.

No dia 1º de novembro de 1960, ela subiria pela primeira vez em um palco nova-iorquino."

O texto acima, extraído do blog oficial da cantora (http://maysamonjardimoficial.blogspot.com/), menciona mais adiante que Maysa gravou, entre o inverno de 1960 e 1961, em Nova York, um disco que se tornaria mitológico.

No álbum "Maysa Sings Songs Before Dawn", lançado pela Columbia, a cantora é acompanhada pela orquestra do maestro Jack Pleis (1917-1990) e faz, em inglês, francês, espanhol e português, releituras de clássicos nas vozes de Billie Holiday (1915-1959), Judy Garland (1922-1969), Chet Baker (1929-1988) e Frank Sinatra (1915-1998).

A única música na língua pátria é “A Noite do Meu Bem”, de Dolores Duran (1930-1959) . Há ainda a primeira gravação dela de “Ne Me Quitte Pas”, de Jacques Brel (1929-1978).

O álbum jamais foi lançado no Brasil, pois a gravadora RGE detinha a exclusividade sobre Maysa no país, mas chegou a ser reeditado na Argentina, no Uruguai e no Peru.

Não fez muito sucesso nos States, até porque Maysa logo retornaria ao Brasil e a divulgação parou.

Sobre sua tentativa de se lançar nos EUA, disse ela tempos depois: "Eu consegui também acabar com aquele troço, porque não era bem aquele troço, estava muito profissional demais, muito 'arrumadinho' demais...”

Esta é Maysa!