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Iucema Suzi canta histórias de vida, amores que se foram e que vêm, expondo seu sentimentalismo (Fotos: Arquivo Pessoal)
A cantora e compositora sergipana Iucema Suzi lança no começo de novembro seu primeiro trabalho autoral, o EP “Em cada
nova estação”. Com seis canções, quatro de sua autoria e duas da parceira
Iraiane Alves, com melodias e produção de Sergio Silva e Júnior Gonzo, o disco trafega
por vários ritmos e estilos, como pop rock, reggae, MPB, sempre temperados pelo
romantismo que a caracteriza e por onde ela decidiu trilhar.
Natural da Estância, Iucema começou a
cantar profissionalmente aos 18 anos, após perceber, cantando em karaokês e
festas, que era isso o que queria da vida. O início se deu em bandas de forró,
estilo, no entanto, com o qual não se identifica. “Apesar de ser nordestina, não
me vejo como cantora de forró”, afirma. Isso transparecia ao introduzir, em sua
interpretação, um pouco de MPB, já adiantando o caminho que iria seguir.
Carreira começou em bandas de forró, mas MPB falou mais alto
O romantismo e o gosto pela MPB vêm de
berço. Filha de um saxofonista, que toca na igreja evangélica que frequenta,
Iucema cresceu ouvindo boleros em casa e seu coração foi tocado por
artistas como Elis Regina, Maysa, Nelson Gonçalves, Rosana, Vanusa. Atualmente,
ouve bastante Marisa Monte, Vanessa da Matta, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, o que a fez até pensar em se
aventurar pelo axé. Mas novamente a MPB falou mais alto.
“Esse disco segue a linha romântica, com músicas
que falam de histórias de vida, canções que tocam a alma, falam de amores que
se foram, se perderam, se acharam. Ele transpira romantismo, porque reflete o que
sou, uma pessoa muito sentimental, que chora por tudo”, define-se. A veia compositora revelou-se nas poesias que escrevia, mas jogava fora. Até que o amigo Sergio as leu e a incentivou a transformá-las em canções.
“Em cada nova estação” é a música carro-chefe
do EP, com letra dela e melodia de Sergio Silva e Júnior Gonzo. Um clipe foi
produzido para adiantar o que vem por aí. “No EP a canção estará com arranjo
mais completo, com a introdução de mais instrumentos, mas a base é a mesma”,
adiana a cantora. Depois de lançado o EP, Iucema pretende trabalhar em sua
divulgação nas radios e correr o Brasil apresentando o trabalho. São Paulo,
garante, está no roteiro e ela pretende aparecer por aqui em dezembro.
Aguardamos ansiosos.
Pianista gaúcho tem obra autoral e toca com feras da MPB (Divulgação)
Dizem aí que jazz e
instrumental são música de velho, ou de quem tem preguiça de interpretar
canções. Mas, engana-se quem diz isso, pois apenas instrumentalizar uma música
é muito mais do que interpretar vocalmente, é pôr sua alma nela.
É basicamente isso o que o
músico de Cachoeira do Sul (RS) Alexandre Vianna faz ao sentar junto ao seu
teclado e interpretar melodias excepcionais do jazz e da música popular
brasileira.
O gaúcho se formou em
composição em 2008, na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – mas
em 2003 estudou piano erudito na UERGS - Faculdade Estadual do Rio Grande do
Sul. Após graduar-se no Sul, Alexandre se mudou para a capital paulista, onde
não parou de estudar, e concluiu o técnico em piano pela Faculdade Souza Lima.
Mas, quem acha que ele só
viveu para estudar não está enganado, porém seus méritos foram recompensados,
pois já trabalhou junto ou para grandes nomes da MPB, além de seu trio musical,
formado por ele ao piano, Rafael Lourenço na bateria e João Benjamin ao contrabaixo.
No trio, eles somam suas influências e fazem um som novo, autêntico e autoral,
estando sempre em plena evolução, distinguindo entre música e vida, mostrando a
forma mais crua para expressar seu ser.
Com Lourenço e Benjamin: soma de influências (Divulgação)
Agora, dentre seus
trabalhos realizados, Vianna gravou em 2010 o CD “Gisele de Santi”, da cantora
Gisele de Santi, e, neste mesmo ano, fez arranjos e gravou o CD “Senhor do
Tempo - Canções Raras de Caetano Veloso”, da cantora Cláudia. Em 2011, também
fez os arranjos e gravou o disco "Outros Românticos" da cantora
Célia, na qual a música "Nosso Amor" foi tema da novela “Guerra dos
Sexos”, da Rede Globo.
Neste mesmo ano, gravou o
disco “Eu Voltei”, da veterana Ângela Maria. Em 2012, participou da gravação do
CD “A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes” nas vozes de Verônica
Ferriani, Célia, Daniela Procópio, Zizi Possi e Ângela Rô Rô. Ainda em 2012,
participou do “Festival Ars Brasilis”, promovido pelo Sesi-SP; cujo arranjo
para big band ficou entre os dez finalistas.
Entre março de 2012 e
abril de 2014 foi pianista (tecladista) e maestro, responsável pela banda do
musical “Tim Maia Vale Tudo”. No ano de 2014, fez arranjos e gravou o disco “Só
a pessoa sabe o que tem por dentro - Célia e Cassio Scapin Interpretam Cassio
Junqueira”.
Em 2015, fez arranjos e
gravou o disco "Eternas Canções", do cantor Marcio Gomes, o disco
"Aquilo que a gente diz", da cantora Celia e, recentemente lançado
pela Biscoito Fino, o disco "A Bossa de Cauby", de Cauby Peixoto.
Atualmente, ele atua como
pianista e tecladista nas bandas de Angela Maria, Célia, Márcio Gomes, Maria
Alcina, Carol Naine, Telefunkin, entre outros. Também desenvolve seu trabalho
autoral com o Alexandre Vianna Trio e Årvoll.
Um artista único, que vai
do erudito ao popular em apenas uma tecla, faz música com o coração e energia
pura e aberta, visando sempre seus anseios musicais, Alexandre Vianna usa a
técnica como complemento da sua obra, mas a verdadeira essência de sua música
está na sua alma.
Confira abaixo um pouco do
trabalho de Vianna. Mais sobre o músico em seu site:
A cantora, descoberta por Billy Blanco, está concorrendo ao Grammy Latino 2016 em quatro categorias por seu primeiro CD, "História de Amor à Arte", produzido por Luiz Caldas. A cantora vai se apresentar nos dias 22 e 29 de junho na Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho (rua Borges dos Reis, 9), em Salvador, acompanhada de Fernando Vergasta ao violão. Os shows serão às 20h e os ingressos custam R$ 20, com classificação livre
Mariane fecha agenda de shows na Europa
A cantora paulista - radicada há 15 anos em Salvador - Mariane Fraga recebeu
a notícia no mesmo dia em que se comemora o “descobrimento” do Brasil. Em 22 de
abril passado, o dono da CMA Digital Music,
Carlos Amorim, avisou-lhe que o disco dela, “História de Amor à Arte”, vai concorrer ao Grammy Latino deste ano em quatro categorias: melhor artista revelação,
melhor álbum, melhor engenharia de gravação e melhor projeto gráfico de um
álbum. A 17ª Entrega Anual do Latin Grammy® irá acontecer em 17 de novembro de
2016.
É a coroação e reconhecimento de um ano de trabalho de divulgação do CD nas
rádios online, que fez com que o disco fosse conhecido e aceito em várias
partes do mundo. Gravado em 2001, “História de Amor à Arte” e sua intérprete
foram conquistando espaço na Bahia. Mas faltava, como Mariane diz, alguém “sério”
para dar ao trabalho o devido direcionamento.
“Faltava uma pessoa como o selo CMA para direcionar o disco para a coisa
certa. Aqui já era conhecido, mas
precisava da visibilidade dele mais até que nacional para que ele acontecesse,
para que as pessoas começassem a acreditar nele”, diz a cantora. O selo colocou
o CD em todas as plataformas existentes – YouTube, Spotify, Rhapsody, Deezer,
Google Play etc -, o que o fez visível no mundo todo.
“O pessoal do selo CMA me disse que o disco merecia divulgação em nível
mundial porque é um disco de MPB e tem que ser ouvido nas rádios online no
mundo inteiro. E, de fato, a Europa aceita a MPB até mais do que a gente. O pessoal
da MPB é batalhador, porque cava seu próprio espaço e onde é a terra da MPB não
há espaço para ela”, lembra Mariane. Depois, então, da indicação ao Grammy
Latino, as coisas mudaram, diz. “O que faz sucesso lá fora as pessoas querem
ouvir aqui. Estou sentindo isso.”
Concorrer ao Grammy Latino coroa um ano de trabalho do CMA
O trabalho daqui para a frente será o lançamento do disco. Mariane já
está recebendo vários convites para apresentações na Europa, e pretende fechar
uma agenda de shows lá fora. Até lá, tem agendadas apresentações na Varanda do Teatro Sesi do Rio Vermelho, em Salvador, nos dias 22 e 29 de junho, acompanhada de FernandoVergasta ao violão.
Sobre a “inversão” de estratégia – lançar o disco primeiro nas rádios
online e depois apresentar o CD em shows -, Mariane afirma que é próprio do
tipo de trabalho que desenvolve: MPB tradicional, um espetáculo mais intimista.
“Porque se é um axé, um forró universitário, é diferente, porque o público hoje
no Brasil é voltado para esse tipo de show. O intimista não, ele tem que ser
intimista em tudo: tem que sentir o mercado para lançar o produto, é o inverso
hoje. A gente tem sentido isso”, esclarece.
E a concepção do show já está montada. “O cenário é composto por quadros
de artistas brasileiros, vou recitar Fernando Pessoa, Castro Alves... O disco se
chama ‘História de Amor à Arte’ exatamente por isso: para resgatar a nossa arte,
a nossa música, os escritores, poetas. Um disco feito com muito amor, com
grandes compositores, que está num selo incrível, que preza muito a MPB e a
música instrumental.”
O show de lançamento de "História de Amor à Arte" será após as festividades de São João, em julho, e terá a presença dos seguintes músicos: Nikolas Hatz - guitarrista e violonista, que também toca com Tatau (Araketu) e Chica Fé; Nivaldo Cerqueira - saxofonista e flautista, que toca com Claudia Leitte; Felipe Ferreira - baixista; Denizard Fonseca - tecladista; Sergio Luis Ferreira (Serginho) - baterista. A produção artística do espetáculo é da vocal coach e produtora Hulda Lago.
Trajetória
Brown co-assina uma das faixas do CD (foto: Arquivo Pessoal)
Mariane Fraga nasceu em São Paulo e começou a cantar ouvindo Elis Regina.
Neta do ator e jornalista José Fraga, mudou-se para Brasília, onde o avô foi
trabalhar como correspondente. Como ele mexia com teatro, nesse ambienta ela viu
que gostava era de cantar, não de atuar.
Aos 15 anos de idade, Beto Montenegro,
irmão de Oswaldo Montenegro, foi ao colégio Objetivo, de Brasília, onde ela
estudava, para fazer uma pré-seleção para um espetáculo e Mariane foi escolhida.
“O espetáculo não aconteceu, mas estive com o Beto na concepção toda do
espetáculo”, lembra Mariane.
Mais tarde, aos 21 anos, Milton Blanco, sobrinho de Billy Blanco [compositor paraense, radicado desde os anos
1950 no Rio, onde morreu em julho de 2011], a conheceu cantando nos
Encontros de Poetas de Brasília, promovido por senadores. “Fui fazer uma
apresentação para o senador Áureo de Melo [senador
pelo Amazonas entre 1987 e 1995, morto em 21/01/2015], em seu aniversário.
Milton me viu cantando e me indicou ao tio Billy, que fui conhecer no Rio, onde
ele estava fazendo show com De Athayde, neto de Austregésilo de Athayde [ex-presidente da Academia Brasileira de
Letras – ABL, morto em 13/09/1993]”.
Fascinado com sua voz, Billy lhe disse que estava indo para Brasília
para se apresentar no Clube do Choro, na Academia de Tênis, em 1999, e
perguntou se ela topava ir com ele. Sem titubear, Mariane foi, fizeram três
shows e Billy lhe disse que ela não pararia mais, que precisava gravar um disco.
“Aí fui para o Rio, mas lá fui assaltada três vezes em uma semana e
desisti de ficar. Disse isso ao Billy, que me indicou a Bahia; era a época em
que a Ivete Sangalo estava estourando e o mercado estava todo voltado para lá.
Só que eu não cantava axé, e ele me disse que lá ia conhecer o Luiz Caldas, que
é o pai do axé e um excelente instrumentista e toca tudo”, recorda a cantora.
Já em Salvador, Mariane entra em contato com um amigo que tocava com
Luiz Caldas, com quem fez um teste vocal. “Ele, sabendo que eu tinha cantado com
Billy, quis que eu cantasse com ele também. Começamos e ele me propôs a
gravação de um disco”. Assim nasce “História de Amor à Arte”.
O disco tem direção musical de Luiz Caldas, que ainda contribui com seis
das onze faixas. As demais são compostas por outras feras: Billy Blanco,
Carlinhos Brown, Edil Pacheco e Raimundo Sodré. “É um disco bem eclético, tem MPB
romântica, chorinho, samba de roda, bossa nova... Não é um CD monótono”,
define.
“Isso foi em 2001. De lá para cá, fizemos uma série de shows, mas
precisava lançar o CD no mercado, mas os artistas e produtores na época só
queriam axé, e, apesar de gostarem do disco, produtores, empresários, investem
mais em discos comerciais, que são bons também, e acha que eles estão certos,
tem que pensar em seu bolso”, relembra.
“Após correr com o disco em todos os lugares, as pessoas foram gostando
e dizendo que precisava colocá-lo nas rádios. Começou a tocar na rádio
Educadora, e as pessoas foram descobrindo, mas faltava uma pessoa como o selo
CMA”, frisa a cantora.
Com o incentivo do CMA, a história agora começa a mudar para essa
guerreira, de voz suave, indiscutível bom gosto para repertório e que o mundo –
Brasil incluído – passa agora a conhecer mais de perto. “Então tem que ser
isso: se você tem um trabalho bom, insista, estude, acredite, porque tudo tem a
sua hora”, diz.
E, paralelo ao trabalho com esse primeiro CD, Mariane já tem em mente um
segundo trabalho, este mesclando MPB clássica com música lírica. Ela estuda
canto lírico com a coach Hulda Lago – também produtora do show de “História...”
–, a quem conheceu no ano passado, quando fazia apresentações com a banda
oficial de Cláudia Leitte, que participava do projeto Jazz na Concha. “Sempre
estudei. Além de cantar MPB, quis ampliar para o lírico.”
Ou seja: vem música
de qualidade por aí. É ficar de ouvidos abertos e esperar...
O rapper paulista Yannick lançou no começo do mês de junho o videoclipe “Vingança”, de seu primeiro álbum, intitulado “Também Conhecido Como Afro Samurai”, que será lançado oficialmente no dia 3 de setembro.
No clipe, Yannick interpreta a saga do herói Afro Samurai, que busca vingança pela morte de seu pai. A produção fica por conta do beatmaker Paulo Júnior e a direção é de Koji FreeMind.
Assista ao vídeo abaixo:
O novo projeto do músico terá oito faixas, com participações especiais exclusivas de amigos e companheiros de Yannick, como Zorack e Venom, do grupo de rap Ascedência Mista; da cantora Paula Malvar, da banda de rock Vó Tereza; de Keops e Raony, do Medulla; Dieguito Reis, da banda Vivendo Do Ócio, e de Petrus.
O EP é baseado no mangá Afro Samurai, do escritor japonês Takeshi Okazaki, que se tornou um anime mundialmente conhecido. Esse projeto já se encontra disponível em pré-venda, pelo site OneRPM
Confira a playlist do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”
1. Vingança
2. A Maldição da Bandana
3. Afro Vs Justice
4. Luto por Você (ft. Paula Malvar)
5. Jinno
6. Também Conhecido Como Afro Samurai
7. Ressurreição (ft. Keops & Raony)
8. Também Conhecido Como Afro Samurai (ft. Petrus & Dieguito Reis) (Remix)
Os santistas da Zimbra lançaram na última semana o primeiro single, “O Redator”, que estará presente no novo disco do grupo, a sair no próximo dia 23 de junho. O trabalho estará disponível, com exclusividade, no canal oficial da banda no Youtube.
A faixa, composta por Rafael Costa – voz e guitarra - fala de um amor sobre linhas e parágrafos, na qual as declarações são feitas de forma clara, mas nem tão objetiva assim, ou talvez não tão interessante ao receptor, mas de suma importância à transmissão para o interlocutor, afinal algumas vezes o leitor pode passar os olhos na informação e não se apegar no momento, mas ele regressa assim que o conhecimento fizer falta em sua vida.
Uma música que fala de amor, distância, carinho e cumplicidade, um amor escrito e vivido sobre as linhas de um artigo, sobre a vivência diária da rotina de um apaixonado pela vida e a alma, mas que algumas vezes passa despercebido sem notificação nenhuma de sua existência, mas que mesmo assim persevera e continua logado redigindo seus pensamentos, até que algum dia alguém perceba sua existência.
O novo álbum da Zimbra será lançado no dia 23 de junho exclusivamente para o canal oficial da banda. Com arranjos de Rafael Costa, Pedro Furtado, Vitor Fernandes, Guilherme Goes, produzido, gravado, mixado e masterizado por Lampadinha, co-produzido pelo próprio grupo e André Calvão, áudio pós-produzido por Marcelo Boher e Drum Tech, Lucas Bidran.
Mas, enquanto o CD não for lançado, ouça “O Redator”, primeiro single deste projeto:
Para conhecer mais sobre a Zimbra acesse os links abaixo:
André e Gabriela descobriram afinidade musical entre eles há quatro meses (foto: Divulgação)
Os
gaúchos de Porto Alegre André Arteche e Gabriela Chula se conheceram há pouco
tempo para fazer o que eles mais curtem: propagar a arte e expressar a música
em suas rotinas diárias. Desde então, formaram a banda Oito Deitado.
O
nome (∞ que é o símbolo de infinito) é representativo do estilo que eles apresentam ao público, com gêneros que
variam da música popular brasileira ao rock.
André
é ator, compositor, cantor e instrumentista, com uma carreira sólida construída
na área das artes cênicas. Quando resolveu ampliar e mostrar seus outros dotes
artísticos, sua irmã – professora de Gabriela, quando ela cursava Psicologia –
disse que sua ex-aluna havia se mudado para o Rio de Janeiro para estudar artes
e estava morando próximo ao músico. Desde então, há quatro meses, se encontraram
e perceberam que a afinidade musical entre ambos era ímpar e peculiar.
Gabriela,
além de estudante de teatro musical no Ceftem (Centro de Estudos e Formação em
Teatro Musical), tem uma vasta trajetória em festivais de música na capital
gaúcha, se apresentando em casas de shows renomadas, como o bar Opinião, o
trampolim para que persistisse na carreira.
Junta,
a dupla já compôs vasto material, mas eles ainda estudam de que forma vão
disponibilizar os trabalhos a seus admiradores e seguidores. Mas, enquanto não
decidem, divulgam vídeos musicais, acompanhado apenas por um violão, caso do primeiro
single, “A Flor do Jardim”, que traz detalhes e aspirações sobre amor, poesia,
natureza e literatura, além, é claro, de expressar cenicamente cada canção
exibida.
Em breve eles lançarão novos vídeos no canal oficial a banda no Youtube e também, na página no Facebook.
Confira
abaixo o primeiro single da dupla: “A Flor do Jardim”:
'99% álcool; 1% inspiração' em cena no Caos Augusta (foto: Patrícia Visconti)
Na última quarta-feira (9/12),
a banda de rock autoral e alternativo Dest_lado brindou o lançamento do segundo álbum, intitulado “99% álcool;
1% inspiração”, no Caos Augusta, na
região do Baixo Augusta, no centro da capital paulista.
O grupo foi extramente
simpático, recebeu cada convidado um a um, agradecendo pela presença e esbanjando carisma, e os próprios integrantes fizeram questão de servir os
presentes durante o coquetel que antecedeu o show.
Às dez horas da
noite em ponto, a banda subiu ao palco para realizar uma pequena apresentação, com hits já conhecidos
pelos seguidores da Dest_lado, fazendo
o público cantar cada refrão sem perder o fôlego, além de cantar alguns trechos das músicas do novo
disco.
Uma banda que canta mais do que
apenas sobre bebidas e ressacas, mas também a alegria e o entusiasmo da curtição, esbanjando felicidade em
cada acorde, melodia, letra e dose,
compartilhando com as mais de 130 pessoas que estavam no Caos naquela noite euforia e animação, fazendo a festa
em plena metade da semana.
Após a performance do grupo, a festividade
continuou sob os comandos do DJ e
locutor da Kiss FM, de São Paulo, Rodrigo Branco, que manteve a agitação até pouco mais das duas da manhã, regada
a muita Serramalte, Stella Artois e, claro, satisfação, por propagar um som autêntico e exordial, onde a música é trabalhada com prazer e não apenas
para vender.
Para conhecer mais sobre o
Dest_lado basta acessar site oficial da banda e curtir um som novo, mas com influências do bom e velho Rock n’ Roll.
Confira abaixo um trecho da performance de “Mais Bebida:
Trabalho de Lugó ficou entre os melhores de 2013 (foto: Arquivo pessoal)
O cantor e compositor paulistano Márcio Lugó relançou neste ano de 2015 o seu segundo de álbum, “Liberdade Aparente” (2013), em vinil. O trabalho ficou entre os 100 melhores lançamentos da música contemporânea brasileira de 2013.
Esse disco é o segundo da carreira de Lugó - depois de "Desacelera", de 2010 - e traz a inocência por parte da população em acreditar que é livre vivendo em uma sociedade extremamente limitada em oportunidades para que todos almejem novos voos em sua vida, e não podando asas da imaginação e deixando a sociedade quadrada e cética às mudanças.
Um álbum que faz uma crítica social, mas sútil e sentimental, falando de relacionamentos e do cotidiano da vida em uma megalópole como São Paulo, além de amores não correspondidos ou relâmpagos, que acabam antes mesmo de começarmos a sonhar. Abrangendo seu público e focando-o em uma nova proposta para a carreira do músico.
“Liberdade Aparente” é uma mistura de ritmos e estilos, da música brasileira ao som urbano, com alguns elementos eletrônicos. Um projeto contemporâneo, que traz vida, alma e emociona aquele que escuta, e tem pretensão de mudar ao ser visto e ouvido.
Além de CD e vinil, o álbum também está disponível para download no site oficial de Lugó, basta acessar e adicionar seus dados e baixar gratuitamente o disco.
Confira abaixo a apresentação que Lugó realizou no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista:
Banda mineira, na estrada há 12 anos, trata da realidade social em suas letras, mas sem proselitismo (foto: Divulgação)
Por Patrícia Visconti, de O Barquinho Cultural Os
mineiros da banda Strike lançaram na última semana o novo álbum do grupo, intitulado
“Collab”. Um disco mais maduro e ousado, porém, sem perder suas origens e
essência, mostrado sua jovialidade e seus temas sobre cotidiano, relacionamentos
e política social, sem ser clichê e defender apenas partido A ou B, mas de
maneira geral, e sendo até um pouco ácidos, sutis em suas rimas e melodias.
A visão particular dos garotos da Strike, sem comentários alheios ou distinção do
que deve ou não estar neste projeto.
“Collab”
é um álbum original e pulsante, que os admiradores da banda desde o início de
sua formação, há 12 anos, irão se identificar e cantarolar do começo ao fim,
com direito a “repeat” no tocador de música.
Além
do mais, este é um novo ciclo da Strike, com nova formação na banda, levando a
uma concepção inovadora ao grupo. Entre essas novidades, os músicos Bruno
Graveto (ex-Charlie Brown Jr.) e Léo Pinotti (ex-Granada), que se somam à
equipe para alcançarem novos voos musicais pelos caminhos ainda não
transitados.
Grande
parte das letras é autoral, falando sobre temas variados, como os ditos acima,
mas frisando sempre positividade e novas formas de encontrar a paz e a evolução
e prosperidade como ser humano, visando às boas energias e repudiando aquilo
que faz mal, mesmo que o caminho seja longo e árduo, perseverar e persistir são
as fontes renováveis para nunca desistir. Sendo essa a verdadeira essência
da banda desde sua origem: observar o mundo, mas pensar com a sua cabeça e seus
ideais.
Trabalho é independente (Reprodução)
Esse
disco é um projeto totalmente independente, da produção, divulgação à captação
de recursos, já que a arrecadação para sua confecção foi por meio de financiamento
coletivo, com direito a brindes especiais aos fãs que contribuíram com o projeto,
dependendo o valor, de 29 a 250 reais.
Essa
parte concretizada foi a primeira quota do projeto, e quando os 100% forem
atingidos, será lançada previamente a continuação do mesmo.
Todavia,
a banda divulgará em turnê promocional esse álbum, realizando shows e
apresentações por todo o Brasil.
Para
conhecer mais sobre esse álbum, acesse o site oficialda Strike e confira abaixo o primeiro
videoclipe da banda, “Qualquer Lugar”:
Em 31 de
outubro do ano passado, a cantora e compositora Juliana Lima subiu ao palco do
Ton Ton Jazz, em São Paulo, para gravar o show que seria registrado em seu
primeiro DVD. “Aquariana” – homônimo de seu mais recente trabalho – agora está
pronto, finalizado com o apoio de 125 pessoas que participaram do projeto por
meio do Catarse, uma das principais plataformas online de financiamento
coletivo (crowdfunding) do país.
Juliana Lima
nasceu em Santo André e desde os 10 anos de idade está envolvida com música,
aprendendo instrumentos, influenciada pelo pai, que tocava violão em casa. Ingressou
profissionalmente na música em 1997, aos 14 anos, gravando o primeiro CD, “Procuro
um Amor”, quando assinava como Gyulyana. Vieram em seguida “Raios de Sol” de
2002, “Tudo & Mais”, de 2004; “O Dom”, de 2007, e “Aquariana”, de 2013.
DVD teve apoio dos fãs por meio de crowdfunding
Atualmente,
depois dos cinco CDs gravados e mais de 350 composições criadas, tocando em paralelo
o Beijo de Moça, um trio de forró, com Ana Wick e Cacá Molgora, que em breve
terá o trabalho registrado também em CD, muitas apresentações pela noite,
passagens pela Argentina e várias cidades e estados brasileiros, Juliana Lima nos
brinda com esse trabalho em vídeo, com músicas que, como ela mesmo diz, “além
de serem autobiográficas, contam histórias verídicas, revelam almas de pessoas
livres, independentes, idealistas, pensadoras, curiosas, criativas, inovadoras,
igualitárias e aquarianas dos pés à cabeça”.
Juliana Lima e banda durante gravação do DVD "Aquariana" (Divulgação)
Juliana faz
o lançamento do DVD nesta terça-feira, 10 de novembro, no Ao Vivo Music – Rua Inhambu,
229, Moema, São Paulo, a partir de 21h. O repertório traz as canções do CD “Aquariana”
e de outros discos dela, além de outras obras que ela gosta de cantar. O show
tem a participação de sua banda, composta só de mulheres, e de convidados como
os cantores Daniel Pessoa e Thiago Varzé e o acordeonista Cleber Silveira.
A cantora e compositora baiana Diana Marinho se apresenta
nesta sexta-feira, 6, no Projeto Puleiro do Rock, na praia de Itapuã, em
Salvador. O show será no Clube Cassas da
Aeronáutica, na Vila Militar da Aeronáutica (rua Sargento Waldir Xavier de
Lima, s/nº), das 19h às 23h, com participações das bandas Água Suja e Contato Perdido e do músico argentino radicado em Londres Brujas Blues na gaita. O
couvert artístico é R$ 10.
O projeto Puleiro do
Rock é mais uma iniciativa para manter viva a cena rock baiana, que é o
celeiro de nomes já consolidados como Raul Seixas, Camisa de Vênus, Novos
Baianos, Pitty e tantos outros. Enfim,
na terra de Caymmi, o rock e o pop resistem, apesar de muitos ainda imaginarem
que ali só se cultiva axé, arrocha e outras manifestações.
Segundo a jornalista Riane Rio, uma das organizadoras e assessora do Puleiro, o projeto nasceu em 2012, quando alguns amigos, que no momento
se encontravam morando em Itapuã, resolveram “fazer um som e divertir-se na
noite baiana”. As primeiras reuniões aconteceram no restaurante Puleiro do
Bideira, especializada em frango assado. A casa cedeu o espaço para
apresentações de bandas amigas, como Contato Perdido, Motif e outras.
A partir de 2013, a iniciativa, já batizada como Puleiro do
Rock – em homenagem ao lugar que os acolheu no início - passou a ter como sede
principal o Clube Cassas da Aeronáutica, localizado na Vila Militar no mesmo
bairro de Itapuã, com o apoio da força militar.
Conforme Riane, “neste momento o projeto passa a atuar de
forma itinerante, realizando shows em diversos pontos de Itapuã e adjacências,
sempre levando sua estrutura própria, a exemplo de aparelhagem de som, produção
e bandas associadas ao Puleiro”.
“O projeto fecha o ano de 2015 com uma filosofia que
consiste em trazer artistas renomados, como Diana Marinho, Água Suja, Brujas
Blues, a Célula, Marconi Lins, e novas bandas também, como Donattita, Instinto Dissonante e outras que apoiam o Puleiro. Sempre mesclando estas apresentações
com bandas novas, que estão iniciando na cena rocker da Bahia”, explica Riane.
E, para 2016, diz a jornalista, o Puleiro do Rock tem como
objetivo intensificar mais os eventos, em parceria com clubes de motos nas suas
respectivas sedes. Há a perspectiva também de realizar eventos em bares, praias
e demais ambientes alternativos da capital soteropolitana, “encorpando, assim,
o cenário rock’n’roll de Salvador e proporcionando espaços para que bandas e
artistas novos possam mostrar a sua arte”, acrescenta Riane.
Janis da Bahia
Diana Marinho durante tributo ao Raul Seixas, em São Paulo, no show 'O Dia Em Que a Terra Parou' (foto: Carlos Pupo)
Na edição desta sexta-feira, a atração é Diana Marinho, uma
cantora com mais de 20 anos de estrada, autodidata, que já foi considerada a “Janis
Joplin da Bahia”, dado o sucesso que obteve ao interpretar as canções de uma de
suas maiores influências, logo que se desvencilhou da Timbalada, levada por
Carlinhos Brown.
Diana apresenta-se regularmente em casas de Salvador e na Praia do Forte. Também vem atuando no interior da Bahia, com destaque para o evento Cidade Feliz, em Caetité, onde abriu para Roberto Frejat. Cantou também nos 10 anos do Trio do Rock no carnaval e, em julho deste ano voltou a Caetité, na última Festa de Santana, fechando a noite após a apresentação de Vanessa da Mata.
Com sua banda de Salvador, "Os Ecléticos", vem tocando projeto de resgate de clássicos do rock de todos os tempos, apresentando-se ainda em eventos motociclísticos por todo o interior da Bahia. Participou também da abertura e fechamento do projeto Sons e Cores da Cidade do Conde.
Este ano, fez sua estreia em São Paulo, onde se apresentou com a banda Dendê na Garoa (com músicos baianos e paulistas, daí o nome) em várias casas, prestou homenagem aos 70 anos de nascimento de Raul Seixas e depois realizou novo tributo ao Maluco Beleza – agora em celebração aos 26 anos de sua morte, homenagem que se repetiu na Praia do Forte.
O show de Diana terá a participação da Banda Água Suja,
formada por Jerry Marlon no baixo, o guitarrista e vocal Oyama Bittencourt, o
tecladista Jelber Oliveira e o americano Brian Knave, na bateria. Com um
repertório que vai do blues tradicional, passando pelo R&B, o soul music, o
jazz, o country e o rock’n’roll.
Haverá ainda a participação especial do gaitista e cantor Brujas
Blues, um blues man que mora atualmente em Londres, tendo tocado durante muito
tempo nos Estados Unidos, Argentina, Espanha, Tailândia e vindo há pouco tempo de
uma temporada em Palma de Mallorca. Brujas fez participações em discos dos
também argentinos Charly Garcia (ver vídeo abaixo) Fito Paez e tocou com gente como Rolling
Stones, Joe Cocker, Bee Gees e muitos outros. Já tocou em São Paulo com o baixista
Oswaldo “Cokinho” Gennaro, que foi da Patrulha do Espaço, banda de hard rock e progressivo criada em 1977 pelo
ex-Mutantes Arnaldo Baptista.
A noite ainda traz a banda de blues e rock clássico Contato
Perdido, formada por controladores de tráfego aéreo apaixonados pelo bom e
velho rock’n’roll, com Fonte no vocal, Márcio da Silva na guitarra; Gustavo Franco no baixo e Alex na
batera. A banda tem canções autorais e tocam também sucessos dos anos 70 e 80 e
em breve lançam seu primeiro CD com composições inéditas.
Serviço
Diana Marinho no Puleiro do Rock
Quando: Sexta-feira, dia 06/11, a partir das 19h
Local: Clube Cassas – Rua Valdir Xavier da Lima, sn/ Vila
Militar da Aeronáutica, Itapuã (Orla)
Quanto: Couvert artístico R$ 10
Informações e reservas: (71) 9 9132-3617/ (71) 9 8837- 3208
Yannick e Mendez Cris: crônicas da periferia (foto: Grima Grimaldi)
O rapper e MC paulistano Yannick acaba de gravar com o AudioCrew. O single “Zeca” faz parte do último álbum da dupla de rap mineira, que convidou o músico de São Paulo para ‘remixar’ a canção.
A música fala sobre a periferia das grandes metrópoles, suas sensações e momentos únicos daqueles que vivem a rotina árdua de lugares que somente são lembrados pelos governantes em época de eleição. A contrapartida é um zelar e proteger o outro dos males da hipocrisia que há na mídia, e principalmente na sociedade.
Uma crítica direta aos Zecas, Marias, Renatos, Jéssicas, entre outros, que vivem e sobrevivem à margem, mas fazem a diferença dentro das comunidades.
Confira abaixo a parceria da dupla com o rapper durante a gravação no Estúdio Showlivre:
Para ouvir a versão do álbum, acesse o SoundCloud de Yannick, clicando aqui
Outubro já começa com muita música e diversão, para agitar o domingo de qualquer ser enlouquecido por música independente de qualidade, em um show épico e incrível no Hangar 110, em São Paulo.
As bandas Depois do Fim, Canal XIII, BloodBuzz e a cantora Amanda Yamashiro sobem ao palco para fazer a festa e mostrar um pouco de seus trabalhos autorais, com muito rock, pop e punk. A abertura do show fica por conta do humorista Gabe Cielici, vencedor do prêmio Multishow de humor.
Depois do Fim: rock'n'girls em alta (fotos: Divulgação)
A Depois do Fim traz seu pop/punk, com letras cheias de mensagens de amor, relacionamentos e cotidiano, com as garotas arrasando nos vocais e mostrando que o Rock'n'Girls está mais em alta do que as pessoas imaginam.
BloodBuzz canta a nossa rotina
Distinta do grupo DDF, a banda BloodBuzz traz em seu vocal uma voz feminina e uma equipe de peso e afinada, em plena harmonia, com letras que refletem a rotina de qualquer habitante pensante e estressante de uma megalópole
Canal XIII: rock alternativo
Já o Canal XIII traz seu rock alternativo, com canções que falam do cotidiano dos seres humanos e como eles interagem com o mundo ao seu redor, buscando suas metas e objetivos e superando as decepções da vida, sempre regadas com muita poesia.
Amanda Yamashiro em solo
E, por fim, a ex-vocalista da Banda Cassie Amanda Yamashiro traz sua voz rouca e sua potencialidade musical, em sua nova empreitada como cantora solo.
Gabe Cielici: humor e música
Não se esquecendo da abertura, que fica por conta do músico e humorista Gabe Cielici, que, além de contar piadas pelas ruas de São Paulo, também é músico e lançou um álbum em homenagem a suas ex-namoradas, com muito humor e diversão, que até mesmo quem não o conhece irá se identificar com algum(a) ex-namorado(a) que se foi para nunca mais voltar.
Esse show também marca a despedida da guitarrista da DDF, a Gabih. Que deixa o grupo depois de nove anos nas guitarras da Depois do Fim, para alcançar novos voos em sua carreira. Será uma grande festa de despedida e alegria, para os amantes do rock alternativo paulista.
Serviço:
Depois do Fim, Canal XIII, Bloodbuzz e Amanda Yamashiro
Despedida da Gabih
Data: 4 de outubro de 2015
Horário: 17h30 às 22h
Local: Hangar 110
End: Rua Rodolfo Miranda 110, São Paulo/ SP.
Ingressos:
Antecipado - R$ 20
Na porta - R$ 30
Locais de venda de ingressos:
Pelo site: hangar110.com.br
Ou na loja 255 Galeria do Rock:
End: Avenida São João, 439 1° andar. Loja 255. São Paulo.
Tel.: (11) 3361-6951
Por: Patrícia Visconti, de O Barquinho Cultural As três meninas nascidas em Belo Horizonte, mas que vivem em São Paulo, dão uma visão bem sofisticada ao autêntico forró pé-de-serra. No dia 9 de outubro, elas se apresentam no Centro de Tradições Nordestinas (CTN) - Rua Jacofer, 615 - Bairro do Limão - São Paulo - com ingressos a R$ 20 (antecipados) e R$ 30 (no dia).
As mineiras mesclam o ritmo nordestino a outros gêneros populares (Divulgação)
Não é muito comum vermos bandas femininas de forró, ainda mais que, além de tocar e cantar, ainda compõem suas letras. Porém, três meninas de Belo Horizonte apaixonadas pelo estilo se reuniram para cantar o autêntico forró pé-de-serra.
O Trio Sinhá Flor, formado por Carol Bahiense (triângulo, sanfona e voz), Cimara Fróis (sanfona e voz) e Talita del Collado (zabumba, violão, flautas, percussão e voz), residentes em São Paulo, levam a rica e tradicional cultura nordestina aos setes cantos do país, propondo uma nova formação do gênero, mostrando que zabumba, sanfona e triângulo também são instrumentos para as mulheres.
Além do forró, o trio mescla outros estilos e arranjos a suas composições, dando uma cara própria ao grupo, em um repertório que vai de Luiz Gonzaga à MPB moderna, além de buscar inspiração em grupos vocais e expoentes de outros gêneros, como Quatro Ases e Um Coringa, Demônios da Garoa, Trio Esperança e Quarteto em Cy, apresentando um forró com uma roupagem mais contemporânea, flertando com o jazz até.
As meninas dão nova roupagem ao forró tradicional (Divulgação)
As artistas têm uma performance única e peculiar no palco, nascida das experiências e conhecimentos pessoais de cada integrante, contribuindo para que cada apresentação seja única e especial, não apenas para dançar, mas também ao assistir.
As meninas têm três projetos realizados: “Uma Homenagem ao Rei do Baião”, “Histórias Cantadas do Sertão Brasileiro” e “Forró Floreado”, todos enfatizando a cultura nordestina, colocando todos os ouvintes para sair arrastando as sandálias pelo salão, denotando a visão feminina num gênero ainda tão masculino quão o forró.
Em 2014, o trio lançou seu primeiro álbum, homônimo, que pode ser baixado no iTunes ou ouvido gratuitamente no Soundcloud.
Confira as garotas cantando uma versão muito peculiar de “A Vida de Viajante”, do rei do baião Luiz Gonzaga:
Para conhecer mais sobre o Trio Sinhá Flor acesse:
Quartabê: Ana Karina Sebastião, Mariá Portugal, Maria Beraldo Bastos, Joana Queiroz e Chicão (esq. p/ dir)
O jovem quinteto Quartabê faz nesta quinta-feira, 17
de setembro, show de lançamento do CD Lição #1: Moacir. Será no Centro Cultural São Paulo - rua Vergueiro, 1.000, às 20h30, com entrada
franca. O disco traz releituras da obra do mestre Moacir Santos, importante
instrumentista, compositor e arranjador brasileiro, morto nos EUA (para onde se
mudou em 1967) em 2006.
O Quartabê (nome que faz
alusão à quarta série do ensino fundamental, época em que se aprende brincando,
ou vice-versa) é: Ana Karina Sebastião (baixo), Joana Queiroz, (sax, clarinete e
clarone), Maria Beraldo Bastos (clarinete e clarone), Mariá Portugal (bateria) e Rafael Montorfano, o Chicão (piano e teclados). O grupo foi montado por convite da flautista Andrea Ernst Dias para
a segunda edição do Festival Moacir Santos, ano passado, no Rio.
Andrea – a Deda – é a idealizadora
do festival, e vem pesquisando e divulgando há anos a obra de Moacir, sobre
quem escreveu, a partir de sua tese de doutorado em Interpretação Musical na
Universidade Federal da Bahia, a biografia do músico - “Moacir Santos — Ou os
caminhos de um músico brasileiro” (Folha Seca). Ela também integra o Trio 3-63,
com o percussionista Marcos Suzano e o pianista Paulo Braga.
Em busca de um grupo com uma
pegada mais moderna para se apresentar no festival, Deda assistiu a uma
apresentação do espetáculo “Claras e Crocodilos”, de Arrigo Barnabé e banda, no Áudio Rebel, no
Rio. Na apresentação, Arrigo dava nova roupagem ao clássico “Clara Crocodilo”,
álbum de 1980 e era acompanhado pelas quatro meninas do Quartabê, mais Mario
Manga na guitarra e Paulo Braga no piano. O projeto nasceu de um convite para
um festival no Chile, 2013.
Encontrando o que buscava no
vigor, energia e alegria que as meninas emanavam tocando com Arrigo, Deda “encomendou”
a elas uma banda para tocar Moacir no festival. “Ela queria um grupo mais
irreverente, mais pop, feminino, jovem”, explica Joana. Elas então chamaram
Chicão e o Quartabê estava formado.
A apresentação no festival, que
elas esperavam que ia ficar por ali, rendeu a ideia de seguir adiante com o
projeto. Inscreveram-no no Programa de Ação Cultural (ProAC), por meio do qual
a Secretaria de Cultura do governo do Estado de São Paulo procura promover e
incentivar a produção artística. Os recursos foram para a produção do CD e a
realização de workshops para músicos e não músicos sobre o trabalho de Moacir.
Não foi, contudo, a primeira
vez que as meninas do Quartabê tiveram contato com Arrigo. Três delas (menos
Joana) integram com o músico paranaense, mais a guitarrista Anna Tréa,
o grupo Neurótico e as Histéricas,
formado em 2013 para o espetáculo “Pô, Amar é Importante”, com composições de
Hermelino Neder, um dos
expoentes da chamada Vanguarda Paulistana surgida no início dos anos 1980.
Agora, o trabalho integra o
resgate da obra de Moacir Santos, iniciada com o lançamento do projeto “Ouro Negro”, em 2001, idealizado pelo maestro
Mario Adnet e o saxofonista Zé
Nogueira. O projeto, do qual Moacir fez parte, rendeu um CD duplo, em 2001, e
um DVD, de 2005. O Trio 3-63, de Deda, Marcos Suzano e Paulo Braga, gravou dois
CDs com a obra do mestre e, desde então, diversos eventos buscam mostrar às
novas (e velhas gerações) o trabalho e a importância de Moacir.
Moacir Santos
Considerado, nas palavras
das meninas do Quartabê, “um dos compositores que ajudou a formar o que a gente
chama de música instrumental brasileira”, o pernambucano Moacir Santos causou
espanto já em seu primeiro trabalho autoral, o LP “Coisas”, lançado em 1965.
Citado no “Samba da Bênção”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell (“A benção,
maestro Moacir Santos, que não és um só, és tantos, tantos como meu Brasil de
todos os santos”), o mestre partiu para os Estados Unidos em 1967, onde gravou
quatro álbuns e estabeleceu uma carreira sólida, convivendo e tocando com os
grandes nomes do jazz americano.
Abaixo, “Coisa Nº 1”, de Moacir Santos (1965):
Antes, ainda no Brasil, após
uma infância e adolescência pontuada de grandes privações e descobertas,
aprimorou o inato talento musical, despertado ao ter contato com bandas no
interior de Pernambuco e circos pelo Nordeste afora, onde aprendeu a tocar
vários instrumentos. Estudou com o maestro Guerra-Peixe e, mais tarde, com o
maestro alemão Hans-Joachim Koellreuter.
No começo dos anos 1960,
dedicou-se a dar aulas. Entre seus discípulos, Nara Leão, João Donato, Paulo
Moura, Baden Powell, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Dom Um Romão, Flora
Purim, Airto Moreira, Maurício Einhorn, Raul de Souza e Sergio Mendes – a fina
flor da bossa-nova. Compôs trilhas para filmes de Cacá Diegues, Ruy Guerra, Sacha
Gordine, Flávio Tambellini e Alberto D’Aversa.
Sobre a importância dele
para a música brasileira, diz Joana: “Ele tem uma concepção que é muito
sofisticada harmonicamente e, ao mesmo tempo, muito brasileira. Ele teve muita
influência de compositores que estavam trazendo uma concepção harmônica muito
arrojada, tanto do pessoal mais erudito como do jazz, e fez uma grande mistura,
mas sendo muito brasileiro, trazendo coisas afro-brasileiras, muita percussão,
e tem uma escrita que é muito especial, cheia de contrapontos, e ao mesmo tempo
as melodias são muito fortes, elas parecem simples, muito comunicativas, mas
são sempre diferentes, especiais, sofisticadas, sem parecerem difíceis”.
Agenda
Além da apresentação desta
quinta no Centro Cultural Vergueiro, o Quartabê se apresenta dia 29 de
setembro, à meia-noite, no Mundo Pensante,
após um workshop sobre contrabaixo com o camaronês Richard Bona, idealizado pela revista Cover Baixo, com entrada franca (para o show).
Em 30 de setembro, eles
tocam no Sesc Santos, às 20h, também com entrada franca e, em 18 de outubro, se
apresentam no festival Ilhabela In Jazz, às 21h, igualmente com entrada gratuita. Ainda
está em produção em videoclipe, que estará no ar em breve.
Ouça a íntegra de "Lição #1: Moacir" no Spotify:
Para saber mais a respeito
de Moacir, além do livro de Deda, sugiro a leitura desses dois artigos de
Marcelo Pinheiro que saíram na revista “Brasileiros”: aqui e aqui.
O áudio da entrevista com as meninas do Quartabê (Chicão chegou depois) está abaixo: