O Barquinho Cultural

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Mostrando postagens com marcador Nelson Gonçalves. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Osny Silva

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Osny Rufino da Silva Gomes (1919–1995) foi um cantor, compositor e locutor brasileiro, filho de família humilde.

Estudou piano e violino. Foi marinheiro, trabalhou como estivador e chegou a garimpar no Mato Grosso.

Atuou no Circo Piolim e entrou na Educadora Paulista (Gazeta) como operador de rádio em 1939.

Fez testes para cantor e chegou a ser reprovado junto com Nelson Gonçalves (1919-1998). Sua chance veio ao substituir um cantor numa emergência na Educadora.

Em 1940, assinou contrato com a Rádio Tupi e começou a gravar três anos depois, um 78 rpm com a valsa "Alza Manolita" (As Cartas Não Mentem Jamais), de Léo Daniderff, versão de Eduardo das Neves, pela Columbia.

Parou de cantar ao se casar, trabalhando como locutor, mas voltou aos estúdios, agora da Odeon, em 1953, ano em que recebeu o Troféu Roquette Pinto de Melhor Cantor.

Em 1959, fez a voz cantando do Príncipe Phillip na dublagem brasileira de "A Bela Adormecida", dos Estúdios Disney.

Ficou na Odeon até 1961, transferindo-se para a Continental, onde gravou entre 1962 e 1964.

Em 1967, estreou na Rádio Mundial de São Paulo. Afastou-se da vida artística em 1973 e morreu no município de Praia Grande, aos 75 anos.

Em 1961, dividiu o microfone com Hebe Camargo (1929-2012) no disco "Hebe Comanda o Espetáculo", lançado pela Odeon, cantando "El Día Que Me Queiras" (Alfredo Le Pera e Carlos Gardel, versão de Ribeiro Filho).


domingo, 9 de fevereiro de 2025

Núbia Lafayette

Pouco lembrada hoje em dia, a potiguar Idenilde Araújo Alves da Costa (1937-2007) veio para o Rio de Janeiro aos 3 anos de idade.

A vocação para cantar manifestou-se cedo e, no final da década de 1950, participou do programa de calouros "A voz de ouro ABC", da TV Tupi, interpretando canções da época.

Sua performance chamou a atenção do jurado Jordão Magalhães, dono na boate Cave, em São Paulo, onde estreou cantando músicas de Dalva de Oliveira (1917-1972), com o nome artístico de Nilde Araújo.

O compositor Joel de Almeida (1913-1993), então diretor artístico da gravadora Polydor, a levou para gravar seu primeiro 78 rpm, com as músicas "Vai de Vez" (Paulo Tito e Ricardo Galeno) e "Sou Eu" (Waldir e Rubens Machado), lançado em 1959.

Mas o impulso vem por intermédio do compositor Adelino Moreira (1918-2002) - autor de "A Volta do Boêmio", sucesso na voz de Nelson Gonçalves (1919-1998). Adelino levou-a à gravadora RCA Camden, onde, em 1960, lançou seu primeiro disco com o nome artístico de Núbia Lafayette, sugerido por Adelino, com duas composições dele, o samba-canção "Devolvi" e o samba-choro "Nosso amargor".

Em 1961, gravou mais quatro composições de Adelino, os sambas-canção "Solidão", "Preciso chorar" e "Prece à lua" e o samba "Não jures mais".

Foi quando alcanço sucesso nacional, que perdurou até o advento da Jovem Guarda, quando os boleros e sambas-canções ficaram para trás no gosto popular.

Continuou gravando e se apresentando esporadicamente e experimentou novo reconhecimento em 1972, quando gravou o LP "Casa e Comida", pela CBS, com composições de Rossini Pinto (1937-1985).

Neste disco também canta a música "Jamais estive tão segura de mim mesma", de Raulzito, nome artístico usado no começo da carreira por Raul Seixas (1945-1989), então produtor da gravadora.

Manteve-se em atividade até sofrer um AVC, que a levou em 18 de junho de 2007.



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Iucema Suzi: Uma voz romântica de Sergipe

Iucema Suzi canta histórias de vida, amores que se foram e que vêm, expondo seu sentimentalismo (Fotos: Arquivo Pessoal)
A cantora e compositora sergipana Iucema Suzi lança no começo de novembro seu primeiro trabalho autoral, o EP “Em cada nova estação”. Com seis canções, quatro de sua autoria e duas da parceira Iraiane Alves, com melodias e produção de Sergio Silva e Júnior Gonzo, o disco trafega por vários ritmos e estilos, como pop rock, reggae, MPB, sempre temperados pelo romantismo que a caracteriza e por onde ela decidiu trilhar.

Natural da Estância, Iucema começou a cantar profissionalmente aos 18 anos, após perceber, cantando em karaokês e festas, que era isso o que queria da vida. O início se deu em bandas de forró, estilo, no entanto, com o qual não se identifica. “Apesar de ser nordestina, não me vejo como cantora de forró”, afirma. Isso transparecia ao introduzir, em sua interpretação, um pouco de MPB, já adiantando o caminho que iria seguir.
Carreira começou em bandas de forró, mas MPB falou mais alto


O romantismo e o gosto pela MPB vêm de berço. Filha de um saxofonista, que toca na igreja evangélica que frequenta, Iucema cresceu ouvindo boleros em casa e seu coração foi tocado por artistas como Elis Regina, Maysa, Nelson Gonçalves, Rosana, Vanusa. Atualmente, ouve bastante Marisa Monte, Vanessa da Matta, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, o que a fez até pensar em se aventurar pelo axé. Mas novamente a MPB falou mais alto.

“Esse disco segue a linha romântica, com músicas que falam de histórias de vida, canções que tocam a alma, falam de amores que se foram, se perderam, se acharam. Ele transpira romantismo, porque reflete o que sou, uma pessoa muito sentimental, que chora por tudo”, define-se. A veia compositora revelou-se nas poesias que escrevia, mas jogava fora. Até que o amigo Sergio as leu e a incentivou a transformá-las em canções.

“Em cada nova estação” é a música carro-chefe do EP, com letra dela e melodia de Sergio Silva e Júnior Gonzo. Um clipe foi produzido para adiantar o que vem por aí. “No EP a canção estará com arranjo mais completo, com a introdução de mais instrumentos, mas a base é a mesma”, adiana a cantora. Depois de lançado o EP, Iucema pretende trabalhar em sua divulgação nas radios e correr o Brasil apresentando o trabalho. São Paulo, garante, está no roteiro e ela pretende aparecer por aqui em dezembro. Aguardamos ansiosos.

Abaixo, o clipe de “Em cada nova estação”.