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sábado, 24 de março de 2018

Alê Vianna faz crônicas da cidade em seu primeiro trabalho solo, “Graxa”


Músico apresenta disco neste sábado, 24, no Sesc Belenzinho, com participações de Zé Geraldo e Bruno Kayapy

Alê homenageia trabalhador da arte no primeiro disco; Foto: Felipe Cretella
O músico paulistano Alê Vianna, integrante da banda Mojito Experience, com 15 anos de estrada, resolveu entrar de cabeça na carreira individual e lança seu primeiro trabalho solo, “Graxa”, com o qual busca um caminho mais profissional. No disco, a ser lançado em breve nas plataformas digitais, Alê canta temas variados, em alguns momentos falando de amor, em outros de política, mas em essência trazendo crônicas da cidade de São Paulo, seus personagens, suas histórias. O título do disco refere-se ao trabalhador da arte. “É um trabalhador falando sobre diversos temas”, define.

O Mojito, conta, foi formado em 2002, quando estudava Publicidade e Propaganda no Mackenzie, no começo como uma brincadeira, “que foi ficando cada vez mais séria”. O primeiro EP da banda só veio em 2012, “Descendo a Augusta”, e desde então vem gravando um disco a cada dois anos – depois vieram “DemoRito” e “DemoRoll” e agora, no início do ano, “Vivo em Sampa”. Alê passou a trabalhar como técnico de som, atuando com vários músicos, e sempre compondo. “Como na banda somos cinco, sempre sobrava muito material, que resolvi juntar e lançar em um trabalho solo”, explica. Ele acrescenta que decidiu seguir em frente porque os companheiros de banda têm outras profissões e acabam não podendo se dedicar integralmente ao projeto.

O disco é totalmente independente, autoral, produzido com o apoio de muita gente. “Gravamos com a ajuda de outros técnicos, os músicos também cederam seu talento investindo no projeto, muitas vezes sem receber. Estamos fazendo o trabalho de uma maneira artesanal, eu mesmo fiz a parte de gráfica, de arte, fotografia, vídeo, edição, mixagem, masterização, sem apoio de gravadora, sem financiamento de projeto cultural, um disco independente mesmo”, define.

As 12 músicas do disco seguem o caminho do Mojito, “um trabalho pop-rock, sob influência das bandas dos anos 90, como O Rappa, Gabriel O Pensador; do rock nacional, como Paralamas, Titãs, e da galera da MPB, como Gilberto Gil, Novos Baianos…”, adianta. Entre as colaborações na produção de ”Graxa” ele destaca Flávio Decaroli, “um baita de um técnico, sócio do Mingau, do Utraje a Rigor, que também deu uma força, gravou o baixo, gravamos no estúdio deles; a bateria quem gravou foi o Mário Fabre, atual batera do Titãs, enfim, um time bem de peso, o disco tem uma roupagem bem rock and roll”. A direção musical é do Fernando Kabello, que também, colaborou nos arranjos.

Como cronista da cidade de São Paulo, ele vê a cidade como um fenômeno. “Por sua dimensão, ela proporciona muitos encontros, e desses encontros tiro a inspiração para fazer as minhas músicas, a gente vive numa cidade que é feita por pessoas que vieram de fora desde sempre e isso enriquece, não precisa ir para fora para ter contato com diversas culturas”, conta. “Nos anos 90, 2000, frequentei muito forró, tive contato com essa música, contato com diversas pessoas diferentes andando no metrô, diversas histórias, de casais, personagens, muitas músicas que falam de minha própria experiência. A cidade como esse porto: tem músicas como ‘Sinais’, parceira com Tadeu Renato, dramaturgo, feita para uma peça de teatro, em que falam sobre a construção da cidade de São Paulo. Ela tem uma cadência que lembra o fado, faz referência a outros ritmos, para dar um tempero e contar essas histórias.”

O cantor e compositor Zé Geraldo divide os vocais na faixa “Cumpadi” (assista ao make of abaixo), na qual ainda colaborou com um poema que fecha a canção. Alê conta que trabalha há seis anos com Zé Geraldo, como técnico de som, viajando pelo país, e acabaram criando laços e sendo amigos. “Durante muito tempo tive vergonha de mostras minhas músicas para ele e de um tempo para cá estreitamos os laços, mostrei as músicas para ele, que gostou, e surgiu a ideia de convidá-lo para cantar na música ‘Cumpadi’, que é uma música bem humorada, de amor, que achei que tinha a cara do Zé, é tipo um ‘Xote das Meninas’ (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) versão masculina: o cara não sabe o que está se passando com ele, fala com o compadre, que sugere que ele vá ao doutor, que diz que isso aí é amor”, afirma.




O guitarrista Bruno Kayapy, do Macaco Bong (banda de Cuiabá), toca na faixa “Bota Fogo”. “No ano passado, soube que a banda estava com um espaço em SP chamado Pico do Macaco, eles estavam organizando show cases, a gente inscrevia a banda por meio de uma planilha, escolhia a data, levava seu público, cobrava quanto quisesse, e marcamos um show do Mojito lá. Aí conheci o Bruno, começamos a trabalhar juntos, comecei a fazer a produção do Macaco Bong e convidei o Bruno para gravar  uma faixa, a ‘Bota Fogo’, que fiz durante as manifestações de 2013”, lembra.

“Um dia invadiram o Congresso em Brasília, e eu estava lá fazendo um show com o Zé na época da Copa da Confederações e lembro do Datena gritando quando tiveram as manifestações 'seus vagabundos' e fiz um refrão que diz 'prende o vagabundo, bota fogo no Congresso, sobe a audiência da TV' e o Bruno colocou a guitarra nesse som, que fala sobre o direito de se manifestar, de todo mundo falar o que pensa… Ela também é um apelo para a gente olhar um pouco mais o meio ambiente, a natureza, o ser humano conviver melhor entre eles, talvez a música mais política do disco”, acrescenta.

A respeito do momento politico atual, Alê enxerga “um cenário muito triste”. “A classe política pensa só nos próprios interesses, a gente sofreu um golpe muito duro, tirar uma presidente que foi eleita pelo voto, por um Congresso que a cada dia que passa demonstra que os interesses são sempre ligados ao capital, aos interesses individuais, das empresas, nunca os do povo. A gente agora vai ter uma eleição, mas acho que existe um controle da narrativa, acho a situação bem delicada, muito difícil ser artista neste momento”, lamenta, citando o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, no dia 14 de março, no Rio. “”ue tristeza, aonde a gente está chegando? Iindependentemente de ideologia política, uma representante eleita pelo povo sendo assassinada, uma coisa sem sentido, parece que a gente estava indo para um caminho e agora parece que estamos voltando para a idade média, é uma coisa assustadora.”

Show

Para o show deste sábado, 24 de março, no Sesc Belenzinho, Alê estará acompanhado de Fernando Kabello, que assina a direção e também estará no palco tocando guitarra, violão e bandolim; CarneiroSândalo (bateria) e Hamilton Attan Rodrigues (baixo), além de Zé Geraldo e Bruno em participações especiais. No show também serão apresentadas músicas marcantes do Mojito Experience, como “Hortelã” e “Horário Eleitoral”. A apresentação será às 21h na Comedoria, com ingressos a R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena). O Sesc Belenzinho fica na rua Padre Adelino, 1.000, em São Paulo.



Alê Vianna nas redes sociais:

Instagram: @aleviannasolo

Facebook: Alê Vianna

Youtube: Alê Vianna

Twitter: @AleVianna

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dest_lado celebra com festa lançamento de seu segundo álbum


'99% álcool; 1% inspiração' em cena no Caos Augusta (foto: Patrícia Visconti)

Na última quarta-feira (9/12), a banda de rock autoral e alternativo Dest_lado brindou o lançamento do segundo álbum, intitulado “99% álcool; 1% inspiração”, no Caos Augusta, na região do Baixo Augusta, no centro da capital paulista.

O grupo foi extramente simpático, recebeu cada convidado um a um, agradecendo pela presença e esbanjando carisma, e os próprios integrantes fizeram questão de servir os presentes durante o coquetel que antecedeu o show.

Às dez horas da noite em ponto, a banda subiu ao palco para realizar uma pequena apresentação, com hits já conhecidos pelos seguidores da Dest_lado, fazendo o público cantar cada refrão sem perder o fôlego, além de cantar alguns trechos das músicas do novo disco. 

Uma banda que canta mais do que apenas sobre bebidas e ressacas, mas também a alegria e o entusiasmo da curtição, esbanjando felicidade em cada acorde, melodia, letra e dose, compartilhando com as mais de 130 pessoas que estavam no Caos naquela noite euforia e animação, fazendo a festa em plena metade da semana.

Após a performance do grupo, a festividade continuou sob os comandos do DJ e locutor da Kiss FM, de São Paulo, Rodrigo Branco, que manteve a agitação até pouco mais das duas da manhã, regada a muita Serramalte, Stella Artois e, claro, satisfação, por propagar um som autêntico e exordial, onde a música é trabalhada com prazer e não apenas para vender.

Para conhecer mais sobre o Dest_lado basta acessar site oficial da banda e curtir um som novo, mas com influências do bom e velho Rock n’ Roll.

Confira abaixo um trecho da performance de “Mais Bebida:



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Diana Marinho toca no Projeto Puleiro do Rock, em Itapuã


A cantora e compositora baiana Diana Marinho se apresenta nesta sexta-feira, 6, no Projeto Puleiro do Rock, na praia de Itapuã, em Salvador. O show será no  Clube Cassas da Aeronáutica, na Vila Militar da Aeronáutica (rua Sargento Waldir Xavier de Lima, s/nº), das 19h às 23h, com participações das bandas Água Suja e Contato Perdido e do músico argentino radicado em Londres Brujas Blues na gaita. O couvert artístico é R$ 10.

O projeto Puleiro do  Rock é mais uma iniciativa para manter viva a cena rock baiana, que é o celeiro de nomes já consolidados como Raul Seixas, Camisa de Vênus, Novos Baianos, Pitty e  tantos outros. Enfim, na terra de Caymmi, o rock e o pop resistem, apesar de muitos ainda imaginarem que ali só se cultiva axé, arrocha e outras manifestações.

Segundo a jornalista Riane Rio, uma das organizadoras e assessora do Puleiro, o projeto nasceu em 2012, quando alguns amigos, que no momento se encontravam morando em Itapuã, resolveram “fazer um som e divertir-se na noite baiana”. As primeiras reuniões aconteceram no restaurante Puleiro do Bideira, especializada em frango assado. A casa cedeu o espaço para apresentações de bandas amigas, como Contato Perdido, Motif e outras.

A partir de 2013, a iniciativa, já batizada como Puleiro do Rock – em homenagem ao lugar que os acolheu no início - passou a ter como sede principal o Clube Cassas da Aeronáutica, localizado na Vila Militar no mesmo bairro de Itapuã, com o apoio da força militar.

Conforme Riane, “neste momento o projeto passa a atuar de forma itinerante, realizando shows em diversos pontos de Itapuã e adjacências, sempre levando sua estrutura própria, a exemplo de aparelhagem de som, produção e bandas associadas ao Puleiro”.

“O projeto fecha o ano de 2015 com uma filosofia que consiste em trazer artistas renomados, como Diana Marinho, Água Suja, Brujas Blues, a Célula, Marconi Lins, e novas bandas também, como Donattita, Instinto Dissonante e outras que apoiam o Puleiro. Sempre mesclando estas apresentações com bandas novas, que estão iniciando na cena rocker da Bahia”, explica Riane.

E, para 2016, diz a jornalista, o Puleiro do Rock tem como objetivo intensificar mais os eventos, em parceria com clubes de motos nas suas respectivas sedes. Há a perspectiva também de realizar eventos em bares, praias e demais ambientes alternativos da capital soteropolitana, “encorpando, assim, o cenário rock’n’roll de Salvador e proporcionando espaços para que bandas e artistas novos possam mostrar a sua arte”, acrescenta Riane.

Janis da Bahia

Diana Marinho durante tributo ao Raul Seixas, em São Paulo, no show 'O Dia Em Que a Terra Parou' (foto: Carlos Pupo)
Na edição desta sexta-feira, a atração é Diana Marinho, uma cantora com mais de 20 anos de estrada, autodidata, que já foi considerada a “Janis Joplin da Bahia”, dado o sucesso que obteve ao interpretar as canções de uma de suas maiores influências, logo que se desvencilhou da Timbalada, levada por Carlinhos Brown.

Diana apresenta-se regularmente em casas de Salvador e na Praia do Forte. Também vem atuando no interior da Bahia, com destaque para o evento Cidade Feliz, em Caetité, onde abriu para Roberto Frejat. Cantou também nos 10 anos do Trio do Rock no carnaval e, em julho deste ano voltou a Caetité, na última Festa de Santana, fechando a noite após a apresentação de Vanessa da Mata.

Com sua banda de Salvador, "Os Ecléticos", vem tocando projeto de resgate de clássicos do rock de todos os tempos, apresentando-se ainda em eventos motociclísticos por todo o interior da Bahia. Participou também da abertura e fechamento do projeto Sons e Cores da Cidade do Conde.

Este ano, fez sua estreia em São Paulo, onde se apresentou com a banda Dendê na Garoa (com músicos baianos e paulistas, daí o nome) em várias casas, prestou homenagem aos 70 anos de nascimento de Raul Seixas e depois realizou novo tributo ao Maluco Beleza – agora em celebração aos 26 anos de sua morte, homenagem que se repetiu na Praia do Forte.

O show de Diana terá a participação da Banda Água Suja, formada por Jerry Marlon no baixo, o guitarrista e vocal Oyama Bittencourt, o tecladista Jelber Oliveira e o americano Brian Knave, na bateria. Com um repertório que vai do blues tradicional, passando pelo R&B, o soul music, o jazz, o country e o rock’n’roll.

Haverá ainda a participação especial do gaitista e cantor Brujas Blues, um blues man que mora atualmente em Londres, tendo tocado durante muito tempo nos Estados Unidos, Argentina, Espanha, Tailândia e vindo há pouco tempo de uma temporada em Palma de Mallorca. Brujas fez participações em discos dos também argentinos Charly Garcia (ver vídeo abaixo) Fito Paez e tocou com gente como Rolling Stones, Joe Cocker, Bee Gees e muitos outros. Já tocou em São Paulo com o baixista Oswaldo “Cokinho” Gennaro, que foi da Patrulha do Espaço, banda de hard  rock e progressivo criada em 1977 pelo ex-Mutantes Arnaldo Baptista.




A noite ainda traz a banda de blues e rock clássico Contato Perdido, formada por controladores de tráfego aéreo apaixonados pelo bom e velho rock’n’roll, com Fonte no vocal, Márcio da Silva  na guitarra; Gustavo Franco no baixo e Alex na batera. A banda tem canções autorais e tocam também sucessos dos anos 70 e 80 e em breve lançam seu primeiro CD com composições inéditas.




Serviço

Diana Marinho no Puleiro do Rock

Quando: Sexta-feira, dia 06/11, a partir das 19h

Local: Clube Cassas – Rua Valdir Xavier da Lima, sn/ Vila Militar da Aeronáutica, Itapuã (Orla)

Quanto: Couvert artístico R$ 10

Informações e reservas: (71) 9 9132-3617/ (71) 9 8837- 3208

Contato: assessoria.puleirodorock@gmail.com


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Diana Marinho traz a São Paulo sua voz poderosa e muito carisma

Descoberta por Carlinhos Brown, esta baiana jamais se rendeu ao axé e abraçou o rock como estilo e razão de vida. Por muito tempo sendo considerada a "Janis Joplin" de Salvador, ampliou seus horizontes e hoje passeia com desenvoltura por vários ritmos e aos poucos vem construindo um trabalho autoral. Após várias canjas em apresentações de amigos em São Paulo, ela estreia seu show próprio em palcos bandeirantes neste sábado, 16 de maio, no Cantinho do Ipiranga (rua da Imprensa, 310, bairro do Ipiranga), um espaço aberto para os apreciadores do bom e velho rock'n'roll. Conheça Diana Marinho. E se apaixone.

Diana Marinho desde os 15 anos segue a trilha do rock, sem se prender à onda do momento (foto:  Alexandre Huang)


Por Patricia Visconti, de O Barquinho Cultural

Essa baiana do pequeno vilarejo de Nova Ibiá é uma apaixonada por música desde que se entende por gente.

Diana Marinho, ou melhor, a Janis Joplin da Bahia, como ela é conhecida no mundo da música,  espiava o pai tocando pelo buraco da fechadura. Um coronel bravo e severo, que sempre foi alucinado por música, e um colecionador de instrumentos, aos quais apenas ele tinha acesso.

Quando Diana tinha 15 anos, ela pediu para que seus pais comprassem um violão velho que um vizinho estava vendendo, e desde então ele foi seu melhor amigo. Andava para cima e para baixo com o instrumento, tornando a música o principal intuito da vida desta artista.

Vinte anos se passaram, e ela sempre lutou e correu atrás de seu objetivo, que é propagar sua música e obra aos quatro cantos deste mundo.

Diana é uma artista independente, uma batalhadora incansável, que acredita no seu trabalho e faz de tudo para mostrar sua obra, como todos dessa classe batalham para conquistar seu propósito. Como ela mesma diz a respeito destes obreiros: “Antes o artista independente podia ser comparado a um dom Quixote, lutando contra os esquemas da indústria; hoje ele é uma pessoa que está vivendo seu tempo, surfando na onda do momento”.

Além do mais, a internet a ajudou bastante, e veio para facilitar e democratizar esses artistas, “em um momento em que a crise na indústria fonográfica dificulta aos que não têm um forte esquema por trás aparecer”, completa Diana.

Grande presença de palco (foto: Arquivo)
Uma artista que busca inspirações no cotidiano, observando a rotina do mundo, expressando a riqueza cultural de cada região e somando as manifestações artísticas mais diversas, um olhar atento e sensível, demandando uma nova nuance para a sua música.

Com uma voz forte e marcante, a artista compõe e interpreta suas canções junto com sua banda, “Os Ecléticos”, formadas por Jair Soares (guitarra) Paulo Sérgio Pastel (bateria) e Adson Silva (baixo). Uma parceria das antigas, com plena sintonia e identidade própria, focado no melhor do rock'n’roll.

Abaixo uma performance de Diana & Os Ecléticos, tocando um clássico do Pink Floyd:




Influenciada por Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Koko Taylor, AC/DC, Deep Purple, Queen, Elis Regina e muitos outros ícones da música nacional e internacional, Diana tem uma mestra ícone em sua vida: a cantora Janis Joplin. Sendo a primeira a entrar em sua vida, por intermédio de um disco que ganhou de uma amiga, desde então Diana busca seguir uma de suas características: a total liberdade em sua vida pessoal e profissional, “sem me prender a modismos, ao que é o lance do momento, pois esses passam, e o que fica é o que é verdadeiro e o público percebe isso”, observa a cantora.

A intérprete e compositora não se importa com quantidade, mas sim com a qualidade, fazendo o hoje e visando no amanhã, produzindo e compondo novidades e sendo sempre diferente e autêntica, mostrando ao público algo com o qual eles se identifiquem, e não apenas sendo mais uma nas ondas do rádio, que amanhã ninguém mais saberá por onde anda.


Sempre autêntica e livre (foto: Divulgação)

É isso que Diana Marinho espera na sua apresentação no próximo sábado, 16 de maio, no Cantinho do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, onde ela deve apresentar um repertório autoral e releituras de clássicos do rock de alto nível, com a meta de se lançar neste grande caldeirão cultural paulistano, ofertando sempre o melhor de si.

Confira abaixo a artista em uma de suas composições próprias em interpretação irreverente:




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Sobre o Show

Diana Marinho - Única apresentação em São Paulo
Data: 16/ Maio/ 2015
Horário: 20h
Local: Cantinho do Ipiranga
End: Rua da Imprensa, 310 – Ipiranga/SP.
Reservas: (11) 3297-8305
Entrada Franca (paga somente o que consumir e o couvert artístico)

Mais info: Facebook

sábado, 7 de março de 2015

LP Massacre, do Made in Brazil, vetado em 77 pela ditadura, volta em versão original

LP teve 9 de suas 16 faixas proibidas ainda na pré-produção
1967. Da Inglaterra, os Beatles sacudiram o mundo e causaram perplexidade com o lançamento do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Na Bolívia, o revolucionário argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara é executado por ordem dos serviços secretos norte-americanos. O colombiano Gabriel García Márquez chegava ao paroxismo do “realismo mágico” com seu “Cem Anos de Solidão”. O médico sul-africano Christian Barnard realiza o primeiro transplante de coração do mundo. Em São Francisco, começam a pipocar os “hippies”.

No Brasil, o 3º Festival de Música Popular Brasileira fazia o público conhecer o rompimento estético e a antropofagia de Caetano e Gil, com “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, respectivamente, ao lado da metafórica “Roda Viva”, de Chico, e a vencedora, a guerreira “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam.

No teatro, o grupo Oficina resgatava um velho texto do modernista Oswald de Andrade, “O Rei da Vela”, e fazia uma montagem alucinante. Glauber Rocha botava nas telas “Terra em Transe”, desafiando o regime militar, que publicara, poucos meses antes, uma Constituição que engessaria muito mais as liberdades no país.

Nesse cenário de muitas novidades, mudanças comportamentais impondo-se, e ainda um clima muito pesado no Brasil, uns garotos do bairro de Pompeia, na zona oeste da capital paulista, resolvem se juntar para tocar rock and roll. Oswaldo e Celso Vecchione e amigos de escola criam o Made in Brazil.

Mais que uma banda, um coletivo (conceito que hoje em dia faz muito sentido), uma vez que, segundo os pioneiros criadores, já teve mais de 190 formações diferentes e, por ela, tocaram mais de 110 músicos. E, conforme eles próprios, passou por todos os modismos ditados pelo mercado sem nunca se vergar a ele e sem se afastar do rock.

O performático Cornélius Lúcifer (foto: Flavia Lobo) 
No começo faziam covers do rock mundial, até que, por volta de 1973, passam a cantar e compor letras em português e lançam, no ano seguinte, o primeiro LP, com o mesmo nome do grupo, e saem em turnê pelo Brasil. O vocalista era o carismático Cornélius Lúcifer, morto em julho de 2013. O grupo reivindica o pioneirismo em usar no corpo maquiagem artística em shows, antes do Kiss e do Secos & Molhados.
Grupo se orgulha de se manter rock e não se vergar ao mercado 

Em 1977, são surpreendidos com a censura ao disco que estavam gravando, “Massacre”, o terceiro da carreira. Conta a banda que, ainda nas gravações de pré-produção do estúdio B da RCA Victor, a censura do regime militar proibia nove de suas dezesseis faixas. As gravações são suspensas e o disco não saiu.

O show baseado nas músicas do disco também teve problemas. Na estreia, no Teatro Aquarius, no bairro do Bixiga, a polícia federal e o Dops – o Departamento de Ordem Política e Social, a polícia política do regime -, fecharam a rua e interditaram o teatro, confiscaram o equipamento da banda e ela só conseguiu realizar as apresentações depois de fazer várias alterações no roteiro e no repertório, inclusive o tanque de guerra, símbolo do disco, foi suprimido.

Em sua declarada 196ª formação, banda de rock com mais tempo de atividade no país
O disco só seria lançado, em CD, em 2005, após serem localizadas as fitas originais de 1977. Mas a versão original, em vinil, foi produzida no final do ano passado e será lançada oficialmente neste sábado, 7 de março, com um show-festa no Gillan´s Inn Rock Bar - Rua Marques de Itu, 284, Vila Buarque. O Made fará duas entradas de 50 minutos, a primeira às 23h, com ingressos a R$ 30.

O vinil “Massacre”, produzido pela Mafer Records, tem tiragem limitada de 300 cópias, ou seja, para colecionadores e fãs. Depois de quase ser morto pelo CD e este pelo MP3, o vinil retorna aos toca-discos, em edições caprichadas em com uma qualidade bem superior, com 180 gramas de peso. O preço, porém, é ainda bem salgado, pela escala reduzida de produção.

Além do lançamento do "Massacre" original, ainda no primeiro semestre será lançado o documentário "Made in Brazil, o Filme", do cineasta paranaense Egler Cordeiro.  E a banda, agora em sua 196ª formação, segue em turnês, consolidando-se como o grupo de rock & blues com mais tempo de atividade do Brasil.

Os participantes da gravação original foram:

Vocal: Percy Weiss, Roberto Gourgel “Juba”, Rubens Nardo “Rubão” e  Oswaldo “Rock” Vecchione 
Baixo & violão: Oswaldo “Rock” Vecchione, Tony Babalu
Guitarras: Tony Babalu, Oswaldo “Rock” Vecchione, Celso “Kim” Vecchione
Guitarra solo: Eduardo Depose, Wander Taffo, Dudu Chermont
Bateria: Beto Gavioto, Franklin Paolillo, Roberto Gourgel “Juba”
Flauta - Tony Osanah
Teclados: Rubens Diniz “Rubinho”

No show, a formação é esta:

Oswaldo “Rock” Vecchione: vocal, baixo, guitarra, violão e gaita
Celso “Kim” Vecchione: guitarra, violão, baixo, teclado e back vocals
Octavio Lopez Garcia “Bangla”: sax
Rick “Monstrinho” Vecchione: bateria
Guilherme “Ziggy” Mendonça: guitarra, violão
Tiago T. Fernandes, o “Mineiro”: teclados
Ivani “Janis” Venancio: backing vocals
Participações especiais
João Bosco Ferreira - bateria (1994,95)
Roberta “Rock’N’Roll” Abreu  -  backing vocals (desde 2009)


 Alguns vídeos:




(Fonte das informações: assessoria de imprensa, site oficial, Oswaldo e algo da vida vivida)