O Barquinho Cultural

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terça-feira, 10 de junho de 2025

Morre Sly Stone, lenda da black music

Divulgação

O músico, compositor e produtor americano Sly Stone, nascido Sylvester Stewart em 15 de março de 1943, em Dallas, Texas, morreu nesta segunda-feira, 9 de junho de 2025, aos 82 anos, vítima de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

Ele é mais conhecido por liderar a banda Sly & the Family Stone, uma das principais forças por trás do desenvolvimento do funk nos anos 1960 e 1970.

Sly Stone cresceu em uma família profundamente religiosa em Vallejo, Califórnia, onde começou a desenvolver suas habilidades musicais desde cedo. Ele tocava vários instrumentos, incluindo guitarra, baixo e bateria, e formou sua primeira banda, The Stewart Four, com seus irmãos e irmãs, cantando música gospel.

A banda Sly & the Family Stone foi formada em San Francisco e se tornou conhecida por sua mistura única de funk, soul, rock e psicodelia.

Com membros de diferentes raças e sexos, a banda foi uma das primeiras a alcançar sucesso mainstream com uma formação multirracial.

Alguns de seus sucessos mais famosos incluem "Dance to the Music", "Everyday People" e "Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)".

Sly Stone foi uma figura influente na música popular, e seu trabalho teve um impacto duradouro no desenvolvimento do funk e do rock. Ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 1993 e ocupou o 43º lugar na lista dos 100 Maiores Artistas da Revista Rolling Stone.

Abaixo, apresentação da banda no programa Midnight Special em 9 de agosto de 1974

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Ray Charles


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.


"Hit the Road Jack" é uma composição de Percy Mayfield gravada por Ray Charles em 1961. Alcançou o 1º lugar nas paradas em outubro desse ano, lá permanecendo por duas semanas.

É uma mistura de soul, pop, rock, jazz e gospel com um suingue todo especial, resultado do cinismo do intérprete e a resposta irada da "Raellete" Margie Hendrix, namorada que chegou a ter um filho com o pianista.

O título da música é uma expressão idiomática em inglês que significa, em bom português, "se manda, cara" e, por isso, correu um boato de que fora executada pela banda do Exército dos EUA durante a posse de Joe Biden, em 2021, referindo-se, claro, à ida para casa de Trump... mas é fake news, não tocaram, não (que pena, mas fica a dica aí para 2028... ou antes...).

Charles levou o Grammy de melhor disco de rhytm and blues masculino em 1961 por ela.



sábado, 24 de março de 2018

Alê Vianna faz crônicas da cidade em seu primeiro trabalho solo, “Graxa”


Músico apresenta disco neste sábado, 24, no Sesc Belenzinho, com participações de Zé Geraldo e Bruno Kayapy

Alê homenageia trabalhador da arte no primeiro disco; Foto: Felipe Cretella
O músico paulistano Alê Vianna, integrante da banda Mojito Experience, com 15 anos de estrada, resolveu entrar de cabeça na carreira individual e lança seu primeiro trabalho solo, “Graxa”, com o qual busca um caminho mais profissional. No disco, a ser lançado em breve nas plataformas digitais, Alê canta temas variados, em alguns momentos falando de amor, em outros de política, mas em essência trazendo crônicas da cidade de São Paulo, seus personagens, suas histórias. O título do disco refere-se ao trabalhador da arte. “É um trabalhador falando sobre diversos temas”, define.

O Mojito, conta, foi formado em 2002, quando estudava Publicidade e Propaganda no Mackenzie, no começo como uma brincadeira, “que foi ficando cada vez mais séria”. O primeiro EP da banda só veio em 2012, “Descendo a Augusta”, e desde então vem gravando um disco a cada dois anos – depois vieram “DemoRito” e “DemoRoll” e agora, no início do ano, “Vivo em Sampa”. Alê passou a trabalhar como técnico de som, atuando com vários músicos, e sempre compondo. “Como na banda somos cinco, sempre sobrava muito material, que resolvi juntar e lançar em um trabalho solo”, explica. Ele acrescenta que decidiu seguir em frente porque os companheiros de banda têm outras profissões e acabam não podendo se dedicar integralmente ao projeto.

O disco é totalmente independente, autoral, produzido com o apoio de muita gente. “Gravamos com a ajuda de outros técnicos, os músicos também cederam seu talento investindo no projeto, muitas vezes sem receber. Estamos fazendo o trabalho de uma maneira artesanal, eu mesmo fiz a parte de gráfica, de arte, fotografia, vídeo, edição, mixagem, masterização, sem apoio de gravadora, sem financiamento de projeto cultural, um disco independente mesmo”, define.

As 12 músicas do disco seguem o caminho do Mojito, “um trabalho pop-rock, sob influência das bandas dos anos 90, como O Rappa, Gabriel O Pensador; do rock nacional, como Paralamas, Titãs, e da galera da MPB, como Gilberto Gil, Novos Baianos…”, adianta. Entre as colaborações na produção de ”Graxa” ele destaca Flávio Decaroli, “um baita de um técnico, sócio do Mingau, do Utraje a Rigor, que também deu uma força, gravou o baixo, gravamos no estúdio deles; a bateria quem gravou foi o Mário Fabre, atual batera do Titãs, enfim, um time bem de peso, o disco tem uma roupagem bem rock and roll”. A direção musical é do Fernando Kabello, que também, colaborou nos arranjos.

Como cronista da cidade de São Paulo, ele vê a cidade como um fenômeno. “Por sua dimensão, ela proporciona muitos encontros, e desses encontros tiro a inspiração para fazer as minhas músicas, a gente vive numa cidade que é feita por pessoas que vieram de fora desde sempre e isso enriquece, não precisa ir para fora para ter contato com diversas culturas”, conta. “Nos anos 90, 2000, frequentei muito forró, tive contato com essa música, contato com diversas pessoas diferentes andando no metrô, diversas histórias, de casais, personagens, muitas músicas que falam de minha própria experiência. A cidade como esse porto: tem músicas como ‘Sinais’, parceira com Tadeu Renato, dramaturgo, feita para uma peça de teatro, em que falam sobre a construção da cidade de São Paulo. Ela tem uma cadência que lembra o fado, faz referência a outros ritmos, para dar um tempero e contar essas histórias.”

O cantor e compositor Zé Geraldo divide os vocais na faixa “Cumpadi” (assista ao make of abaixo), na qual ainda colaborou com um poema que fecha a canção. Alê conta que trabalha há seis anos com Zé Geraldo, como técnico de som, viajando pelo país, e acabaram criando laços e sendo amigos. “Durante muito tempo tive vergonha de mostras minhas músicas para ele e de um tempo para cá estreitamos os laços, mostrei as músicas para ele, que gostou, e surgiu a ideia de convidá-lo para cantar na música ‘Cumpadi’, que é uma música bem humorada, de amor, que achei que tinha a cara do Zé, é tipo um ‘Xote das Meninas’ (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) versão masculina: o cara não sabe o que está se passando com ele, fala com o compadre, que sugere que ele vá ao doutor, que diz que isso aí é amor”, afirma.




O guitarrista Bruno Kayapy, do Macaco Bong (banda de Cuiabá), toca na faixa “Bota Fogo”. “No ano passado, soube que a banda estava com um espaço em SP chamado Pico do Macaco, eles estavam organizando show cases, a gente inscrevia a banda por meio de uma planilha, escolhia a data, levava seu público, cobrava quanto quisesse, e marcamos um show do Mojito lá. Aí conheci o Bruno, começamos a trabalhar juntos, comecei a fazer a produção do Macaco Bong e convidei o Bruno para gravar  uma faixa, a ‘Bota Fogo’, que fiz durante as manifestações de 2013”, lembra.

“Um dia invadiram o Congresso em Brasília, e eu estava lá fazendo um show com o Zé na época da Copa da Confederações e lembro do Datena gritando quando tiveram as manifestações 'seus vagabundos' e fiz um refrão que diz 'prende o vagabundo, bota fogo no Congresso, sobe a audiência da TV' e o Bruno colocou a guitarra nesse som, que fala sobre o direito de se manifestar, de todo mundo falar o que pensa… Ela também é um apelo para a gente olhar um pouco mais o meio ambiente, a natureza, o ser humano conviver melhor entre eles, talvez a música mais política do disco”, acrescenta.

A respeito do momento politico atual, Alê enxerga “um cenário muito triste”. “A classe política pensa só nos próprios interesses, a gente sofreu um golpe muito duro, tirar uma presidente que foi eleita pelo voto, por um Congresso que a cada dia que passa demonstra que os interesses são sempre ligados ao capital, aos interesses individuais, das empresas, nunca os do povo. A gente agora vai ter uma eleição, mas acho que existe um controle da narrativa, acho a situação bem delicada, muito difícil ser artista neste momento”, lamenta, citando o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, no dia 14 de março, no Rio. “”ue tristeza, aonde a gente está chegando? Iindependentemente de ideologia política, uma representante eleita pelo povo sendo assassinada, uma coisa sem sentido, parece que a gente estava indo para um caminho e agora parece que estamos voltando para a idade média, é uma coisa assustadora.”

Show

Para o show deste sábado, 24 de março, no Sesc Belenzinho, Alê estará acompanhado de Fernando Kabello, que assina a direção e também estará no palco tocando guitarra, violão e bandolim; CarneiroSândalo (bateria) e Hamilton Attan Rodrigues (baixo), além de Zé Geraldo e Bruno em participações especiais. No show também serão apresentadas músicas marcantes do Mojito Experience, como “Hortelã” e “Horário Eleitoral”. A apresentação será às 21h na Comedoria, com ingressos a R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena). O Sesc Belenzinho fica na rua Padre Adelino, 1.000, em São Paulo.



Alê Vianna nas redes sociais:

Instagram: @aleviannasolo

Facebook: Alê Vianna

Youtube: Alê Vianna

Twitter: @AleVianna

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vinicius Lopps: A música que toca na alma


Formado em canto na Escola Técnica de Artes de São Paulo, Vinicius Lopps é mineiro de Curvelo, um apaixonado por música e principalmente pela arte. Um grande propagador da música popular brasileira contemporânea.
Mineiro, Vini escolheu SP para viver (foto: Priscila Visconti)

Começou a cantar ainda na infância, quando ganhou seu primeiro violão. Na adolescência, Vinicius se profissionalizou e foi realizar apresentações em festas escolares e nos intervalos das aulas. Além disso, foi neste período que o músico começou a pôr suas ideias no papel e compor suas próprias letras.

Iniciando a fase adulta, viajou a São Paulo de férias e percebeu que era naquela cidade que ele queria firmar sua carreira, sua música e sua vida. Então, pegou as malas e veio de mudança para a grande metrópole.

Ao chegar à capital paulista, Vinicius teve que ralar para conquistar seu espaço, foi estudar e tocar na noite.

Um artista independente que sempre lutou pelos seus objetivos. Tocando na noite paulistana, ele propaga seu som e trilha seu caminho, numa jornada tão árdua, mas prazerosa e exitosa.

Suas principais influências são bandas e artistas da nata do pop-rock nacional, como Charlie Brown Jr., Raimundos, Nenhum de Nós, Legião Urbana, entre outros.

Vinicius, com sua voz rouca e imponente, potencializa qualquer tipo de música que canta. Sempre buscando o novo, o músico nunca para de estudar e absorver conhecimento e cultura para sua vida pessoal e profissional.

Um músico que canta com a alma, e sempre visa o positivismo e a determinação de que a arte é maior que tudo, ultrapassa fronteiras e que nada pode barrá-la, pois, quando produzida com amor, chega diretamente ao coração dos mais sensíveis e verdadeiros. Sempre com criatividade e identidade própria, ele divide sua essência com os ouvintes mais seletos da música popular brasileira e internacional.

Ouça abaixo a canção “Rua”, uma composição do próprio Vini:




Para conhecer mais sobre o trabalho deste artista nato, acesse sua página oficial no Facebook ou assista a seus vídeos em seu canal no Youtube.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PrásKbças Music: Um som cabeça que toca na alma

Trio se conheceu em um curso de canto (foto: Divulgação)
Eles se conheceram através da Etec de Artes, em São Paulo, fazendo curso de canto, uma paixão para o trio PrásKbças Music, que desde antes de se encontrarem já tocavam na noite paulistana, em bares, festas e eventos.

Vinicius Lopps, Larissa Rodrigues e David Katter sabiam que não era só a escola que os tornaria amigos, mas também uma parceria para lá de musical.

A banda se formou em meados de 2014, uma ideia do cantor, compositor e instrumentista Vinicius Lopps, que sempre sonhou em implantar e propagar o pop-rock com uma mistura de ritmos, como o soul, rap, funk e a MPB, que, junto com a Larissa e o David, pôde concretizar esse anseio.

Ainda no começo, a PrásKbças Music continua se apresentando em bares da capital paulista, e também nas ruas e esquinas, onde eles difundem mais do que seu som autoral, mas a essência do pop-rock nacional.

Os três, além de cantores e instrumentistas, são compositores e sempre buscam rimas e ritmos novos para formar sua própria identidade.

Recentemente, a banda convidou um amigo para fazer a percussão e comandar a bateria. Neto tocou com o trio num churrasco informal na casa da Larissa e a conexão com o grupo foi tão forte que eles resolveram convidá-lo para ingressar na banda.

A PrásKbças está em projeto de produção do seu primeiro álbum, mas, enquanto isso não acontece, eles continuam ensaiando e realizando apresentações nas ruas, praças, festas e onde mais o convidarem, para difundir sua música e compartilhar canções de qualidade aos ouvidos carentes do autêntico pop-rock, tão escasso em tempos atuais na sociedade.

Curta a fanpage da PrásKbças no Facebook.

Por: Patrícia Visconti, de O Barquinho Cultural



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