O Barquinho Cultural

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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Caco Velho

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

O porto-alegrense Mateus Nunes, o Caco Velho (1920-1971), conhecido como "o sambista infernal", foi um dos principais nomes das casas de show nas décadas de 1950 e 1960 no país, além de levar a cultura brasileira para países como França e Estados Unidos.

Contemporâneo de Lupicínio Rodrigues (1914-1974) e Túlio Piva (1915-1993), começou a carreira em 1932 tocando nas rádios gaúchas e logo se mudou para São Paulo.

O apelido foi-lhe dado por sempre cantar a canção "Caco Velho", de Ary Barroso (1903-1964) em suas apresentações.

Em São Paulo, tocou no Cassino OK. Em 1941, compôs com Mutt (Péricles Simões Pires, 1912-1954) o samba "Olá Como Vai o Senhor", gravado pelo grupo Os Pinguins na Odeon.

Em 1943, sua toada "Mãe Preta", dele e Antônio Amábile, o Piratini (1906-1953), foi gravada pelo Conjunto Tocantins na Continental.

Essa música acabou indo parar na Europa, sendo gravada em meados dos anos 1950 pelas portuguesas Maria da Conceição - com letra censurada, diz-se devido à censura da ditadura salazarista (1933-1974) - e Amália Rodrigues (1920-1999), com a letra e o título modificados, para "Barco Negro", de autoria de David Mourão-Ferreira (1927-1996), falando da separação de dois amantes, em vez de narrar o sofrimento de uma mãe escrava original.

A versão entrou no filme francês “Les Amants du Tâge” ('Os Amantes do Tejo'), de Henri Verneuil, lançado em 1955. De qualquer maneira, o crédito não lhe foi atribuído, levando-o a tomar satisfações e um acordo foi feito, chegando o gaúcho até a se apresentar posteriormente com a fadista em Portugal.

Em 1959, outra vez a música era-lhe roubada: o músico britânico George Melachrino (1909-1965) gravou uma versão instrumental de "Mãe Preta", com o nome "Barco Negro", no LP "Lisbon at Twilight", pela RCA, sem também lhe dar o crédito.

Em 1975, em seu primeiro LP solo, "Água do Céu - Pássaro", Ney Matogrosso grava a música, porém com a letra do português. (Resenha na coluna à direita.)

Em 1944, Caco Velho estreou em disco pela Odeon com os sambas "Briga de Gato", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins (1904-1980), e "Maria Caiu do Céu", de sua parceria com Nilo Silva (1910-1990).

Gravou nos anos seguintes diversos discos e, em 1955, foi com a orquestra de Georges Henri (1919-2017) para Paris, onde permaneceu até 1957 no cabaré La Macumba.

Quando retornou ao Brasil, abriu sua própria casa de shows em São Paulo, a Brazilian’s.

Em 1961, formou seu próprio conjunto e com ele gravou os sambas "Tem Que Ter Mulata" e "A Voz do Sangue", do compositor gaúcho Túlio Piva, pela Copacabana.

Por volta de 1966, foi para São Francisco (EUA), com o conjunto Brazilian's Bar, onde ficou até 1968, quando seguiu para Lisboa, apresentando-se em teatros, rádios e televisão.

De volta a São Paulo em 1970, abriu a casa noturna "Sem Nome Drink's".

O músico morreu aos 52 anos, em 1971, vítima de câncer no intestino. No mesmo ano, foi homenageado por Elis Regina (1945-1982) no programa Som Livre Exportação, da TV Globo. (Fontes: Nonada, Dicionário Cravo Albin da MPB, IMMuB, Jornal do Comércio.)



quinta-feira, 3 de abril de 2025

Monsueto


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Monsueto Campos de Menezes (1924-1973), que teve composições suas gravadas por bambas como Caetano Veloso, Martinho da Vila, MPB-4, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Alaíde Costa e, mais recentemente, Marisa Monte, teve em vida lançados apenas dois LPs, além de seis discos em 78 rotações e quatro compactos simples.

Nascido na favela do Morro do Pinto, na Gávea, Monsueto perdeu os pais aos três anos de idade e ficou sob a guarda da avó materna e depois de uma tia.

Aos 12 anos, teve de trabalhar na tinturaria de Francisco, o irmão mais velho. Depois que a pequena firma faliu, passou a fazer pequenos biscates.

Aos 15 anos, passou a frequentar quadras de escolas de samba para integrar a bateria de algumas delas; aos 17, torna-se baterista profissional em bailes de gafieira, cabarés e clubes de dança.

Após cumprir o serviço militar, se casa e monta sua própria tinturaria.

No fim dos anos 1940, ele continua a tocar bateria e divulga seus sambas junto à boemia que se reunia no entorno do Teatro João Caetano.

Deixa o negócio sob a administração da mulher e fez circular nas rodas de bambas sua primeira composição, "A Fonte Secou", escrita em parceria com Tufi Lauar e Marcléo, gravada em 1953 por Raul Moreno.

Caiu nas graças do produtor José Caribé da Rocha, que o apresentou a emissoras de rádio e de TV e intermediou sua contratação como baterista da orquestra de Nicolino Copia, o maestro Copinha, regente do Copacabana Palace.

Copinha, aliás, foi o responsável por traduzir em partituras as ideias e letras de Monsueto.

No carnaval de 1952, Linda Batista emplaca o primeiro grande sucesso de Monsueto, "Me Deixe em Paz", escrito em parceria com Aírton Amorim.

Em 1955, Marlene grava o clássico "Mora na Filosofia". Depois de um período de trabalhos para Herivelto Martins, liderando conjunto formado por batuqueiros, cantoras e cabrochas, Monsueto lança em 1962, pela Odeon, seu primeiro LP, "Mora na Filosofia dos Sambas de Monsueto".

O cantor e compositor também atuou em humorísticos da TV - como o "Noites Cariocas", na TV Rio, em 1959, e ainda se tornou pintor, chegando a pintar quase mil telas.

Monsueto também atuou como ator em 14 filmes – dez brasileiros, três argentinos e um italiano. O último, "O Forte", de Olney São Paulo, não chegou a concluir as filmagens, rodadas na Bahia.

Com câncer no fígado, Monsueto sofreu um mal-súbito em 17 de fevereiro de 1973, quando estava no set de filmagens, em Salvador. Teve, com três diferentes parceiras, seis filhos.

"Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo", dele e José Batista, saiu no lado B de um 78 rpm pela Odeon, com "Ajudai O Próximo" (só dele) no lado A.

O samba também seria gravado no ano seguinte, fechando seu primeiro LP. (Fontes: Show Livre, Dicionário Cravo Albin da MPB, IMMuB.)


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Carlos Lyra

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

1961 marca o início da parceira entre Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.

Só neste LP lançado nesse ano, que leva apenas o nome do cantor e compositor nascido Carlos Eduardo Lyra Barbosa em 11 de maio de 1933 ou 1939 (nem seu site oficial esclarece), pela Philips, há quatro composições da dupla: "Coisa Mais Linda", "Você e Eu", "Primeira Namorada" e "Nada Como Ter Amor".

Segundo ele próprio conta, "desde criança apaixonei-me pelo cinema e ainda mais pelos musicais (...) Tocava em meu piano de brinquedo e em uma harmônica de boca, mas foi quando servi ao Exército, ao quebrar a perna vencendo um campeonato de salto em distância que, imobilizado, fui contemplado por minha mãe com um violão e aproveitei as aulas de meu vizinho, Garoto (Aníbal Augusto Sardinha - 1915-1955)."

Compôs sua primeira música, "Quando Chegares", em 1954, mesmo ano em que escreveu "Menina", que viria a ser gravada ano seguinte por Sylvinha Telles (1934-1966), mas antes defendida por Geraldo Vandré (1935-) que à época assinava Carlos Dias, no I Festival da Canção, realizado pela TV Rio.

À essa época, já estabelecera contato com os músicos que criariam o que veio a ser conhecido como "bossa nova": além de Sylvinha, João Gilberto (1931-2019), Lúcio Alves (1927-1993), Luiz Eça (1936-1992), João Donato (1934-2023) e outros à volta do piano de Johnny Alf (1929-2010).

Ainda em 1961, fundou, com Oduvaldo Viana Filho (1936-1974), Ferreira Gullar (1930-2016), Leon Hirszman (1937-1987) e Carlos Estevam Martins (1934-2009), o Centro Popular de Cultura da UNE (CPC), atuando também como diretor musical da entidade.

Escreve para peças e filmes e se apresenta em Nova York, em 1962, na lendária apresentação dos bossa-novistas no Carnegie Hall.

Distanciando-se da temática "sorriso e a flor" da bossa nova, passa a compor músicas mais engajadas, e, com a barra pesada pós-1964, autoexila-se no exterior, só voltando em 1971.

Tem um disco censurado em 1974, "Herói do Medo" e volta aos EUA, onde fica mais dois anos.

Escreveu trilhas variadas nos anos seguintes. Em 1984, realizou o show "25 Anos de Bossa Nova". Fez inúmeras excursões solo e com parceiros pelo exterior, além de vários discos, além de alguns livros.

Morreu em 16 de dezembro de 2023.


terça-feira, 1 de abril de 2025

Jocy de Oliveira

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

A paranaense de Curitiba Jocy de Oliveira Carvalho (1936-) é uma compositora, pianista e escritora brasileira. Estudou piano em São Paulo e em Paris.

Estreou como solista com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo em 1952. Recebeu o título de “Master of Arts” pela Washington University, em St. Louis, Missouri.

É sucessora do maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996), com quem foi casada, na cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Música (ABM).

Apresentou várias primeiras audições de compositores que a ela dedicaram obras, como Olivier Messiaen (1908-1992), Iánnis Xenákis (1922-2001), Luciano Berio (1925-2003), Lukas Foss (1922-2009), Cláudio Santoro (1919-1989) e John Cage (1912-1992).

Gravou 25 discos no Brasil e no exterior.

Mais conhecida por seu trabalho erudito e suas óperas, em 1961 lança, pela Copacabana, o LP "A Música Século XX de Jocy", no qual relê a recém-criada bossa nova e o samba de maneira totalmente vanguardística e inovadora.

Em 1961 ainda, apresentou sua primeira obra eletroacústica multimídia, "Apague Meu Spotlight", com participação da atriz Fernanda Montenegro (1929-), nos teatros municipais de São Paulo e Rio de Janeiro, ópera composta em parceria com Berio, sendo pioneira no desenvolvimento de um trabalho multimídia no Brasil envolvendo música, teatro, instalações, texto e vídeo.

É também autora de cinco livros publicados no Brasil , EUA e França.

Em seu trabalho como compositora, dedicou-se em especial ao universo do teatro musical, com peças como "Fata Morgana", "As Malibrans" e "Kseni – A Estrangeira", que tratam, entre outros temas, da questão feminina, central em sua produção.

Nos últimos anos, criou os espetáculos "Berio Sem Censura" e "Revisitando Stravinsky", no qual relembra sua própria trajetória e, por meio dela, a música do século XX.

Seu trabalho mais recente, o filme "Liquid Voices – A História de Mathilda Segalescu" (2020), está disponível na Amazon Prime. (Fontes: Site oficial, ABM, Woodstock Sound, Concerto.)


domingo, 30 de março de 2025

Patsy Cline


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Patsy Cline (1932-1963) foi uma cantora norte-americana de música country. Seu nome de batismo era Virginia Patterson Hensley, nascida em Winchester, na Virgínia.

Assinou seu primeiro contrato como cantora country em 1953 e, apesar de sua vida curta, tornou-se uma das intérpretes mais influentes da história da música popular norte-americana.

Ela ajudou a quebrar a barreira de gênero neste gênero musical, em grande parte graças à sua voz suave e emotiva.

O pai de Cline, Samuel, era ferreiro. Sua mãe, Hilda, tinha apenas 16 anos quando se casou com Samuel, 25 anos mais velho que ela. O casal teve três filhos antes de se separarem, com Hilda se tornando costureira para sustentar sua família.

Cline aprendeu sozinha a tocar piano por volta dos 8 anos de idade. Mais tarde, ela descobriu sua paixão por cantar. Quando tinha 16 anos, Cline largou a escola para ir trabalhar para ajudar a família. Teve diversos empregos.

Em seu tempo livre, Cline começou sua carreira de cantora. Ela se apresentou em estações de rádio locais e entrou em inúmeros concursos de canto.

Seu primeiro sucesso foi "Walkin' After Midnight" (1957), escrito por Don Hecht e Alan Block. Embora tenha começado a carreira gravando rockabilly, sua voz combinava mais com os sucessos pop/country.

Outros de seus hits foram "Crazy" (Willie Nelson), "She's Got You" (Hank Cochran) e "I Fall To Pieces" (Hank Cochran e Harlan Howard), este lançado em 1961.

Cline morreu em um acidente de avião em Camden, Tennessee, aos 30 anos. No avião com ela estavam outras figuras conhecidas do country na época, como Hawkshaw Hawkins (1921-1963), Randy Hughes (1928-1963) e Cowboy Copas (1913-1963). Hughes, então namorado e empresário de Cline, era o piloto do avião.

"I Fall to Pieces", gravada na primeira sessão em que Cline teve liberdade de cantar o que quisesse, foi o ponto de virada em sua carreira.

Alcançando o número um nas paradas country e o número 12 no pop, foi o primeiro de vários crossovers country-pop que ela iria desfrutar nos anos seguintes.

Embora seu ímpeto comercial tenha diminuído um pouco nos anos seguintes, ela ainda estava no topo quando morreu. (Fontes: Rolling Stone, Biography, All Music)


sábado, 29 de março de 2025

Judy Garland

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 10 de julho de 1961, a Capitol lançou o LP duplo "Judy At Carnegie Hall", registro do concerto de Judy Garland na casa de espetáculos de Nova York realizado na noite de 23 de abril daquele ano.

O disco ganhou o Grammy de Álbum do Ano (de música popular), fazendo de Garland a primeira mulher a ganhar o prêmio. O álbum arrematou ainda os prêmios de Melhor Performance Vocal Feminina, Melhor Engenharia de Som (para o engenheiro Robert Arnold) e Melhor Capa (para o diretor Kim Silke).

Em 2003, a Biblioteca do Congresso dos EUA considerou o álbum "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" e o selecionou para preservação no Registro Nacional de Gravações, um programa nacional para proteger o patrimônio de gravações sonoras do país.

Judy Garland, nascida Frances Ethel Gumm (1922-1969), foi uma atriz, cantora, dançarina e artista de vaudeville estadunidense, considerada por muitos uma das principais estrelas cantoras da era de ouro dos musicais de Hollywood .

Em 1940, recebeu o Oscar Juvenil por sua atuação em "The Wizard of Oz" (no Brasil, 'O Mágico de Oz', de Victor Fleming, 1939) e "Babes in Arms" ('Sangue de Artista', Busby Berkeley, 1939).

Vinda de uma família de artistas de teatro, Judy e as irmãs - Mary Jane e Dorothy Virginia - formaram um grupo de dança, o The Gumm Sisters, e estrearam no cinema em 1928.

Em 1934, trocaram o nome do grupo para The Garland Sisters, quando Frances também passou a assinar Judy.

A escolha de Garland é controversa. O grupo se desfez em 1935 com o casamento de uma das irmãs, mesmo ano em que Judy fez sua estreia profissional como cantora, em um programa de rádio, e em que assinou com a MGM.

Atuou em papeis pequenos até contracenar como protagonista com Mickey Rooney (1920-2014) em "Baby in Arms", e ainda estrelou com Mickey mais cinco filmes.

Em 1938, aos 16 anos, Judy conseguiu o papel principal de Dorothy Gale em "O Mágico de Oz", em que ela cantou a música com a qual ela sempre seria identificada, "Over the Rainbow" (Harold Arlen e Yip Harburg).

A garota chegava a trabalhar 18 horas diárias, para conseguir finalizar rapidamente suas diversas cenas. Sua mãe e os diretores lhe davam anfetaminas para que ela não dormisse e tivesse disposição para finalizar as filmagens, o que arruinou sua saúde física e psicológica com os anos.

Seguiu em ritmo frenético de trabalho, e sofria tanto assédio sexual como críticas por sua aparência, desenvolvendo depressão, o que, somado a decepções amorosas, fez que tentasse o suicídio algumas vezes.

Foi forçada a abortar em sua primeira gravidez, "para não atrapalhar a carreira", desenvolveu anorexia pela pressão para emagrecer. Deu à luz Liza Minnelli, de seu casamento com Vincent Minnelli (1903-1986), em 1946.

No ano seguinte, foi internada com colapso nervoso, pelo excesso de trabalho e abuso de antidepressivos. Tentou novamente o suicídio. Recuperada, fez mais quatro filmes para a MGM, mas sua saúde agravou-se e deixou outras filmagens incompletas, sendo suspensa pelo estúdio.

Em 1951, passou a apresentar-se em teatros e casou-se com Sidney Luft (1915-2015), com quem teve dois filhos, Lorna (1952-) e Joey (1955-).

Voltou ao cinema em 1952, estrelando, em 1954, o remake de "A Star is Born" ('Nasce uma Estrela', de George Cukor) para a Warner Bros.

Estrelou outros filmes, com indicações para o Oscar, e atuou em vários programas de televisão, além de montagens de shows em Las Vegas.

Em 1962, teve seu próprio programa na CBS, "The Judy Garland Show", que durou, no entanto apenas uma temporada.

Com cirrose hepática e arruinada financeiramente, divorciou-se de Sidney, alegando maus-tratos, e voltou a se apresentar nos palcos, inclusive com a filha Liza, então com 18 anos, em Londres, em 1964.

Em 1967, foi escalada pela 20th Century Fox para um filme, mas, com excesso de faltas, acabou demitida.

Voltou aos espetáculos com os filhos, mas, em janeiro de 1969, sua saúde estava se deteriorando, vindo a morrer em 22 de junho.


sexta-feira, 28 de março de 2025

Everly Brothers

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 1961, os irmãos Don (1937-2021) e Phil (1939-2014) Everly, The Everly Brothers, lançaram três singles pela Warner Bros, com quem assinaram no início dos anos 1960, após três anos bem-sucedidos na Cadence, onde emplacaram o primeiro grande sucesso deles, "Bye Bye Love" - uma canção do casal Felice e Boudleaux Bryant que havia sido rejeitada por 30 selos antes.

"Walk Right Back" (Sonny Curtis), "Tempation" (Nacio Herb Brown e Arthur Freede) e "Don't Blame Me" (Jimmy McHugh e Dorothy Fields) não chegaram ao topo das paradas nos EUA, mas fizeram sucesso no Reino Unido, onde dois futuros astros os adoravam: John Lennon (1940-1980) e Paul McCartney (1942-).

Lennon, aliás, disse que a harmonia vocal de "Please Please Me" foi inspirada na de "Cathy's Clown", composição dos irmãos que estourou nos EUA e na Inglaterra em 1960.

Filhos de um mineiro de carvão no Kentucky, os irmãos começaram a se apresentar na escola. Quando a família se mudou para Iowa, eles tinham um programa de rádio (o pai deles, Ike, também era cantor).

Quando chegaram à adolescência, os irmãos se mudaram para Nashville, onde, em 1956, gravaram um single na Columbia, "Keep A-Lovin' Me", de Don, fracasso de vendas.

Demitidos da gravadora, ficaram um tempo ao léu até serem contratados pela Cadence, onde, além de "Bye Bye Love", emplacaram também hits como "Wake Up Little Susie", também dos Bryant, que ainda lhe renderam os sucessos "All I Have to Do Is Dream", "Bird Dog" e "Problems".

Em 1961, eles se alistaram na reserva do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e ficaram fora de cena por um tempo.

No final da década de 1960, os irmãos retornaram ao country rock, e seu álbum de 1968, "Roots", foi aclamado por alguns críticos como "um dos melhores álbuns country-rock".

Mas já não alcançavam o sucesso de antes e perderam o contrato com a Warner, além de se viciarem em drogas.

Em 1973 a dupla se separou e os irmãos seguiram carreiras solo. Voltaram a se reunir no palco dez anos depois e gravaram alguns discos nos anos 1980.

Os últimos grandes shows dos irmãos ocorreram em meados dos anos 1990, quando eles se juntaram para abrir para Simon & Garfunkel na turnê Old Friends.

Phil morreu em 3 de janeiro de 2014, aos 74 anos, de complicações pulmonares. Após a morte de seu irmão, Don fez aparições públicas ocasionais, incluindo se juntar a Paul Simon no palco para cantar "Bye Bye Love" na turnê de Simon em 2018. Em 21 de agosto de 2021, Don morreu de ataque cardíaco em sua casa em Nashville, aos 84 anos.



quinta-feira, 27 de março de 2025

Exodus


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

A trilha sonora do filme "Exodus", dirigido por Otto Preminger (1905-1986) e lançado em dezembro de 1960, foi composta pelo compositor nascido na Áustria Ernest Gold (1921-1999).

No filme, é executada pela Sinfônica de Londres. O trabalho rendeu a Gold o Oscar de melhor trilha sonora, Globo de Ouro e o Grammy de Canção do Ano, todos em 1961.

O filme, baseado no romance homônimo de Leon Uris (1924-2003) lançado em 1958, que conta a história de milhares de judeus sobreviventes do holocausto ou imigrantes que, em 1947, estavam em um navio que tentava entrar na Palestina, dando início aos eventos que resultaram na criação do moderno Estado de Israel.

O tema principal, "Exodus", após aparecer no filme, recebeu letra de Pat Boone (1934-) e foi gravado por muitos artistas em versões instrumentais e vocais, e também figurou em uma série de filmes e programas de televisão subsequentes.

Bob Marley (1945-1981) incorporou partes do tema em sua canção "Exodus", de seu álbum homônimo lançado em 1977.

Mas a versão mais popular foi uma instrumental da dupla Ferrante (Arthur Ferrante, 1921-2009) e Teicher ( Louis Teicher, 1924-2008), que alcançou o número 1 no US Cashbox Top 100 e o número 2 no Billboard Hot 100 em janeiro de 1961.

No Brasil, a letra recebeu versão de Almeida Rego e teve diversas gravações, entre as quais de Altemar Dutra (1940-1983), Luiz Cláudio (1935-2013) e Miltinho Rodrigues (1941-2021), entre outros.

Pela beleza da canção, seguem dois vídeos: da versão para o filme e da dupla de pianistas. (Fontes: Wikipédia, Billboard)



quarta-feira, 26 de março de 2025

Vinicius de Moraes


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em janeiro de 1961, o diplomata, poeta e letrista Vinicius de Moraes (1913-1980) estreava nos discos com sua própria voz. A obra inaugural foi um 78 rotações lançado pela Philips, em que o Poetinha cantava, com acompanhamento de conjunto e coro, dois sambas de sua autoria, em parceria com Tom Jobim.

No lado A, “Lamento no Morro”, composição dos dois para a peça “Orfeu da Conceição”, marco inicial da parceria deles, em 1956. No lado B estava a primeira gravação de um dos grandes sucessos da parceria de Vinicius com Tom Jobim, “Água de Beber”, feita em junho de 1960.

O local da composição foi Brasília, onde os dois passaram dez dias a convite do então presidente da República, Juscelino Kubitschek, que os havia incumbido de compor uma obra sinfônica dedicada à nova capital.

A incumbência resultou no repertório que o público conheceria no LP “Brasília: Sinfonia da Alvorada”, lançamento da Columbia em 1961 (já abordado aqui).

Água de beber” não entrou no disco em homenagem à nova capital federal e se tornou uma das músicas mais regravadas da parceria Tom e Vinicius, lançada inclusive por grandes intérpretes estrangeiros, como Frank Sinatra (1967) e Ella Fitzgerald (1981), ambos cantando versos em inglês escritos pelo nova-iorquino Norman Gimbel.

“Lamento no morro” também foi muito regravada, por nomes como Lucio Alves (1961), Maria Bethânia (2005) e Sérgio Mendes com o Quarteto Maogani (2006), além do próprio Tom Jobim (1970), em grande arranjo do alemão Claus Ogerman.

Vinicius cantaria nos anos seguintes em vários outros discos, gravados com o parceiro Toquinho, com a portuguesa Amália Rodrigues (1978), com Odete Lara (1963) e registros de inúmeros shows – entre eles um com Dorival Caymmi e o Quarteto em Cy (1965) e outro com Miúcha e os próprios Tom Jobim e Toquinho (1977). (Fontes: Discografia Brasileira, IMMuB).



terça-feira, 25 de março de 2025

Orlando Silva

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Orlando Garcia da Silva (1915-1978) iniciou sua carreira ainda na década de 1930, participando de programas de rádio, em especial o de Francisco Alves (1898-1952) na então Rádio Cajuti, gravando seu primeiro disco pela RCA Victor apenas 7 meses após o início de sua carreira.

Em 1936, foi convidado a gravar para o filme "Cidade Mulher", da Brasil Vita, as músicas "Cidade Mulher" e "Dama do Cabaré", ambas de autoria do sambista Noel Rosa, além de participar da inauguração da Rádio Nacional, assinando contrato com a rádio na mesma ocasião.

No ano seguinte, Orlando grava, com acompanhamento da Orquestra Victor brasileira, a valsa "Lábios Que Beijei", de J. Cascata e Leonel Azevedo, transformando-se num dos maiores sucessos de sua carreira, além de "Juramento Falso", também de J. Cascata e Leonel Azevedo, que, com o acompanhamento de Radamés Gnatalli (1906-1988), integrou o lado A deste mesmo disco.

Neste ano, recebeu do locutor Oduvaldo Cozzi (1915-1978) o apelido pelo qual se tornou conhecido durante toda sua carreira, "o cantor das multidões" em função de uma apresentação realizada no bairro do Brás, em São Paulo, onde estiveram presentes mais de dez mil pessoas para ouvi-lo cantar da sacada do Teatro Colombo.

Ainda neste mesmo ano, no ápice de sua carreira, gravou as músicas "Rosa" e "Carinhoso", de Pixinguinha, sendo o primeiro cantor a gravá-las, além de "Alegria", de Assis Valente e Durval Maia; "Boêmio", de Ataulfo Alves e J. Pereira; "Aliança Partida", de Benedito Lacerda e Roberto Martins, e "Amigo Leal", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral.

Em 1938, participou do filme "Bananas da Terra", dirigido por J. Rui, com a música "A Jardineira", de Benedito Lacerda e Humberto Porto, que viria a ser a marchinha de maior sucesso do ano seguinte, e uma das músicas de sua autoria mais lembradas de sua carreira.

Neste ano de 1938, estourou no carnaval a marchinha "Abre a Janela", de Arlindo Marques Júnior e Alberto Roserti, interpretada por Orlando, além de ter gravado com muito sucesso as músicas "Caprichos do Destino", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano; "Errei, Erramos", de Ataulfo Alves, e "Nada Além", de Custódio Mesquita e Mário Lago.

No início dos anos 1940, Orlando intensificou seu uso de drogas - que começou para aplacar as dores de um acidente de bonde que lhe decepou um quarto de um dos pés - ao mesmo tempo em que sua carreira entrava em declínio, o que por sua vez o fazia consumir mais entorpecentes.

Em 1946, perdeu seu contrato com a Rádio Nacional, que tentou recontratá-lo anos depois mas acabou demitindo-o novamente. Em 1947 e 1948, conseguiu gravar sete e três discos, respectivamente, mas em 1949 a Odeon também rompeu com ele.

Em 1961, Orlando tentou uma última cartada junto à RCA Victor: um projeto para regravar 32 de seus sucessos. Depois disso, seus últimos trabalhos foram algumas aparições na televisão.

Um dos LPs dessa época é "Quando a Saudade Apertar", lançado em 1961, em que regravou "Atire a Primeira Pedra", um samba de Ataulfo Alves e Mário Lago, que havia lançado em 78 rpm, pela Odeon, em 1943, e que foi o grande sucesso do carnaval carioca de 1944. (Fontes: Blog da Música Brasileira, Wikipédia, IMMuB.)


domingo, 23 de março de 2025

Roy Orbison

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

O texano Roy Kelton Orbison (1936–1988) cresceu imerso em estilos musicais que vão do rockabilly e country ao zydeco, Tex-Mex e blues.

Seu pai lhe deu um violão em seu sexto aniversário e ele escreveu sua primeira música, "A Vow of Love", quando tinha 8 anos.

Formou sua primeira banda aos 13 anos, The Wink Westerners, formada por amigos de escola. Depois ele mudou para The Teen King.

Estudou por dois anos na Universidade do Texas. Após se formar, Roy trabalhava em um campo de petróleo e tocava à noite.

Sua música "Ooby Dooby" chamou a atenção de Sam Phillips (1923-2003), produtor da Sun Records, e o disco foi lançado em 1956.

Em 1958, The Everly Brothers gravam uma música dele, "Claudette", uma de suas primeiras composições e que Roy dedicou a sua primeira esposa.

Depois, assinou com a Monument Records e gravou baladas como "Only the Lonely" e "It's Over".

Um ano antes de a Beatlemania invadir os Estados Unidos, em 1964, os quatro rapazes de Liverpool convidaram Orbison para abrir para eles em sua turnê pela Inglaterra.

À época, aliás, ele foi por duas vezes o número um na Inglaterra com "It's Over" e o seu maior sucesso, "Oh, Pretty Woman", vendendo 7 milhões de discos em 1964.

Perdeu a mulher Claudette em um acidente de moto em 1966 e dois de seus três filhos em um incêndio em 1968.

Na década de 70, não teve destaques na carreira. Sofreu uma operação do coração em 1979, e só foi relançado em 1980, quando conquistou um Grammy pelo seu dueto com Emmylou Harris (1947-) na música "That Lovin' You Fellin' Again", do filme "Roadie", dirigido por Alan Rudolph (1943-).

Em 1986, seu outro sucesso, "In Dreams", fez parte da trilha sonora do filme "Blue Velvet" (Veludo Azul), de David Lynch (1946-2025).

Orbison foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 1987. No ano seguinte, juntou-se a George Harrison (1943-2001), Bob Dylan (1941-), Tom Petty (1950-2017) e Jeff Lynne (1947-) formando os Traveling Wilburys. Em dezembro, porém, morreu de ataque cardíaco.

Entre 1960 e 1965, Orbison teve nove sucessos entre os Top 10 das paradas e outros dez que entraram no Top 40. Entre eles "Crying", lançado em 1961.


sábado, 22 de março de 2025

Jimmy Dean


Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Jimmy Ray Dean (1928-2010) foi um músico country, ator, apresentador de televisão e empresário ganhador do Grammy.

Nascido em uma família rural em dificuldades em Olton, Texas, ele aperfeiçoou suas habilidades performáticas no final dos anos 1940, entretendo seus companheiros militares na Base Aérea de Bolling, perto de Washington, DC.

Após sua dispensa em 1948, ele montou sua banda, os Texas Wildcats, que tocava em clubes nos arredores de Washington.

Em 1952, a carreira de Dean recebeu um impulso de Fred Foster (1931-2019), produtor musical e fundador da Monument Records. Foster conseguiu com a gravadora 4 Star Records o lançamento de "Bumming Around" (Pete Graves), quinto lugar nas paradas em 1953.

Logo conseguiu seu próprio programa de rádio no WARL, em Arlington, Virginia, onde tocou e entrevistou estrelas da música.

Dean transformou sua hora de sucesso no rádio em um programa de televisão da CBS em 1957. Chamado de "The Jimmy Dean Show", ele ajudou a dar visibilidade a estrelas country então desconhecidas, incluindo Patsy Cline (1932-1963) e Roy Clark (1933-2018).

Dean continuou a experimentar seus próprios sucessos musicais também.

Em 1961, ele lançou o single "Big Bad John", de sua autoria, uma canção sobre um corajoso mineiro de carvão que salva seus colegas de trabalho durante uma tragédia em uma mina.

O single alcançou o primeiro lugar nas paradas country e pop, rendeu a Dean um prêmio Grammy.

Em 1963, após o cancelamento de seu programa na CBS, Dean fechou um acordo com a ABC para lançar um novo programa de variedades - também chamado "The Jimmy Dean Show", no ar durante três anos.

Depois que o programa terminou, em 1966, Dean tornou-se co-estrela em várias programas de TV e no cinema, incluindo um papel como amigo de Daniel Boone na popular série de TV (1967-70) e uma participação no filme de James Bond "Os Diamantes São Para Sempre" (1971) - ou "Eternos" -, estrelado por Sean Connery (1930-2020).

No final dos anos 1960, Dean abriu uma empresa de abate de porcos com seu irmão, Don, em sua cidade natal, Plainview. Em seis meses, a The Jimmy Dean Meat Co. já era um negócio lucrativo.

Dean vendeu sua empresa para a Sara Lee Foods em 1984, permanecendo como seu porta-voz até 2003.

(Fontes: Country Music Hall Of Fame, Biography.com, Media Traffic.)



sexta-feira, 21 de março de 2025

Henry Mancini

Nasci em 1961: Esta série de publicações apresenta músicas lançadas ou que tiveram destaque no ano de meu nascimento.

Em 1961, era lançado pela Paramount o filme "Breakfast at Tiffany's" (no Brasil, 'Bonequinha de Luxo'), dirigido por Blake Edwards (1922-2010), com roteiro de George Axelrod (1922-2003) inspirado no romance homônimo de Truman Capote (1924-1984), de 1958.

Estrelado por Audrey Hepburn (1929-1993) e George Peppard (1928-1994), o filme ganhou dois Oscar: melhor trilha sonora original e melhor canção por "Moon River" (Henry Mancini e Johnny Mercer), além de indicações de melhor atriz por Hepburn, melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte.

O álbum com a premiada trilha, com música de Mancini e letras de Mercer (1909-1976), gravado pela RCA Victor, ficou nas paradas da Billboard por mais de 90 semanas.

O violonista brasileiro Laurindo de Almeida (1917-1995) - já mencionado aqui - é um dos guitarristas que tocam no LP.

Henry Mancini, nome artístico de Enrico Nicola Mancini (1924-1994), estudou arranjo e composição na Juilliard School of Music, em Nova York (em 1942), e mais tarde fez especialização em música para o cinema.

Serviu o Exército durante a 2ª Guerra Mundial, mas conseguiu trocar da infantaria para a banda, tornando-se o arranjador e pianista da Orquestra de Glenn Miller (1904-1944).

Mais tarde, com o desaparecimento de Miller, em um voo do Reino Unido para Paris, tornou-se o líder da nova formação da The Glenn Miller Orchestra, em 1946.

Começou a compor para o cinema quando entrou para a Universal City Studios, na década de 1950.

A orquestra de Henry Mancini, contratada da RCA Victor (depois BMG) gravou mais de 90 álbuns.

Compôs trilha para mais de 80 filmes, ganhou 4 Oscar, 2 Emmy (o Oscar da TV americana) e 20 Grammy, o prêmio máximo da indústria fonográfica.

No filme, "Moon River", cantada por Audrey, quase foi retirada da trilha, porque os executivos da Paramount não gostaram dela. A atriz bateu o pé e a canção ficou.

A música foi regravada depois mais de mil vezes, incluindo Andy Williams (1927-2012), Frank Sinatra (1915-1998), Louis Armstrong (1901-1971), Judy Garland (1922-1969), Sarah Vaughan (1924-1990) e Sarah Brightman (1960-).