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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Minha vinilteca (5): "Atlantic Blues: Guitar"

Nesta nova série, vou compartilhar minha pequena vinilteca. São apenas 123 títulos. Um nada diante de colecionadores possuidores de andares inteiros de discos. Mas é a MINHA coleção. Cada um desses vinis tem uma história, um afeto, um porquê. São 75 LPs de artistas brasileiros e 48 de fora do Brasil. Sobre cada um, vou contar coisas como quando e em que contexto os adquiri ou ganhei (se me lembrar e houver anotação), a ficha técnica (se não houver encarte, recorro à internet) e alguma curiosidade, de minhas memórias ou disponíveis em resenhas. Claro que a maioria dessas informações qualquer IA pode lhes dar em segundos (faço uso de alguma, sim, quando não tiver outro meio de pesquisa), mas a minha emoção de quando escolhi o disco na loja, o coloquei no prato e depositei a agulha isso nenhum robô pode reproduzir. E é isso que quero lhes oferecer. As postagens seguem ordem alfabética. Intercalo LPs nacionais e internacionais.




O contexto da compra


Como já mencionado aqui, em meados dos anos 1980 eu estava fissurado pelo violão. E, por algum motivo que me foge agora à lembrança, comecei a ouvir blues-raiz. Este LP veio atender plenamente a meus propósitos: guitarristas de blues em gravações originais e antológicas!

O disco foi adquirido em 4 de julho de 1987 (a coincidência com o 'Independence Day' dos EUA é mera coincidência). Não me lembro em que loja, mas à época era comum se encontrar bons discos em magazines como Mappin, Jumbo-Eletro, Mesbla.

Pode ter sido em uma delas, ou em especializadas como Merci, Museu do Disco, Bruno Blois... Não sei. A capa traz apenas um selo ('Dê Discos de Presente'), com um símbolo que não consigo identificar.

A coleção "Atlantic Blues"


Fundada em 1947, em Nova Iorque, por Ahmet Ertegun e Herb Abramson, a Atlantic Records desde o começo apostou na música criada e executada por afro-americanos, como o blues, o jazz, o rhythm & blues, soul. Revelou, entre outros gigantes, o astro Ray Charles.

Em 1967, foi adquirida pela Warner Music Group, passando a investir em gêneros como o rock e mais tarde o pop. A partir daí, abrigou artistas e grupos como Led Zeppelin, Cream, Yes e, mais recentemente, Bruno Mars, Coldplay, Ed Sheeran, entre outros.

A coleção "Atlantic Blues" consiste em quatro álbuns duplos: "Guitar", "Chicago", "Vocalists" e "Piano", compilando até então cerca de 40 anos de gravações de ícones de seu cast. Eu tenho apenas o de guitarristas. Quem sabe um dia né...

Detalhes técnicos & conteúdo


O disco traz 18 artistas principais em 24 faixas, abrangendo um período de 1949 a 1982, com fonogramas originais. Duas faixas não haviam sido lançadas antes deste LP: "Tall Pretty Woman", com Stick McGhee, e "Bongo Boogie", com Texas Johnny Brown. As demais foram lançadas anteriormente em álbuns ou singles.


Dizem os fundadores no texto do encarte que eles foram os pioneiros na gravadora a difundir o "blues guitar". À época, dizem, não era comum os guitarristas de jazz gravarem o gênero desenvolvido no sul dos Estados Unidos.

A guitarra, escrevem Ertegun e Abramson, "aparecia comumente apenas como uma coisa incidental nos clássicos da Atlantic, de blues, por gente como Ray Charles e Big Joe Turner".

A reedição dos fonogramas foi dirigida por Bob Porter, com produção executiva de Ahmet Ertegun. Steve Innocenzi cuidou da transferência digital; Sam Feldman, da masterização; a direção de arte é de Carol Babolts; e as fotografias, de Robin Nedboy.

O LP foi lançado em 1986 pelo selo Atlantic da WEA. No Brasil, o LP foi fabricado e distribuído pela BMG Ariola em 1987.

Faixas & músicos


Disco 1


Lado A

1) "Broke Down Engine", com Blind Willie McTell (composição, guitarra e vocal). Gravada em Atlanta no outono de 1949. Produção:  Ahmet Ertegun e Herb Abramson

2) "Shake 'Em On Down", com Mississippi Fred McDowell (guitarra, vocal, adaptação e arranjo), Miles Pratcher (guitarra) e Fannie Davis (comb = pente fazendo som de gaita). Gravada em 1959 no Mississippi. Produção: Alan Lomax

3) "My Baby Don't Love Me", com John Lee Hooker (composição, guitarra e vocal). Gravada em Cincinatti em 1953. Produção: Henry Stone

4) "Guitar Lovin' Man", com John Lee Hooker (composição, guitarra e vocal) e Eddie Kirkland (guitarra e vocal). Gravada em Cincinatti em 1953. Produção: Henry Stone

5) "Tall Pretty Woman", com Stick McGhee (guitarra e vocal), Gene Ramey (baixo), Brownie McGhee (guitarra) e Big Chief Ellis (piano). Gravada em Nova Iorque em 14 de fevereiro de 1949 (não lançado antes). Produção: Ahmet Ertegun e Herb Abramson

6) "The Blues Rock", com Texas Johnny Brown (composição, guitarra, vocal), Amos Milburn (piano), sax tenor, baixo, bateria congas não identificados. Gravada em Nova Iorque em 6 de abril de 1949. Produção: Ahmet Ertegun e Herb Abramson

7) "There Goes The Blues", com Texas Johnny Brown (composição, guitarra, vocal), Amos Milburn (piano), sax tenor, baixo, bateria congas não identificados. Gravada em Nova Iorque em 6 de abril de 1949. Produção: Ahmet Ertegun e Herb Abramson

8) "Bongo Boogie", com Texas Johnny Brown (composição, guitarra, vocal), Amos Milburn (piano), sax tenor, baixo, bateria congas não identificados. Gravada em Nova Iorque em 6 de abril de 1949 (não lançado antes). Produção: Ahmet Ertegun e Herb Abramson

Lado B

1) "Two Bones And A Pick", com T-Bone Walker (composição e guitarra), Barney Kessel e R.S. Rankin (guitarras), Joe Comfort (baixo), Earl Palmer (bateria), Ray Johnson (piano), Plas Johnson (sax tenor). Gravada em Los Angeles em 27 de dezembro de 1957. Produção: Nesuhi Ertegun

2) "Mean Old World", com T-Bone Walker (composição, guitarra, vocal), Billy Hadnott (baixo), Oscar Bradley (bateria), Lloyd Glenn (piano), Gravada em Los Angeles em 14 de dezembro de 1954. Produção: Nesuhi Ertegun

3) "Let Me Know", com Chuck Norris (composição e guitarra), demais músicos não identificados. Gravada em Nova Iorque em 26 de fevereiro de 1953. Produção: Ahmet Ertegun

4) "It Hurts To Love Me", com Guitar Slim (guitarra e vocal), demais músicos não identificados. Gravada em Nova Iorque em 25 de fevereiro de 1957. Composição: Eddie Jones. Produção: Herb Abramson

5) "Down Through The Years", com Guitar Slim (guitarra e vocal), demais músicos não identificados. Gravada em Nova Iorque em março de 1956. Composição: Renald Richards. Produção: Herb Abramson

6) "Okie Dokie Stomp", com Cornell Dupree (guitarra), Richard Tee (teclados), Chuck Rainey (baixo), Bernard Purdie (bateria), Ralph McDonald (percussão), Ernie Royal e Joe Newman (trompetes), Garnett Brown (trombone), David Newman e Joe Farrell (sax tenor), Seldon Powell (sax barítono). Gravada em Nova Iorque em 20 de novembro de 1973. Arranjos de sopros: Richard Tee. Composição: Plummer Davis. Produção: Mark Myerson e Michael Cuscuna

7) "Blues Nocturne", com Cornell Dupree (guitarra), Richard Tee (teclados), Chuck Rainey (baixo), Bernard Purdie (bateria), Ralph McDonald (percussão), Ernie Royal e Jon Faddis (trompetes), Garnett Brown (trombone), Trevor Koehler (sax barítono), Seldon Powell (sax tenor). Gravada em Nova Iorque em 20 de novembro de 1973. Arranjos de sopros: Chuck Rainey. Composição: Curtis Ousley. Produção: Mark Myerson e Michael Cuscuna

Disco 2


Lado C

1) "TV Mama", com Big Joe Turner  (vocal), Sonny Cohn (trompete), Grady Jackson (sax ternor), Mack Easton (sax barítono), Johnny Jones (piano), Elmore James (guitarra), Jimmy Richardson (baixo), Red Saunders (bateria). Gravada em Chicago em 7 de outubro de 1953. Composição: Lou Willie Turner. Produção: Ahmet Ertegun e Jerry Wexler

2) "Reconsider Baby", com Al King (vocal), Johnny Heartsman (guitarra), demais músicos não identificados. Gravada em Los Angeles em 30 de março de 1964. Composição: Lowell Fulson. Produção: Johnny Heartsman e Ron Badger

3) "Midnight Midnight", com Mickey Baker (composição e guitarra líder), Everett Barksdale (guitarra rítmica), Herman Foster (piano), Abie Baker (baixo), Sticks Evans (bateria). Gravada em Nova Iorque em 4 de junho de 1959. Produção: Nesuhi Ertegun

4) "I Smell Trouble", com Tina Turner (vocal), Ike Turner (guitarra), demais músicos não identificados. Gravada em Acra (Gana), em 6 de março de 1971. Composição: Don Robey. Produção: Tom Dowd

5) "Why I Sing The Blues", com B.B. King (composição, guitarra e vocal), Ed Rowe (trompete), Joseph Burton (trombone), Earl Turbinton (sax alto), Bobby Forte (sax tenor), Louis Hubert (sax barítono), Ron Levy (piano), Milton Hopkins (guitarra), Wilbert Freeman (baixo), Sonny Freeman (bateria). Gravada em Porto Rico em abril de 1972. Produção: Tunc Erim

Lado D

1) "Crosscut Saw", com Albert King (guitarra e vocal), Booker T. Jones (teclados), Duck Dunn (baixo), Al Jackson (bateria). Gravado em Memphis em 2 de novembro de 1966. Composição:  R.G. Fond. Produção: Stax Staff.

2) "Born Under A Bad Sign", com Albert King (guitarra e vocal), Booker T. Jones (teclados), Duck Dunn (baixo), Al Jackson (bateria), The Memphis Horns (sopros). Gravada em Memphis em 1967. Composição: Jones & Bell. Produção: Stax Staff

3) "Shake For Me", com John Hammond Jr (guitarra), Duane Allman e Eddie Hinton (guitarras), Barry Beckett (teclados), David Hood (baixo), Roger Hawkins (bateria). Gravada em Muscle Shoals, Alabama, em 21 de novembro de 1969. Composição: Willie Dixon. Produção: John Hammond Jr e Marlin Greene

4)  "Flood Down In Texas", com Stevie Ray Vaughan (guitarra e vocal), Tommy Shannon (baixo), Chris Layton (bateria). Gravada em Montreaux (Suíça), em 17 de julho de 1982. Composição: Joseph W. Scott e Larry C. Davis. Produção: Philippe Rault



O disco na íntegra não está disponibilizado em plataformas como Spotify, Amazon Music e Deezer, apenas em playlists, e ainda incompletas (se alguém achar em alguma outra plataforma, cartas à redação). No YouTube Music tem o disco na íntegra, também na forma de playlist.

No YouTube, encontrei uma reprodução completa, mas está identificada errado, como "Atlantic Blues: Chicago (Guitar CD 2)" - uma salada mista (rs). Veja abaixo:



terça-feira, 10 de junho de 2025

Morre Sly Stone, lenda da black music

Divulgação

O músico, compositor e produtor americano Sly Stone, nascido Sylvester Stewart em 15 de março de 1943, em Dallas, Texas, morreu nesta segunda-feira, 9 de junho de 2025, aos 82 anos, vítima de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

Ele é mais conhecido por liderar a banda Sly & the Family Stone, uma das principais forças por trás do desenvolvimento do funk nos anos 1960 e 1970.

Sly Stone cresceu em uma família profundamente religiosa em Vallejo, Califórnia, onde começou a desenvolver suas habilidades musicais desde cedo. Ele tocava vários instrumentos, incluindo guitarra, baixo e bateria, e formou sua primeira banda, The Stewart Four, com seus irmãos e irmãs, cantando música gospel.

A banda Sly & the Family Stone foi formada em San Francisco e se tornou conhecida por sua mistura única de funk, soul, rock e psicodelia.

Com membros de diferentes raças e sexos, a banda foi uma das primeiras a alcançar sucesso mainstream com uma formação multirracial.

Alguns de seus sucessos mais famosos incluem "Dance to the Music", "Everyday People" e "Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)".

Sly Stone foi uma figura influente na música popular, e seu trabalho teve um impacto duradouro no desenvolvimento do funk e do rock. Ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 1993 e ocupou o 43º lugar na lista dos 100 Maiores Artistas da Revista Rolling Stone.

Abaixo, apresentação da banda no programa Midnight Special em 9 de agosto de 1974

domingo, 9 de fevereiro de 2025

The Supremes

The Primettes: Betty, Mary, Diana e Florence

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


O The Supremes surgiu quando Mary Wilson (1944-2021) se uniu à amiga Florence Ballard (1943-1976) no finalzinho dos anos 1950 com o intuito de montar, em Detroit (Michigan), um grupo vocal, do qual também faziam parte Barbara Martin (1943–2020) e Betty Travis (1941–2008), que logo saiu dando lugar a Diana Ross (1944-).

O quarteto começou como backing vocal do The Primes, daí serem conhecidas como Primettes. O The Primes chegou à Motown em 1960 e, com remanescentes de outro grupo de Detroit, o The Distants, virou Temptations.

As meninas, porém, foram rejeitadas pela gravadora famosa por investir em black music, mas acabaram sendo contratadas pelo selo Lu Pine, fazendo backing vocals para artistas como Eddie Floyd (1937) e Wilson Pickett (1941-2006)

Gravaram dois singles para esta gravadora, ambos com Mary como vocalista principal, mas sem grande repercussão.

Finalmente acabaram sendo contratadas pela Motown em 15 de janeiro de 1961, rebatizadas como The Supremes.

O primeiro single para o selo Tamla da gravadora de Detroit, "I Want a Guy" (Freddie Gorman, Berry Gordy Jr. e Brian Holland), saiu no final de 1961.

Barbara saiu logo depois dessa gravação e o agora trio colocou Diana como voz principal.

Em 1964, o trio grava "When The Lovelight Starts Shining Through His Eyes" (Lamont Dozier, Brian e Eddie Holland), que atinge o 23º lugar na parada pop americana.

Mas foi com "Where Did Our Love Go", do mesmo trio de compositores, que as meninas chegam ao primeiro lugar na parada americana, feito que, até 1970, se repetirá outras 11 vezes.

Em 1967, Florence sai, insatisfeita com o protagonismo cada vez maior de Diana, tanto que o trio - agora com Cindy Birdsong (1939) em seu lugar, vira Diana Ross & The Supremes.

Diana sai em 1970 e segue carreia solo de muito sucesso. O trio ainda segue até 1977, com Mary, Cindy e Jean Terrel (1944).

Mary Wilson morreu em 8 de fevereiro de 2021, aos 76 anos, de causa não revelada.

Agradeço ao saudoso fera e colega Fabian Chacur (1961-2023) de cujo blog, Mondo Pop, capturei a maioria das informações aqui descritas.



domingo, 12 de janeiro de 2025

Soul Hyldon

Hyldon e banda no Sesc Santana. Foto: Carlos Mercuri
Para comemorar os 50 anos de lançamento de seu primeiro LP, "Na Rua, Na Chuva, na Fazenda" (lançado em 21 de fevereiro de 1975 pela Polydor, atual Universal), Hyldon se apresentou sexta, sábado e domingo (10, 11 e 12 de janeiro) no Sesc Santana, zona norte da cidade de São Paulo.

O show teve 7 (pelo menos no sábado, quando assisti ao show) canções do disco, das 16 que ele tocou com sua banda formada por Guinho Tavares (guitarras e vocal), Zé Maria e Diogo Gomes (sopros), Rafael Oliveira (bateria), Rafael Garrafa (contrabaixo) e Márcio Pombo (teclados).

O disco de estreia tem nada mais nada menos que "Na Sombra de Uma Árvore", "Acontecimento", "As Dores do Mundo" e a faixa-título - também conhecida como "Casinha de Sapé" -, hits até hoje celebrados e regravados por figurões como Kid Abelha e Jota Quest. Hyldon toca ainda algumas de suas parcerias, como "I Don't Know What to Do With Myself", com Tim Maia, e "Baile Black", com Mano Brown.

Tim Maia, morto em 1998, é homenageado ainda com "Primavera", de Cassiano e Silvio Rochael, e "Velho Camarada" (Augusto César), gravado pelos dois mais Fabio, pseudônimo do paraguaio Juan Senon Rolón, outro dos precursores da soul music brasileira.

Cassiano, que morreu em 2021, é lembrado ainda com trecho de "A Lua e Eu" (Hyldon para de cantar antes do verso 'Estou ficando velho e acabado' - 'precisa manter a autoestima', diz) e "Coleção", ambas do paraibano com o carioca Paulo Zdanowski (Paul Zdan, morto em 2023).

Setlist (11/01/25)

1) Na Sombra de Uma Árvore *

2) Guitarras, Violinos E Instrumentos De Samba *

3) Acontecimento *

4) Sábado e Domingo (Hyldon, Nenem) *

5) Vamos Passear de Bicicleta *

6) Velho Camarada (Augusto César)

7) Primavera (Cassiano e Silvio Rochael)

8) A Lua e Eu (Cassiano e Paulo Zdanowski)

9) Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski)

10) I Don't Know What to Do With Myself (Tim Maia, Hyldon)

11) As Dores do Mundo *

12) Estão Dizendo Por Aí

13) Baile Black (Mano Brown, Hyldon)

14) Três éguas, um jumento e uma vaca

15) Homem Pássaro

16) Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda *


(*) Canções do álbum "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda"
Todas as canções de Hyldon, exceto as indicadas