O Barquinho Cultural

O Barquinho Cultural
Agora, o Blog por Bloga e O Barquinho Cultural são parceiros. Compartilhamento de conteúdos, colaboração mútua, dicas e trocas de figurinhas serão as vantagens dessa sintonia. Ganham todos: criadores, leitores/ouvintes, nós e vocês. É só clicar no barquinho aí em cima que te levamos para uma viagem para o mundo cultural
Mostrando postagens com marcador Ângela Maria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ângela Maria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Nilo Amaro E Seus Cantores de Ébano

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano era um grupo formado por Moisés Cardoso Neves (nome de batismo de Nilo, 1928-2004) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo-soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo profundo Noriel Vilela (1936-1975).

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o português de "spirituals" dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil.

Segundo os críticos, a música negra brasileira deve muito a Moisés. Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano lançou o fundamental disco “Os Anjos Cantam”, em 1962, pela gravadora Odeon, em que se destacou a música “Leva Eu Sodade”, de Alventino Cavalcanti (1920) e Tito Neto (?).

Depois de gravar dois álbuns na Odeon (em 1961 e 1963), o grupo lançou outros álbuns em selos menores e desapareceu. Nilo ainda gravou músicas religiosas nos anos 1980.

Noriel ez sucesso fora dos Ébano com a canção "16 Toneladas", gravada pela Copacabana em 1971, uma versão em português de um clássico norte-americano do pop-country-folk dos anos 1940, "Sixteen Tons", de Ernie Ford e Merle Travis.

"A Noiva", versão de "La Novia", de Joaquim Prieto por Fred Jorge, é a última faixa do lado B de "Os Anjos...", mas foi lançada em 1961 em 78 rpm, com "Greenfields" (Terry Gilkyson, Richard Dehr e Frank Miller, versão Romeo Nunes) no lado B.

Foi gravada pelos maiores medalhões da época: Cauby Peixoto (1931-2016), Ângela Maria (1929-2018), Agnaldo Timóteo (1936-2021), Agnaldo Rayol (1938-2024), Leny Eversong (1920-1984), Raul Gil (1938) e Luiz Eça (1936-1992), entre outros.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Elis Regina


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


Aos 16 anos, e já havia 4 cantando profissionalmente, Elis Regina grava, em 1961, pela Continental, seu primeiro LP, "Viva a Brotolândia".

O repertório reúne samba, bolero, rock e versões de músicas norte-americanas (uma delas um embuste). Tal qual Roberto Carlos, a Pimentinha renegava esse disco.

O fato é que a grande cantora ainda não dominava as técnicas e o estilo que a fariam a grande intérprete do Brasil. Ainda cantava ao estilo de Ângela Maria, de quem era fã confessa, e, nas músicas mais animadas, recorria aos trejeitos da estrela da época, Celly Campello.

Nesse trabalho de estreia ela canta uma versão de "My Favourite Things" ( Richard Rodgers, Oscar Hammerstein II - versão Fernando César), do musical - e depois filme - "A Noviça Rebelde)", "Puppy Love", de Paul Anka, versão de Fred Jorge, que também assina "Baby Face", sobre tema de Benny Davis e Harry Akst.

Mas o embuste é a última canção, "Amor, Amor", supostamente versão escrita por Carlos Imperial (sempre ele!) para "Love, Love", de um tal de Bill Caesar.

Como revela Paulo César de Araújo na biografia do Rei ('Roberto Carlos em Detalhes'), Bill Caesar na verdade era o próprio Imperial, que inventou o compositor gringo para o disco ficar mais chique, pois era comum e vendável, à época, gravar versões de músicas estrangeiras.

É esta que escolhi para ilustrar minha homenagem à nossa estrela maior.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Alexandre Vianna faz música com técnica e coração


Pianista gaúcho tem obra autoral e toca com feras da MPB (Divulgação)

Dizem aí que jazz e instrumental são música de velho, ou de quem tem preguiça de interpretar canções. Mas, engana-se quem diz isso, pois apenas instrumentalizar uma música é muito mais do que interpretar vocalmente, é pôr sua alma nela.

É basicamente isso o que o músico de Cachoeira do Sul (RS) Alexandre Vianna faz ao sentar junto ao seu teclado e interpretar melodias excepcionais do jazz e da música popular brasileira.

O gaúcho se formou em composição em 2008, na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – mas em 2003 estudou piano erudito na UERGS - Faculdade Estadual do Rio Grande do Sul. Após graduar-se no Sul, Alexandre se mudou para a capital paulista, onde não parou de estudar, e concluiu o técnico em piano pela Faculdade Souza Lima.

Mas, quem acha que ele só viveu para estudar não está enganado, porém seus méritos foram recompensados, pois já trabalhou junto ou para grandes nomes da MPB, além de seu trio musical, formado por ele ao piano, Rafael Lourenço na bateria e João Benjamin ao contrabaixo. No trio, eles somam suas influências e fazem um som novo, autêntico e autoral, estando sempre em plena evolução, distinguindo entre música e vida, mostrando a forma mais crua para expressar seu ser.

Com Lourenço e Benjamin: soma de influências (Divulgação)
Agora, dentre seus trabalhos realizados, Vianna gravou em 2010 o CD “Gisele de Santi”, da cantora Gisele de Santi, e, neste mesmo ano, fez arranjos e gravou o CD “Senhor do Tempo - Canções Raras de Caetano Veloso”, da cantora Cláudia. Em 2011, também fez os arranjos e gravou o disco "Outros Românticos" da cantora Célia, na qual a música "Nosso Amor" foi tema da novela “Guerra dos Sexos”, da Rede Globo.

Neste mesmo ano, gravou o disco “Eu Voltei”, da veterana Ângela Maria. Em 2012, participou da gravação do CD “A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes” nas vozes de Verônica Ferriani, Célia, Daniela Procópio, Zizi Possi e Ângela Rô Rô. Ainda em 2012, participou do “Festival Ars Brasilis”, promovido pelo Sesi-SP; cujo arranjo para big band ficou entre os dez finalistas.

Entre março de 2012 e abril de 2014 foi pianista (tecladista) e maestro, responsável pela banda do musical “Tim Maia Vale Tudo”. No ano de 2014, fez arranjos e gravou o disco “Só a pessoa sabe o que tem por dentro - Célia e Cassio Scapin Interpretam Cassio Junqueira”.

Em 2015, fez arranjos e gravou o disco "Eternas Canções", do cantor Marcio Gomes, o disco "Aquilo que a gente diz", da cantora Celia e, recentemente lançado pela Biscoito Fino, o disco "A Bossa de Cauby", de Cauby Peixoto.

Atualmente, ele atua como pianista e tecladista nas bandas de Angela Maria, Célia, Márcio Gomes, Maria Alcina, Carol Naine, Telefunkin, entre outros. Também desenvolve seu trabalho autoral com o Alexandre Vianna Trio e Årvoll.

Um artista único, que vai do erudito ao popular em apenas uma tecla, faz música com o coração e energia pura e aberta, visando sempre seus anseios musicais, Alexandre Vianna usa a técnica como complemento da sua obra, mas a verdadeira essência de sua música está na sua alma.


Confira abaixo um pouco do trabalho de Vianna. Mais sobre o músico em seu site: