O Barquinho Cultural

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Frank Zappa

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 1961, o genial Frank Zappa, nascido Frank Vincent Zappa (1940—1993) em Baltimore (Maryland, EUA), fez suas primeiras gravações, após experimentações em bandas juvenis, como The Blackouts, e apresentações em casas noturnas.

Nesse ano, foi o responsável pela trilha sonora do longa "The World's Greatest Sinner", dirigido por Timothy Carey (1929-1994) e lançado em 1962. O filme jamais foi exibido em cinemas, mas foi apresentado em canais a cabo na época e chamou a atenção para o jovem compositor.

Assim, Zappa foi convidado para o programa de TV Steve Allen Show, em 4 de março de 1963, quando ele demonstrou sua maneira ímpar de compor, ao extrair sons de uma bicicleta (abaixo).


As músicas dessa trilha acabaram sendo aproveitadas em gravações posteriores dele.

Em 1964, encampa um estúdio de gravação de um amigo, rebatizando-o Studio Z, onde trabalha sem parar em novas possibilidades técnicas.

Sob acusação caluniosa de que fazia filmes pornográficos no estúdio, foi preso em 1965 e perdeu boa parte do material lá produzido.

Nesse ano, entrou na banda Soul Giants como guitarrista, logo assumindo a liderança e vocal principal da banda, renomeada em seguida para The Mothers.

Em 1966, Tom Wilson (1931-1978), produtor de Bob Dylan, Simon & Garfunkel e Velvet Underground, os ouviu e conseguiu um contrato com a Verve para eles.

A gravadora os convenceu a mudar o nome para The Mothers of Invention e gravou o primeiro álbum oficial de Zappa e cia: "Freak Out".

Em 1969, Zappa rompeu com os Mothers e lançou "Hot Rats". Sua obra a partir daí foi eclética, no mínimo, com composições fundindo o rock com o jazz, temas eruditos, fruto de sua admiração por compositores como Edgar Varèse (1883-1965), Ígor Stravinski (1882-1971) e Anton Weber (1883-1945).

Em 1970, montou um novo Mothers, com outros músicos, com o qual gravou alguns álbuns e excursionou.

Após dois acidentes em 1971, um dos quais citados pela banda britânica Deep Purple na música "Smoke on the Water", Zappa constituiu diversos pequenos grupos, com os quais fez shows e lançou mais álbuns, alguns êxitos comerciais, outros nem tanto.

Teve pendengas judiciais com gravadoras, editoras e empresários, lançou-se artista independente em 1979, com seu selo Zappa Records.

Lançou vários discos totalmente instrumentais, filmes, cogitou candidatar-se à presidência dos EUA. Recebeu seu primeiro Grammy em 1987 pelo álbum "Jazz From Hell", de 1986.

No começo de 1990, Zappa foi convidado pelo presidente da então Tchecoslováquia, Václav Havel, a servir como consultor para o governo em assuntos comerciais, culturais e turísticos, o que se realizou de forma não oficial, devido a pressões do governo dos EUA.

Diagnosticado com câncer de próstata em 1990, em estágio irrecuperável, dedicou-se a trabalhos orquestrais e com o Synclavier, um sintetizador e sampler criado em 1978.

Em 1991, Zappa foi escolhido para ser um dos quatro compositores apresentados no Festival de Frankfurt, em 1992 (os outros eram John Cage, Karlheinz Stockhausen e Alexander Knaifel).

Zappa tocou com a orquestra de câmara Ensemble Modern e trechos dessa apresentação foram lançados no último álbum de Zappa em vida, "The Yellow Shark", de 1993, ano em que morreu, a 4 de dezembro.



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Diana Marinho traz a São Paulo sua voz poderosa e muito carisma

Descoberta por Carlinhos Brown, esta baiana jamais se rendeu ao axé e abraçou o rock como estilo e razão de vida. Por muito tempo sendo considerada a "Janis Joplin" de Salvador, ampliou seus horizontes e hoje passeia com desenvoltura por vários ritmos e aos poucos vem construindo um trabalho autoral. Após várias canjas em apresentações de amigos em São Paulo, ela estreia seu show próprio em palcos bandeirantes neste sábado, 16 de maio, no Cantinho do Ipiranga (rua da Imprensa, 310, bairro do Ipiranga), um espaço aberto para os apreciadores do bom e velho rock'n'roll. Conheça Diana Marinho. E se apaixone.

Diana Marinho desde os 15 anos segue a trilha do rock, sem se prender à onda do momento (foto:  Alexandre Huang)


Por Patricia Visconti, de O Barquinho Cultural

Essa baiana do pequeno vilarejo de Nova Ibiá é uma apaixonada por música desde que se entende por gente.

Diana Marinho, ou melhor, a Janis Joplin da Bahia, como ela é conhecida no mundo da música,  espiava o pai tocando pelo buraco da fechadura. Um coronel bravo e severo, que sempre foi alucinado por música, e um colecionador de instrumentos, aos quais apenas ele tinha acesso.

Quando Diana tinha 15 anos, ela pediu para que seus pais comprassem um violão velho que um vizinho estava vendendo, e desde então ele foi seu melhor amigo. Andava para cima e para baixo com o instrumento, tornando a música o principal intuito da vida desta artista.

Vinte anos se passaram, e ela sempre lutou e correu atrás de seu objetivo, que é propagar sua música e obra aos quatro cantos deste mundo.

Diana é uma artista independente, uma batalhadora incansável, que acredita no seu trabalho e faz de tudo para mostrar sua obra, como todos dessa classe batalham para conquistar seu propósito. Como ela mesma diz a respeito destes obreiros: “Antes o artista independente podia ser comparado a um dom Quixote, lutando contra os esquemas da indústria; hoje ele é uma pessoa que está vivendo seu tempo, surfando na onda do momento”.

Além do mais, a internet a ajudou bastante, e veio para facilitar e democratizar esses artistas, “em um momento em que a crise na indústria fonográfica dificulta aos que não têm um forte esquema por trás aparecer”, completa Diana.

Grande presença de palco (foto: Arquivo)
Uma artista que busca inspirações no cotidiano, observando a rotina do mundo, expressando a riqueza cultural de cada região e somando as manifestações artísticas mais diversas, um olhar atento e sensível, demandando uma nova nuance para a sua música.

Com uma voz forte e marcante, a artista compõe e interpreta suas canções junto com sua banda, “Os Ecléticos”, formadas por Jair Soares (guitarra) Paulo Sérgio Pastel (bateria) e Adson Silva (baixo). Uma parceria das antigas, com plena sintonia e identidade própria, focado no melhor do rock'n’roll.

Abaixo uma performance de Diana & Os Ecléticos, tocando um clássico do Pink Floyd:




Influenciada por Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Koko Taylor, AC/DC, Deep Purple, Queen, Elis Regina e muitos outros ícones da música nacional e internacional, Diana tem uma mestra ícone em sua vida: a cantora Janis Joplin. Sendo a primeira a entrar em sua vida, por intermédio de um disco que ganhou de uma amiga, desde então Diana busca seguir uma de suas características: a total liberdade em sua vida pessoal e profissional, “sem me prender a modismos, ao que é o lance do momento, pois esses passam, e o que fica é o que é verdadeiro e o público percebe isso”, observa a cantora.

A intérprete e compositora não se importa com quantidade, mas sim com a qualidade, fazendo o hoje e visando no amanhã, produzindo e compondo novidades e sendo sempre diferente e autêntica, mostrando ao público algo com o qual eles se identifiquem, e não apenas sendo mais uma nas ondas do rádio, que amanhã ninguém mais saberá por onde anda.


Sempre autêntica e livre (foto: Divulgação)

É isso que Diana Marinho espera na sua apresentação no próximo sábado, 16 de maio, no Cantinho do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, onde ela deve apresentar um repertório autoral e releituras de clássicos do rock de alto nível, com a meta de se lançar neste grande caldeirão cultural paulistano, ofertando sempre o melhor de si.

Confira abaixo a artista em uma de suas composições próprias em interpretação irreverente:




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Sobre o Show

Diana Marinho - Única apresentação em São Paulo
Data: 16/ Maio/ 2015
Horário: 20h
Local: Cantinho do Ipiranga
End: Rua da Imprensa, 310 – Ipiranga/SP.
Reservas: (11) 3297-8305
Entrada Franca (paga somente o que consumir e o couvert artístico)

Mais info: Facebook