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Mostrando postagens com marcador Carmen Miranda. Mostrar todas as postagens
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domingo, 16 de março de 2025

Linda Batista

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Florinda Grandino de Oliveira (1919-1988), mais conhecida como Linda Batista, "A Maioral do Samba", foi uma cantora e compositora brasileira, irmã da também cantora Dircinha Batista (1922-1999), filhas do cantor, comediante, compositor e ventríloquo Batista Júnior (1894-1943).

Aos 10 anos, estudava violão e, nessa época, compôs sua primeira música, "Tão sozinha". Aos 13 anos, se apresentava com a irmã Dircinha na Rádio Cajuti.

Em 1936, por causa de um atraso da irmã (providenciado pelo pai), teve que substituí-la cantando no programa de Francisco Alves (1898-1952), na Rádio Cajuti, iniciando assim sua carreira solo.

Logo depois, foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Em 1937, foi eleita a primeira Rainha do Rádio, título que manteve por 11 anos, ano em que foi contratada pela gravadora Odeon.

Atuou em 29 filmes no cinema (inclusive com Carmem Miranda) e como crooner em orquestras no Rio e em São Paulo.

Foi uma das maiores cantoras do samba-canção (lançou 'Vingança', de Lupicínio Rodrigues) e de músicas de carnaval. ]

Em 1940, gravou na Odeon seu primeiro disco solo, cantando a marcha "Macaco Quer Banana", de J. Piedade e Sá Róris, e o samba "Abre a Porta", de Raul Marques e César Brasil.

No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos, o samba "Bis, Maestro, Bis", de Cristóvão de Alencar e J. Maia. Ainda no mesmo ano, foi contratada pela RCA Victor, onde permaneceu por 20 anos e na qual estreou com a marcha conga "Passei na Ponte", de Ary Barroso, e o samba "Renda Nova", de Juraci Araújo e Gomes Filho.

No começo dos anos 1950, fez temporada na Europa. Após 1964, foi saindo de cena, perdendo patrimônio e entrando em depressão.

Entre os 78 rpm que gravou em 1961, "Quero Morrer no Carnaval" (Luiz Antônio e Eurico Campos) chegou às paradas de sucesso. No Lado B, sua composição, "Olha A Italiana". (Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB, IMMuB.)


quarta-feira, 12 de março de 2025

Fafá Lemos


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

O violinista carioca Rafael Lemos Júnior (1921-2004), ou Fafá Lemos, começou a estudar o instrumento aos 7 anos de idade e, aos 9, apresentou-se como solista de um concerto de Antônio Vivaldi (1678-1741), acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, sob regência do maestro Walter Burle-Marx (1902-1990).

É considerado um dos precursores da bossa-nova e teve influência do violinista francês Stephane Grappelli (1908-1997) no modo de tocar, sendo um dos poucos a utilizar o instrumento na música popular nas décadas de 1940 e 1950.

Em 1940, fez parte do naipe de violinos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e depois foi convidado a participar da Orquestra de Carlos Machado (1908-1992) e seus "Brazilians Serenaders", onde tocou por seis anos.

Desse grupo fizeram parte o violonista Laurindo de Almeida (1917-1995) e o pianista e cantor Dick Farney (1921-1987), entre outros.

Logo depois, passou a tocar na boate Casablanca. Em 1950, a Rádio Nacional o contratou como um dos solistas da orquestra de Radamés Gnattali (1906-1988).

Tocou no LP da cantora Linda Batista (1919-1998) com as músicas "Vingança" (Lupicínio Rodrigues), "Risque" (Ary Barroso) e "Duas Contas" (Garoto).

Gravou seu primeiro disco em 1951, pela RCA Victor, interpretando o baião "Cigano no Baião", de Garoto, e a quadrilha "Saudades do Texas", de sua autoria.

Em 1952, foi para os EUA, onde apresentou-se por diversas vezes e, acompanhado por Laurindo de Almeida, gravou a trilha sonora do filme da Metro "Meu Amor Brasileiro", de Mervyn Le Roy (1900-1987), com Lana Turner (1921-1995) e Fernando Lamas (1915-1982).

Realizou inúmeras apresentações em cidades norte-americanas atuando ao lado de Carmen Miranda (1909-1955).

Ainda em 1952, gravou um LP na RCA Victor americana e integrou o Trio Surdina, com Garoto (1915-1955) ao violão e Chiquinho do Acordeom (1928-1933), que gravou quatro LPs, sendo um com obras de Ary Barroso (1903-1964) e outro, de Noel Rosa (1910-1937) e Dorival Caymmi (1914-2008).

O trio, registra Cravo Albin, foi precursor do sambalanço e da bossa-nova.

Após a morte de Carmem Miranda e de Garoto, retornou ao Brasil, dirigiu a RCA e atuou na Rádio Nacional.

Foi o violinista da gravação da trilha sonora da peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes (1913-1980), lançada em disco pela Odeon em 1956.

Mudou-se para Los Angeles em 1961, trabalhando com Laurindo de Almeida, só retornando ao Brasil em 1985.

Em 1989, a convite da gravadora Eldorado, voltou aos estúdios para gravar um LP com a pianista Carolina Cardoso de Menezes (1913-2000), "Fafá & Carolina".

Seu LP de 1961, "Dó Ré Mi Fá-Fá Lemos", pela RCA Victor, traz uma das poucas composições de João Gilberto (1931-2019), "Hoba-Lá-Lá".

(Fontes: Toque Musical, Isaac Gonçalves Raimundo [UFG], Dicionário Cravo Albin da MPB, IMMuB.)



sábado, 15 de fevereiro de 2025

Miltinho

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 1961, Milton Santos de Almeida (1928-2014), o Miltinho, saiu da RCA Victor, onde lançara o LP "Miltinho", e se transferiu para a RGE, lançando o 78 rpm com o samba "A canção que virou você" e o samba-canção "Poema do adeus", ambas de Luiz Antônio.

A carreira solo de Miltinho havia começado um ano antes, ele que, na década de 1940, participou como ritmista e vocalista de quatro importantes grupos musicais: Cancioneiros do Luar, Namorados da Lua, Anjos do Inferno (que chegou a viajar aos EUA acompanhando Carmen Miranda) e Quatro Ases e Um Coringa.

De 1950 a 1957, foi crooner da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo (1917-2012), e do grupo Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira (1913-2004), com quem chegou a gravar como crooner.

"Poema do Adeus" entrou na trilha do filme "O Vendedor de Linguiça" produzido e estrelado por Amacio Mazzaropi (1912-1981) e dirigido por Glauco Mirko Laurelli (1930-2013).

Gravou, ainda nos anos 1960 e 1970, com Elza Soares (1930-2022) e Dóris Monteiro (1934-).

Sai de cena e retorna, em 1997, com o LP "Miltinho Convida", pela Columbia, com participações de Luiz Melodia (1951-2017), Nana Caymmi (1941-), João Nogueira (1941-2000), João Bosco (1946-), Elza Soares, Martinho da Vila (1938-), MPB-4 (1964-) e Chico Buarque (1944-), entre outros.



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Laurindo Almeida

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 1961, o compositor, arranjador e instrumentista Laurindo Almeida (1917-1995), nascido em Miracatu, no Vale do Ribeira (SP), levou três Grammy - o prêmio máximo da música nos EUA, dois deles de melhor performance instrumental de solista sem orquestra, pelos álbuns "The Spanish Guitars of Laurindo Almeida" e "Reverie For Spanish Guitars", e a outra de melhor composição clássica contemporânea, por "Discantus", do álbum "Reverie...".

Já havia abocanhado outros dois prêmios Grammy no ano anterior e, em 1964, levado mais um de melhor álbum de grupo de jazz, além de uma indicação em 1960.

É, sem dúvida, o brasileiro com mais vitórias no prêmio mais cobiçado da música mundial. Mas no Brasil era há pouco tempo quase desconhecido, exceto pelos seus contemporâneos e músicos profissionais.

Começou a aprender violão aos 9 anos, com a irmã Maria, após a mãe, pianista amadora, lhe dar as primeiras noções musicais. Acompanhava o pai, seresteiro, em Santos e, após sua morte, vai para São Paulo, onde conhece, em um hospital, o violonista Garoto (Aníbal Augusto Sardinha - 1915-1955), com quem formaria um duo mais tarde.

Trabalhou em emissoras de rádio e no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. Com a proibição dos cassinos no Brasil, muda-se, em 1947 para os EUA, onde compõe centenas de trilhas para a TV e para filmes de Hollywood.

Durante a permanência no Brasil, tem suas composições gravadas por grandes intérpretes populares, como Carmen Miranda (1909-1955) e Orlando Silva (1915-1978).

Nos EUA, volta-se a um repertório mais instrumental, em que promove uma fusão das linguagens do jazz, da música erudita e da música popular brasileira, criando o que chamou de "jazz de samba", sendo ainda considerado um precursor da bossa-nova, apesar de não ter pertencido ao grupo que desenvolveu o estilo nos anos 1950. (Fontes: Revista Rolling Stone Brasil, Dicionário Cravo Albin da MPB e Enciclopédia Itaú Cultural)