O Barquinho Cultural

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Doris Monteiro

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Adelina Doris Monteiro (1934-2023) começou a cantar no rádio aos 15 anos e, no começo dos anos 1950, foi crooner da orquestra da Rádio Guanabara.

Logo depois, aos 16 anos, foi contratada na rádio Tupi, depois de uma temporada como crooner no Copacabana Palace.

Gravou seu primeiro 78 rpm em 1951, pela gravadora Todamérica. O primeiro LP vem em 1954, pela Continental, após estrear no cinema, em "Agulha no Palheiro", de Alex Viany. Teve um programa na TV Tupi, "Encontro com Doris Monteiro".

Por influência de Billy Blanco (1924-2011), passou a cantar músicas mais animadas que os sambas-canção e boleros de seu repertório. Foi eleita Rainha do Rádio em 1956.

Nos anos 1960, abandona o antigo estilo e canta músicas mais modernas. Em 1961, na Philips, lança o LP "Doris Monteiro", com o qual emplaca mais dois grandes sucessos: "Palhaçada" e "Fiz o Bobão", ambas de Luís Reis e Haroldo Barbosa.

Em 1962, grava "Gostoso é Sambar", trazendo os compositores da bossa-nova Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, com "Nós e o Mar"; e Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, que assinam "Você e Eu".

Em 1966, já na Odeon, é uma das primeiras cantoras de prestígio a gravar o iniciante Chico Buarque, de quem grava "Meu refrão".

Nos anos 70, grava de Sílvio Cesar e João Roberto Kelly a Jorge Ben Jor e Carlos Imperial, além de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

O último LP dela de que se tem registro foi lançado em 1981. A cantora, no entanto, continuou se apresentando em shows, tendo feito temporada com Johnny Alf no Japão, em 1990.

Participou, em 2019, do espetáculo "As Divas do Sambalanço", junto com as cantoras Claudette Soares e Eliana Pittman. Em 2020 o show “Divas do Sambalanço” foi lançado como álbum ao vivo, também em CD, pelo selo Discobertas. Em novembro de 2022 “Divas do Sambalanço” foi lançado também em vinil.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Isaurinha Garcia

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Isaurinha Garcia (1923-1993) nasceu no italianíssimo bairro paulistano do Brás e foi considerada uma das mais importantes intérpretes de MPB do século XX.

Foi a primeira cantora a receber o título de rainha do rádio paulista, conquistado em 1953.

Era considerada por diversos críticos e jornalistas como a Edith Piaf (1915-1963) brasileira.

Começou a carreira em 1936, após vencer um concurso de calouros na Rádio Record, de quem se torna contratada dois anos depois.

Seu maior sucesso foi "Mensagem", de Aldo Cabral (1912-1994) e Cícero Nunes (1912-1993), lançada em 1946.

Sempre foi fiel ao samba, samba-canção, com pura temática de fossa, em uma interpretação carregada de sentimento. O que não lhe impediu, no início dos anos 1960, de se aproximar dos expoentes da recém-chegada bossa-nova, contato facilitado após conhecer o futuro marido, o organista Walter Wanderley (1932-1986).

Ele traz modernidade e renova a sonoridade dos discos da cantora. Assim, incorpora ao seu repertório canções de Tom Jobim (1927-1994), Vinicius de Moraes (1913-1980), Tito Madi (1929), Johnny Alf (1929-2010) e a dupla Roberto Menescal (1937) e Ronaldo Bôscoli (1928-1994).

Isaurinha Garcia foi uma das primeiras intérpretes a gravar “Água de Beber”, de Vinícius e Jobim. A faixa está no álbum "A pedida é samba", gravado pela Odeon e lançado em 1961.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

João Gilberto

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


"João Gilberto" foi o terceiro LP solo gravado pelo baiano de Juazeiro. Lançado em 1961 pela Odeon, sucede "Chega de Saudade" (1959, Odeon) e "O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960, Odeon).

As 12 faixas alternam o acompanhamento de Walter Wanderley e seu conjunto e a orquestra conduzida por Tom Jobim.

Traz dois clássicos de Dorival Caymmi ('O Samba da Minha Terra' e 'Saudade da Bahia), o hit "O Barquinho" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), duas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes ('Amor em Paz' e 'Insensatez'), duas de Carlinhos Lyra e Vinícius ('Você e Eu' e 'Coisa Mais Linda') e obras de outros autores como Geraldo Pereira ('Bolinha de Papel'), Marçal e Bidê ('A Primeira Vez'), Lauro Maia ('Trem de Ferro') e Nelcy Noronha ('Presente de Natal').

A faixa escolhida fecha o disco e inaugura um estilo que o acompanharia a vida toda depois: ele acompanhando-se apenas pelo violão. E que violão!

"Este seu Olhar", de Tom Jobim.